quarta-feira, 22 de abril de 2009

Saúde em Debate


Supremo reserva seis dias para audiência pública


Diante do grande número de requerimentos recebidos pelo Supremo Tribunal Federal para participação na audiência pública que discutirá o Sistema Único de Saúde (SUS), a corte reservou seis dias para as apresentações: 27, 28 e 29 de abril e 4, 6 e 7 de maio, das 9h às 12h. Ao todo, 33 profissionais de saúde e 13 convidados serão ouvidos. A audiência será transmitida ao vivo pela TV e Rádio Justiça.


O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, responsável pela convocação da audiência, indicou na segunda-feira (13/4) a lista dos habilitados a participar dos debates. O funcionamento da audiência seguirá o previsto no artigo 154, inciso III, parágrafo único, do Regimento Interno do STF, que dispõe sobre o tema. Cada participante terá 15 minutos para suas explanações.


Entre os 13 convidados a participar estão o presidente do Senado, José Sarney; o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza; o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli; o defensor público geral da União, Eduardo Flores Vieira; o ministro da Saúde, José Gomes Temporão; o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto.


Os participantes que desejarem utilizar recursos áudio-visuais deverão enviar os arquivos da apresentação em meio digital (CD ou DVD) para a Assessoria de Cerimonial do STF até o dia 23 de abril, para que o equipamento seja providenciado.


As pessoas que não foram habilitadas para serem ouvidas poderão enviar documentos com a tese defendida para o e-mail audienciapublicasaude@stf.jus.br. O material enviado será disponibilizado no portal do STF na internet.


Confira o cronograma de participações


27 DE ABRIL DE 2009 – SEGUNDA-FEIRA"O ACESSO ÀS PRESTAÇÕES DE SAÚDE NO BRASIL – desafios ao Poder Judiciário" - Abertura: Presidente do STF, Ministro Gilmar MendesPresidente do Senado;Procurador-Geral da República;Advogado-Geral da União;Defensor Público-Geral da União;Ministério da Saúde;Presidente da OAB;Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB;Professor Ingo W. Sarlet.
28 DE ABRIL DE 2009 – TERÇA-FEIRA"RESPONSABILIDADE DOS ENTES DA FEDERAÇÃO E FINANCIAMENTO DO SUS" - Presidente do CNS;Presidente do CONASS;Presidente do CONASEMS;Edelberto Luiz da Silva, Consultor Jurídico do Ministério da Saúde;Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas;Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro;Fórum Nacional dos Procuradores-Gerais das Capitais Brasileiras;Representante da FIOCRUZ;Defensoria Pública-Geral da União.
29 DE ABRIL DE 2009 – QUARTA-FEIRA"GESTÃO DO SUS – LEGISLAÇÃO DO SUS E UNIVERSALIDADE DO SISTEMA" - Ministério da Saúde;Associação Nacional do Ministério Público de Contas;Defensoria Pública do Estado de São Paulo;Associação Nacional do Ministério Público de Defesa da Saúde;Confederação Nacional dos Municípios;Ana Beatriz Pinto de Almeida Vasconcellos, Gerente de Projeto da Coordenação Geral da Política de Alimentos e Nutrição do Departamento de Atenção Básica;Cleusa da Silveira Bernardo, Diretora do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas;Alexandre Sampaio Zakir, representante da Secretaria de Segurança Pública e do Governo de SP.
4 DE MAIO DE 2009 – SEGUNDA-FEIRA"REGISTRO NA ANVISA E PROTOCOLOS E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS DO SUS" - Diretor-Presidente da ANVISA;Presidente do Conselho Federal de Medicina;Grupo Hipupiara Integração e Vida;Paulo Marcelo Gehm Hoff, representante da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e da Faculdade de Medicina da USP;Paulo Dornelles Picon, representante da UFRGS e do HCPA;Claudio Maierovitch Pessanha Henrique, Coordenador da Comissão de Incorporação de tecnologia do Ministério da Saúde;Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Sul;Centro de Estudos e Pesquisa de Direito Sanitário.
6 DE MAIO DE 2009 - QUARTA-FEIRA"POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE – Integralidade do Sistema"Maria Inês Pordeus Gadelha, Consultora da Coordenação–Geral de Alta Complexidade do Departamento de Atenção Especializada;Jorge André de Carvalho Mendonça, Juiz da 5ª Vara Federal de Recife;Colégio Nacional de Procuradores dos Estados e do Distrito Federal e Territórios;Associação Brasileira de Grupos de Pacientes Reumáticos;Conectas Direitos Humanos;Associação Brasileira de Amigos e Familiares de Portadores de Hipertensão Arterial Pulmonar;Raul Cutait, ex-Secretário de saúde do Município de São Paulo.
7 DE MAIO DE 2009 – QUINTA-FEIRA"ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA DO SUS" - Associação Brasileira de Mucopolissacaridoses;Associação Brasileira de Assistência à Mucoviscidose;Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica;José Aristodemo Pinotti, Diretor Executivo do Hospital de Clínicas de São Paulo e Professor da Faculdade de Medicina da USP;José Miguel do Nascimento, Diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica;Instituto de Defesa dos Usuários de Medicamentos;Presidente da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica;Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero - ANIS.

terça-feira, 21 de abril de 2009

SOBRE MUROS, CAVEIRÕES E REMOÇÕES



Os estudos mais básicos de geografia urbana são suficientes para compreender como se constrói o espaço interno das cidades. Para saber quem de fato manda no processo, quem determina e orienta como, quando e para onde as metrópoles devem crescer.
Os agentes sociais que conduzem a produção do espaço urbano são o grande capital - representado pelos donos dos meios de produção, pelos proprietários de terras nas cidades e pelas grandes construtoras - e o Estado - que raramente age de forma neutra em seu papel de regulação do uso do espaço e de provedor de infraestrutura, quase sempre favorecendo a reprodução do grande capital. Ou seja, é aos grupos socialmente mais representativos que pertence a primazia de orientar a produção do espaço das cidades em geral, cabendo ao povo apenas o papel segui-los enquanto massa, excluídos do poder de decisão.
A política urbana da cidade do Rio de Janeiro, desde o final do século XIX, foi baseada no "higienismo" que, em seu aspecto social, determinou o desmonte de cortiços, a demolição de morros e a consequente expulsão de seus habitantes - pobres, operários e excluídos - para as áreas de menor interesse para o capital imobiliário. Condição sine qua non para a valorização das áreas nobres cobiçadas pelos especuladores. Inicia-se a favelização da cidade, como reflexo da tentativa do operário de manter-se próximo ao local de trabalho.
Multiplicam-se, então, as favelas - cidades informais dentro da cidade formal. Ambiente propício à proliferação de todas as formas de ilegalidade. Fazer o que? Há luz? Água? Esgoto? Educação? Saúde? Não! Para as coisas de casa, com a esperteza que só tem quem está cansado de apanhar, encontra-se um jeito. Mas sem escola ninguém aprende. E sem saúde o povo morre. Preso na miséria da favela. Mas nem tão livre do açoite na senzala, como achou o poeta. A senzala de hoje é o trem na estação de Madureira.
O problema que descortina-se diante do regulador do espaço impõe uma tomada de posição, uma escolha: ou o Estado formaliza o espaço ilegal ou luta contra ele. Do higienismo aos dias atuais ficou claro que o regulador do espaço optou pela repressão. O Favela-Bairro acabou funcionando como uma forma de combate à informalidade travestida de ação inclusiva. Lobo Mau com cara de Vovozinha. A microfísica do poder determinou que se deve vigiar e punir os pobres, os condenados da cidade.
Então o Estado equipa-se com aparatos de repressão à ilegalidade ao som dos aplausos do grande capital. Mas na favela, os estalos são outros. Foguetes e morteiros anunciam o início de mais uma batalha dessa guerra farta em esquizofrenia. Pois as redes ilegais da violência nos morros alimentam-se da corrupção dos bonecos do Estado, as marionetes mal pagas do jogo da guerra.
A classe média, que se submete a empenhar durante décadas grande parte do seu dinheiro ganho com o suor da lida do dia-a-dia, pra ter o direito de viver - e morrer - num caixote, cercada de grades e vigiada noite e dia, é tão vítima quanto os que nem isso puderam prover para si. É ela que engorda as fortunas do grande capital. Mas, de tão estúpida e reacionária, não se dá conta disso. E exige do Estado a barbárie. A mais violenta forma de repressão. Caveira, meu capitão! Caveira!
Agora o Estado vestiu, por cima da farda preta, a camisa verde da mata atlântica pra defender a construção de muros que estabeleçam "ecolimites" à expansão das favelas na cidade. Uma ideia incoerente. A classe média, estúpida e reacionária, quer mais. Exige a remoção das que já existem.
A incoerência é simples e proposital. Se fosse pra ser coerente, o Estado também deveria construir muros, fazer remoções e estabelecer ecolimites nos manguezais da Barra da Tijuca. Mas aí o patrão não deixa. Fica bravo. E o Estado corre o risco de ser demitido. Sem justa causa.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

E-mail recebido

As esposas ( mães, irmães, tias, primas e etc) dos POLICIAIS MILITARES DO RIO DE JANEIRO resolveram aproveitar o dia 21 de abril, dia de Tiradentes, Patrono das Polícias Militares, para realizarem uma mobilização pacífica e ordeira, para despertar a atenção da sociedade fluminense para o caos da segurança pública. O ato será em frente à ALERJ, às 9 horas e elas estarão usando narizes de palhaço. É hora de mobilização. A sociedade fluminense não pode esquecer que segurança pública é dever do Estado, porém responsabilidade de todos, assim determina a nossa constituição cidadã. Divulgue. Compareça. Chame os amigos. Coloque o seu nariz de palhaço. Você merece uma segurança pública de qualidade.

sábado, 18 de abril de 2009

VERGONHA

Por Rui Barbosa, escrito em 1914

A FALTA DE JUSTIÇA, Srs. Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação.A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais.
A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.
Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime (na Monarquia), o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto (o Imperador, graças principalmente a deter o Poder Moderador), guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade.

A arte de negociar!

PAI - escolhi uma ótima moça para você casar.
FILHO - Mas, pai, eu prefiro escolher a minha mulher.
PAI - Meu filho, ela é filha do Bill Gates...
FILHO - Bem, neste caso, eu aceito.
Então, o pai negociador vai encontrar o Bill Gates.
PAI - Bill, eu tenho o marido para a sua filha!
BILL GATES - Mas a minha filha é muito jovem para casar!
PAI - Mas este jovem é vice-presidente do Banco Mundial...
BILL GATES - Neste caso, tudo bem.
Finalmente, o pai negociador vai ao Presidente do Banco Mundial.
PAI - Sr. Presidente, eu tenho um jovem recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.
PRES. BANCO MUNDIAL - Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, mais do que o necessário.
PAI - Mas, Sr., este jovem é genro do Bill Gates.
PRES. BANCO MUNDIAL - Neste caso ele pode começar amanhã mesmo!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Coronel Paulo Ricardo Paúl

Artigo:
EU TENHO VERGONHA
*
VOLENTI NIHIL DIFFICILE
(A QUEM QUER, NADA É DIFÍCIL)

Manual de sobrevivência...

1. Como reagir ao ser abordado pelos criminosos?
A abordagem do assaltante é o momento mais delicado para as duas partes. Procurar demonstrar tranquilidade é a forma mais inteligente para prevenir eventuais hostilidades. O ser humano, enquanto vítima de violência, tem a percepção alterada pelo stress emocional, o que pode ser mortal, pois quase sempre os assaltantes agem em bandos.
2. Se eu estiver no carro, com o cinto de segurança, o que devo fazer?
Durante o assalto, a vítima deve sempre informar ao assaltante antes de realizar qualquer movimento com os braços. Qualquer pessoa que se aventura a travar um confronto armado considera que a mão do oponente é a principal fonte de perigo. Por isso, só mexa no cinto depois de ter a convicção de que o assaltante sabe o que você vai fazer.
3. Se meu carro estiver ligado, e não houver ninguém na minha frente, posso tentar uma fuga?
Não existem veículos automotores disponíveis no mercado que consigam atingir velocidade superior a de projéteis de arma de fogo. Portanto, a arrancada com veículo poderia produzir comportamento violento por parte do assaltante.
4. Grito por socorro ou me rendo?
O grito pode operar como detonador de uma reação indesejada por parte do assaltante. O ideal seria se a vítima conseguisse agir com tranquilidade suficiente e tentar gravar na memória as características físicas do assaltante, meio e direção utilizada para a fuga. Isso facilitaria o trabalho posterior de captura dos criminosos pela Polícia.
5. Se eu estiver em um sequestro relâmpago, devo mentir a senha do meu cartão?
Os bancos já adotam uma série de políticas de segurança envolvendo o uso de cartões para minimizar os prejuízos provocados por eventuais assaltos. Uma vez que a vítima se encontre em um caso do sequestro relâmpago, o uso desta artimanha (mentir a senha) só potencializa eventuais hostilidades.
6. Se o assaltante fizer perguntas sobre a minha vida, devo falar a verdade?
Agir com tranquilidade é sempre a melhor opção. Tentar agir de acordo com protocolos decorados pode operar como complicador numa situação de alto nível de stress. Sobre essa questão, as quadrilhas especializadas em crimes patrimoniais complexos (sequestro, por exemplo), não praticam assaltos como modo de obter informações da vítima.
7. Durante o assalto, posso puxar conversa com o ladrão ou é melhor ficar quieto?
É importante ter em mente que o assaltante tem objetivos claros. Forçar uma conversa com o assaltante pode ser interpretado como uma tentativa de assumir o controle da situação. Portanto, só fale quando for perguntado.
fonte:veja.com/PM-SP
ps:Que chato chegar ao ponto de ter que postar algo como isto....

CAMÕES, TRAÍDO PELA RIMA


Os cariocas, como sabemos, incluem em certas palavras um fonema i que não existe. É o caso de "nascer", que muitos deles pronunciam "naiscer"; ou de "mesmo", transformado em "meismo". Essa prosódia descende diretamente do português de Portugal. Ouçam bem o lisboeta falando "Cascais".

Até aí, nenhuma novidade.

Mas agora passei a desconfiar que a pronúncia luso-carioca vem desde tempos camonianos — ou seja, desde os primeiros anos da Terra de Santa Cruz.Confiram a rima perpetrada pelo vate Luís Vaz de Camões nos segundos versos dos dois tercetos no soneto abaixo.

Não há dúvida: Camões era carioca!

POR QUE QUEREIS, SENHORA, QUE OFEREÇA

Por que quereis, Senhora, que ofereça

A vida a tanto mal como padeço?

Se vos nasce do pouco que mereço,

Bem por nascer está quem vos mereça.

*

Sabei que, enfim, por muito que vos peça,

Que posso merecer quanto vos peço;

Que não consente Amor que em baixo preço

Tão alto pensamento se conheça.

*

Assim que a paga igual de minhas dores

Com nada se restaura; mas deveis-ma,

Por ser capaz de tantos desfavores.

*

E se o valor de vossos servidores

Houver de ser igual convosco me(i)sma,

Vós só convosco mesma andai d'amores.

*

Por:Carlos Machado - http://www.algumapoesia.com.br/prosa.htm

A opinião de:Luiz Carlos Azenha


O Rio fracassou. A culpa é do Brizola


"Desde os anos 80 eu percebo um certo saudosismo em relação ao Rio dos anos 60. Meu primeiro contato com ele foi em conversas com o Paulo Francis, em Nova York. O Rio era, pelo que diziam, um paraíso da classe média: praia boa, mulheres bonitas, pouco trânsito e uma importância política e cultural que perdeu desde então.
Esse Rio "ideal" persiste no cérebro dos mais velhos e é retransmitido aos mais novos como se fosse possível voltar no tempo. É, em minha opinião, a principal cola ideológica por trás da agenda política reacionária que a "intelectualidade" carioca agora persegue. Como a Globo é a principal empregadora no Rio de Janeiro, pouca gente se dispõe a contestar essa agenda reacionária. Ficamos entregues, portanto, ao ativismo de Ali Kamel e aqueles que fazem tráfico de influência com o ideólogo da Globo: cineastas, escritores e jornalistas que, direta ou indiretamente, dependem da Globo para promover seus filmes, livros e projetos.
Políticos, mesmo os que se definem como progressistas, não ousam dar um pio contra os interesses da Globo. Todos querem botar a cara no Jornal Nacional e sonham com os holofotes da Globonews, que ninguém é de ferro. Isso contribui para a atrofia intelectual do Rio de Janeiro e para negar um dos princípios que fizeram da cidade o que ela foi nos anos 60: arejada, aberta às novidades e às influências que chegavam de fora.
A leitura de "O Globo", hoje, é reveladora de uma agenda política e cultural reacionária que reflete uma tentativa de voltar àquele Rio dos anos 60: criminalização dos movimentos sociais, dos pobres em geral e dos que os representam, em especial de Leonel Brizola e seus herdeiros políticos.
É como se fosse possível fechar os túneis, remover os pobres e criar um Projac frequentado apenas pelos brancos de olhos azuis, por mulatas de novela, uma "democracia racial" de fachada onde os negros saibam seu lugar e a classe média possa deixar o carro sobre a calçada com a porta aberta.O fato é que o Brasil mudou e, com ele, o Rio de Janeiro. A migração interna transferiu milhões de pessoas para as metrópoles brasileiras por conta do desequilíbrio econômico regional e com incentivo das novelas da Globo, que sempre venderam ao Brasil o "paraíso" carioca e a maravilha do consumo.
Não foi, portanto, o Brizola quem trouxe os pobres para o Rio de Janeiro. Foi um desequilíbrio econômico regional que vem de longe, aprofundado pelas políticas concentradoras de renda do regime militar. Essas políticas sempre receberam o apoio tácito das Organizações Globo. Se houve um presidente que atacou o desequilíbrio causador do inchaço das metrópoles brasileiras foi o atual, que recebe feroz oposição kameliana. Se houve um programa social bem sucedido para atacar a pobreza no Nordeste foi o Bolsa Família, que recebe feroz oposição kameliana.
A integração viária do Rio de Janeiro, que teria facilitado aos pobres chegar à Zona Sul, é um caminho de duas mãos. Pelas mesmas ruas e avenidas chega também a mão-de-obra barata, a criadagem que é fator essencial para reduzir as filas no "Garcia&Rodrigues".
O Rio é uma cidade espetacular e poderia fazer fortuna extraordinária com o turismo. No entanto, precisa atacar seus problemas essenciais, sem os quais jamais conseguirá preencher a sua vocação de bater Paris, Nova York e Roma como o maior destino turistico do mundo. E esses problemas essenciais são óbvios: segurança pública, saúde e educação. Não há outro caminho e não há como fazê-lo usando a polícia. Nem vai acontecer da noite para o dia, assim com a decadência do Rio foi lenta e gradual.
Mas isso só será possível quando algum projeto político for capaz de romper com a lógica afrikaner da elite carioca, que culpa Leonel Brizola e outros fantasmas pelos problemas que ela própria causou e continua a alimentar e que sonha com a eliminação física de pretos, putas e pobres enquanto financia o tráfico fumando maconha e cheirando cocaína. "

domingo, 12 de abril de 2009

EU QUERO A MINHA DIRETORIA


I
Senadores da República,
Venho relatar meu tormento:
Trabalhei a vida inteira,
Tive um fusca e um jumento,
Mas não consigo juntar
Dinheiro para comprar
Uma casa ou apartamento.
II
Depois de muito lutar,
Vim parar na capital,
Onde tudo é muito caro
Na especulação fatal.
Por mais que tenha apelado,
Difícil é ser contemplado
Com imóvel funcional.
III
Trabalho até altas horas
Da vista se irritar,
Da perna ficar dormente,
Do cabelo arrepiar,
Da coisa mudar de tom,
Mas hora-extra que é bom
Ninguém vem pra me pagar.
IV
Quando vou à Paraíba
Num baú a chacoalhar,
Não aparece um cristão
Disposto a me ajudar
Com uma passagem de avião
Pra melhorar meu padrão
E o cansaço aliviar.
V
Princesa é como no México:
Esse celular normal,
Que a gente compra nas lojas,
Quando pega, pega mal.
Assim quando lá eu for,
Vou pedir ao senador
Um celular funcional.
VI
Quero ingressar no Senado,
Ser funcionário exemplar,
Tomar conta de garagem,
Limpar o chão, capinar,
Dirigir escadaria,
Mas depois, no fim do dia,
Degustar um caviar.
VII
Eu quero ser diretor
Para dar nó de gravata,
Ficar enrolando bufa
Ou filmando passeata,
Ganhar mais que senador,
Passear no corredor
Só espalhando bravata.
VIII
Eu quero ser diretor
Montado na brilhantina,
Cheio de ajuda de custo
Para botar gasolina
No posto do meu irmão
Que fica na contramão
Da ética que me arruína.
IX
Diretor eu quero ser
Para um assunto retado:
Passar o dia flanando
Atrás de rabo assanhado
De piriguetes sabidas
Que se fingem de perdidas
No corredor do Senado.
X
Eu quero ser diretor,
Bem nos conformes da lei.
Só que existe um problema:
A lotação eu não sei.
Eu topo qualquer lugar,
Até mesmo pra escovar
O bigode do Sarney.
*
Por:Miguezim de Princesa

Saúde da Pessoa com Deficiência - Direitos no SUS


Toda pessoa com deficiência tem o direto de ser atendida nos serviços de saúde do SUS, desde os Postos de Saúde e Unidades de Saúde da Família, até os Serviços de Reabilitação e Hospitais. Tem direito à consulta médica, ao tratamento odontológico, aos procedimentos de enfermagem, à visita dos Agentes Comunitários de Saúde, aos exames básicos e aos medicamentos que sejam distribuídos pelo SUS. É importante procurar uma Unidade de Saúde próxima ao local de residência, cadastrar-se como usuário e fazer uma avaliação do estado geral de saúde. Essa unidade básica será responsável pelo acompanhamento permanente de seus usuários. As pessoas com deficiência são homens e mulheres de todas as faixas etárias, bebês, crianças, jovens e adultos. Todos devem ser acolhidos nas Unidades de Saúde e ter respondidas suas necessidades, sejam elas vinculadas ou não à deficiência que apresentam. De acordo com suas características, as pessoas com deficiência têm direito ao encaminhamento para serviços mais complexos, a receber assistência específica nas unidades especializadas de média e alta complexidade, para reabilitação física, auditiva, visual ou intelectual, como também às ajudas técnicas, órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção de que necessitem, complementando o trabalho de reabilitação e as terapias.As equipes das unidades especializadas de reabilitação devem ser multiprofissionais e trabalhar de forma interdisciplinar, envolvendo as famílias, as unidades básicas de saúde e as comunidades, buscando recursos locais que facilitem o desenvolvimento integrado de processos de inclusão da pessoa com deficiência.
__________________________________________________________________
Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/Cart09.pdf
fonte:Ministério da Saúde

Produtos de saúde terão qualidade certificada

Consumidor terá mais garantia e segurança ao usar equipamentos. Cooperação torna Brasil mais competitivo
Os consumidores poderão contar com mais qualidade e segurança no uso de equipamentos de saúde e produtos médicos. No dia 8 de abril, os ministros da Saúde, José Gomes Temporão e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge, assinaram termo de cooperação para que o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) possam, de maneira mais intensa e organizada, articular ações para certificar esses materiais.
Com o termo, não apenas os laboratórios oficiais, mas outros certificados pelo Inmetro estarão aptos a produzir análises de qualidade para a Anvisa, que obedeçam a regras e padrões internacionais. A parceria vai beneficiar tanto o consumidor final que faz uso desses equipamentos para recuperar a saúde, como os médicos e outros profissionais de saúde que poderão contar com produtos mais seguros certificados pelo Inmetro.
Hoje, as análises realizadas pelos laboratórios oficiais acontecem apenas quando o produto é importado, com o termo de cooperação, os produtos também passam a ser analisados depois que já foram aprovados como um acompanhamento.
Pela cooperação, também está previsto o estabelecimento de um cronograma para a certificação de produtos, com base em Normas Técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A gestão do objeto do Termo de Cooperação ficará a cargo de um Comitê Gestor composto por dez membros, sendo dois da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) do Ministério da Saúde, que coordenará o Comitê, dois do MDIC, dois da Anvisa, dois do Inmetro e dois indicados pela Fiocruz.
O documento vigorará por cinco anos, podendo ser prorrogado por termo aditivo.Também no dia 8 de abril, foi assinada uma portaria pelos dois ministérios com efeitos práticos para garantir o controle, qualidade e segurança de kits de diagnósticos para exames e equipamentos de saúde (máquinas de hemodiálise, órteses, próteses, aparelhos, materiais e instrumentos usados por profissionais de saúde). A intenção é evitar a exposição da população a produtos sem evidência de segurança e eficácia. Dentre as ações estão previstas a normatização da ABNT, regulamentação técnica, monitoramento, análise de produtos e avaliação de conformidade.
Outras informações:
Atendimento à Imprensa(61) 3315 3580 e 3315 2351
fonte:Ministério da Saúde

sábado, 11 de abril de 2009

Brasil,mostra tua cara.....


Deu no Estadão:
“A conta do telefone celular do Senado que o senador Tião Viana (PT-AC) emprestou à filha em viagem de férias ao México foi de R$ 14.758,07. O valor, ocultado por Viana, corresponde a 20 dias de uso - de 2 a 22 de janeiro - e foi pago por ele após denúncia”.
Cuma?
R$ 14.758,07 em 20 dias de uso?
Com a palavra, o senador Viana:
“Eu cometi um erro, paguei caro por esse erro e juro que foi a única vez em que emprestei o celular”.
Alô, senador!
O escracho é tão fenomenal que eu me reservo o direito de duvidar da sua palavra.
Alguém que se sente confortável em torrar mais de R$ 14 mil do nosso suado tutu em telefonemas em curto período de tempo é macaco velho em matéria de desrespeito.
É PhD em malandragem e fraude.
Se sua filha gastou isso em telefonemas, fico imaginando quanto não deva ter custado a viagem toda…
*
Por Barbara Gancia
Imagem: Guto Cassiano

Ministro da Saúde José Gomes Temporão responde a perguntas de internautas do UOL; assista


A atual epidemia de dengue no país, a legalização do aborto e a propaganda de bebida e medicamentos foram alguns dos assuntos tratados pelo ministro José Gomes Temporão em entrevista ao UOL. A conversa ocorreu no escritório do Ministério da Saúde no centro do Rio de Janeiro.


Temporão faz balanço das ações no Ministério da Saúde


sexta-feira, 10 de abril de 2009

Direitos dos pacientes com câncer




• Amparo Assistencial ao Idoso e ao Deficiente (LOAS - Lei Orgânica de Assistência Social)

• Aposentadoria por invalidez

• Auxílio-doença

• Isenção de imposto de renda na aposentadoria

• Isenção de ICMS na compra de veículos adaptados

• Isenção de IPI na compra de veículos adaptados

• Isenção de IPVA para veículos adaptados

• Quitação do financiamento da casa própria

• Saque do FGTS

• Saque do PIS

• Passe Livre


Link para leitura:Direitos dos pacientes com câncer:

INCA

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Pablo Neruda


Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.


A frase do dia:

Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons.
Marcus Cícero.
*
ps:adorei!!!

Nelson Rodrigues - O romântico maldito


"...Ela também tomou um banho, assim como para purificar a alma, limpando os pecados que iria cometer.O Sabonete, cúmplice, lhe provocava uma volúpia imoral..."

Em:A Vida Como Ela É

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A História do Brasil, nas rodas de samba carioca.

"Somos um país meio estranho em alguns aspectos. Um português proclamou a independência; um monarquista proclamou a República; a revolução contra as oligarquias em 1930 foi feita pelas próprias oligarquias; o presidente da redemocratização em 1985, Zé Sarney, foi homem dos milicos; o Oeste Novo Paulista não fica no Oeste de São Paulo; a terra roxa nunca foi roxa; e na Praça Tiradentes - aqui no Rio - a estátua é a de D. Pedro I [ fato mais inusitado ainda se lembrarmos que foi a avó do primeiro Pedro, Dona Maria, a Louca, que mandou matar o alferes Joaquim José da Silva Xavier]. É mole?
Para esse último fato, ao menos, cabe explicação. Acontece que a figura do alferes praticamente desaparece da memória histórica brasileira após sua execução, pertinho da atual praça Tiradentes. É natural. Explico no próximo parágrafo.
Tiradentes era republicano e conspirou contra os Bragança - família de Dona Maria, Dom João VI e dos dois Pedros que governaram o Brasil. Enquanto fomos monarquia e tivemos Bragança no poder, necas de pitibiribas de homenagear o enforcado. Quando muito, era mencionado como vil traidor ou como homem de caráter fraco, incapaz de liderar qualquer movimento mais articulado contra a ordem estabelecida.
Quando a República foi proclamada, cem anos depois da Inconfidência Mineira, os novos donos da cocada preta resolveram escolher um herói nacional representativo do novo regime. Houve polêmica entre dois candidatos - Tiradentes e Frei Caneca, o líder da Confederação do Equador de 1824. O barbudo levou a melhor.
Disse barbudo, mas faço a emenda. Tiradentes nunca teve um visual daquele - barba a Antônio Conselheiro e cabelo a Bufalo Bill. O pintor Décio Villares, por exemplo, que recebeu a encomenda de retratar o herói nacional republicano, não tinha referência nenhuma sobre como seria o alferes quando foi executado. Ninguém tinha, aliás. Villares não teve dúvidas - pintou Jesus Cristo e substituiu a cruz pela forca; como a comparar o sacrifício do Filho do Homem pela humanidade ao sacrifício de Tiradentes pela República e pelo Brasil.
Assim como fez Villares, Pedro Américo, Eduardo Sá, João Turin e Virgílio Cestari pintaram ou esculpiram o alferes com ares cristãos. Sabemos, porém, que à época os condenados tinham cabelos e barbas raspados. Tiradentes foi enforcado carequinha da Silva, podem crer.
Voltemos ao tema central, até porque não sou a pessoa mais indicada para falar desses assuntos capilares. Quando os republicanos resolveram fazer de Tiradentes o herói nacional, a praça mais próxima do local da execução do alferes - o velho Largo do Rocio, perto do Campo da Lampadosa - recebeu a denominação do herói. Havia, porém, um probleminha. A estátua de D. Pedro I já estava ali desde 1862, num marco em louvor ao Grito do Ipiranga (episódio que, admitamos, foi tão emocionante como uma corrida de cágados sob efeito de Lexotan).
A coisa ganhou contornos de provocação entre republicanos e monarquistas. Nesse Fla X Flu pelo controle da memória nacional, os primeiros insistiam em derrubar a estátua equestre do Imperador; os outros ameaçavam fazer um furdunço memorável se a demolição ocorresse. Após muita polêmica, chegou-se a uma solução brasileiríssima - a estátua de D. Pedro I foi mantida e a praça passou mesmo a se chamar Tiradentes. Bela pizza, não acham?
Agora, experimentem explicar a um turista por que a praça que homenageia o mártir da independência tem uma estátua do neto da velha que mandou executar o herói. Sou capaz mesmo de apostar que, numa pesquisa com cem cariocas que cruzem a praça em uma tarde, a maioria vai dizer que a estátua é a de Tiradentes. Cáspite !
Quanto a este escriba, confesso. A referência emocional (infantil, portanto, que é quando essas coisas se consolidam no cabra) que tenho de Tiradentes é a de Francisco Cuoco representando o mártir na novela Saramandaia. Da Inconfidência Mineira, levo uma lição que tento praticar com sagrada obediência - após um dia intenso de trabalho nos trópicos, há que se tomar civilizadamente umas cervejas geladas quando o sol se põe. É a manjada liberdade, ainda que à tardinha."
ps:Muito bom Simas!!!!

Filme para esquecer...


Tem uns dias depois do trabalho que dá uma vontade de esquecer o mundo e fazer o que curte acompanhada de você mesma.Tive esta vontade na segunda.Fui ao cinema e sozinha.....que bacana......eu e eu somos perfeitas juntas.Infelizmente o horário do filme Gran Torino não combinou com minha chegada.Sobrou o tal Ele não está tão a fim de você.
Eu ia escrever algo sobre o que achei do filme,mas aí li a crítica do José Godoy.Pensei:É isto aí,control C + control V.

"O filme é tão ruim, tão ruim, que deixaria a Madame Min com inveja. A Scarlett faz papel de Scarlett, a Jennifer Connelly continua fazendo da vida de seus maridos no cinema um inferno, teve um que até virou o Hulk. A Jennifer Aniston, com umas ruguinhas, e sua vocação para a solteirice, faz par com o Ben Afleck, um misto de Seu Creysson e Cary Grant com varíola. Esse povo todo misturado dá cara a um roteiro que segue a síndrome da deturpação do estilo Robert Altman, ou seja, uma série de personagens vive pequenas histórias que em alguma hora se cruzam, de um modo tão caricato quando uma careta do Golias."Por:José Godoy.
Ósculos e Amplexos
Gabi

Saiba o que é Câncer de Colo do Útero

Uma em cada quatro adolescentes estão contaminadas com HPV no Rio de Janeiro

De acordo com pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz, uma em cada quatro adolescentes sexualmente ativas da cidade do Rio de Janeiro está contaminada pelo HPV - um vírus transmitido pelo sexo e que pode causar câncer de colo de útero.
A infecção foi detectada em meninas que tinham iniciado a vida sexual há apenas um ano. Quando chegam a cinco anos de atividade sexual, a porcentagem de infectadas sobre para 40%.
Os adolescentes estão iniciando sua vida sexual muito cedo, sem proteção e com uma grande variedade de parceiros. Como a doença demora a se manifestar, o infectado continua a ter relações, multiplicando os casos.O mais preocupante, é que a maioria das adolescentes não tem o costume de procurar o médico, mesmo quando já são sexualmente ativas.
Elas só procuram, quando a doença dá sinais, como corrimento ou verrugas.No Brasil, estima-se que 3% das mulheres infectadas pelo vírus poderão desenvolver câncer de colo uterino. Além de um tratamento doloroso, que pode incluir até a retirada do útero, a doença pode voltar a qualquer momento, mesmo depois de tratada.
Da mesma forma que se expõem ao HPV, as meninas também estão suscetíveis a outros tipos mais graves de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, além do risco de uma gravidez indesejada.
Para todas as mulheres sexualmente ativas, recomenda-se visitas regulares ao ginecologista, pelo menos uma vez por ano, para a realização do exame preventivo, o Papanicolau, capaz de detectar o HPV.
A doença pode causar infertilidade, e até mesmo levar à morte. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de colo do útero é responsável por cerca de quatro mil mortes por ano no país.
As infecções no cólo de útero, além de mais freqüentes em adolescentes, têm aumentado em todas as faixas etárias, e com mais gravidade.
Um estudo desenvolvido por pesquisadoras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fiocruz detectou que, entre os exames feitos em mulheres adultas (com idade igual ou superior a 20 anos), 5,6% revelaram alguma alteração no colo do útero. Já entre as adolescentes (de 10 a 19 anos), esse percentual chegou a 9%.
Mas o tipo de lesão varia de acordo com a idade. Na faixa de 10 a 19 anos, prevaleceram as lesões de baixo grau, com menor chance de evoluir para câncer. Lesões mais graves atingiram, sobretudo, mulheres com idade igual ou superior a 20 anos.
Para evitar surpresas desagradáveis os patologista recomendam alguns exames:
Exames que detectam infecções, doenças e anemias:
- VDRL: Detecta a sífilis possibilitando o tratamento.
- Hemograma completo: Avalia anemias e alterações de glóbulos brancos e plaquetas.
- Clamídia - (chlamydia trachomatis): Identifica a doença que é sexualmente transmissível e de grande prevalência e que pode provocar infecções oculares, urogenitais, linfogranuloma venéreo e proctites.
- Sorologia para a hepatite: Detecta a infecção pelos vírus B e C, permitindo encaminhamento a especialista no caso de infecção e indicando vacina do tipo B nos casos de sorologia negativa.
- HIV: Exame que detecta a infecção pelo vírus HIV, de importância fundamental
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fonte:JB online,Fiocruz,Ministério da Saúde

A imagem do dia!


"...O aspirante a oficial da PM Agdan Miranda Fernandes e outro PM demonstraram ontem que polícia é muito mais do que repressão e violência. Poder de polícia é acima de tudo a capacidade de pacificar, de proteger e servir, como diz o lema da polícia de Nova York, mal adaptado por aqui. Os policiais simplesmente pararam tudo para resgatar um bebê de cinco meses que fora abandonado por um homem, que seria o pai da criança, no Terminal Rodoviário Mariano Procópio, na Praça Mauá, Centro do Rio. O homem foi detido para dar explicações na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Decav)..."

O custo de um político no Brasil

fonte:http://oblogdovictor.blogspot.com/

Nanomedicina no tratamento do câncer


Antes de começar os exercícios na academia, ou de comer uma fatia de bolo na festa do escritório, os diabéticos utilizam um dispositivo portátil para medir a quantidade de açúcar no sangue. Assim, podem controlar a ingestão de alimentos ou de insulina, prevenindo quedas e picos de glicose, típicos da doença. O baixo custo desses equipamentos, que permitem checar diariamente os níveis de glicose, tem beneficiado enormemente os diabéticos, principalmente se for considerado como era a vida dessas pessoas há uma década, quando a doença era considerada mais grave e havia menos controle sobre ela.A qualidade de vida – propiciada aos diabéticos pelas tecnologias que, de modo fácil e barato, oferecem informações sobre o corpo – nos dá idéia das mudanças que estão ocorrendo na medicina: previsão, prevenção e adaptação às necessidades das pessoas, além de lhes permitir maior controle sobre a própria saúde. De fato, essas novas tecnologias já vêm alterando os rumos da medicina.Um aspecto crítico para essas mudanças na medicina é a miniaturização de tecnologias para exames diagnósticos realizados com porções reduzidas de sangue, ou mesmo de algumas células retiradas de tecidos doentes. Essas possibilidades, construídas em escalas micro e nanométrica, podem manipular um grande número de moléculas biológicas, de forma rápida, precisa e barata. A combinação de custo e desempenho abre novas possibilidades para o estudo e o tratamento de doenças, permitindo que o corpo humano seja visto como um sistema dinâmico de interações moleculares. Medidas realizadas em diversos sistemas são, posteriormente, integradas em modelos computacionais para revelar os primeiros indícios de possíveis problemas. Quando essas informações são combinadas a novas terapias baseadas em nanotecnologia, o tratamento pode ser direcionado exclusivamente para problemas específicos, sem efeitos colaterais mais sérios.Embora possamos prever que a medicina se apoiará completamente sobre esses princípios, a pesquisa com câncer nos oferece exemplos atuais de como a tecnologia em escala ultra-reduzida fornece os dados para uma visão ampla dos sistemas de doenças.


Vale muito ler toda a reportagem no site da Scientific American Brasil : http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/nanomedicina_no_tratamento_do_cancer.html

terça-feira, 7 de abril de 2009

Crer ou não crer? Eis a questão!


Hoje, lendo os jornais da cidade onde sou nascida e criada - a bela Petrópolis - tive um momento de dúvida sobre competência.Faz um certo tempo que venho acompanhando o rápido progresso da cidade Imperial,devo confessar que assusta um pouco ver que não há mais os sempre velhos conhecidos no centro,as buzinas de carros e motos já começaram a reclamar do volume impróprio dos mesmos para as ruas estreitas,o desemprego surge a um bom tempo,o sistema de saúde começa a ficar prejudicado com a grande demanda e a violência começa a mostrar sua face em ações nunca antes vista por estas bandas.Por aqui há o 26o Batalhão,comandado pelo Coronel Luiz Claúdio Calixto Barbosa.Uma figura simpática,devo confessar até simples para o cargo que possui,fala mansa,o típico boa praça.Acredito que deva ser mesmo,porque talvez seja uma pessoa mais conhecida e respeitada na cidade do que os próprios vereadores e prefeito.Toda semana há um Café da Manhã Comunitário,é uma ideia para unir a sociedade de Petrópolis com a Policia Militar da região.O evento está sempre cheio,líderes comunitários estão sempre presentes,é aberto a todos,a discussão e suas soluções são publicadas no jornal da cidade no dia seguinte e é exibida a reunião nas redes de tv locais.Sempre há,com raríssimas exceções uma entrevista com o comandante.Ele sempre dá satisfação dos casos que surgiram na semana anterior e sempre coloca as providências que estão sendo tomadas para outros problemas.

Outro dia,ouvi minha querida mãe o chamar de Barbozinha - ela disse:

"- O barbozinha falou na tv que Petrópolis tem poucos policiais(hoje 426,necessário 816),precisa de mais para realmente ficar segura,mas ele não vai deixar acontecer na cidade o que acontece no Rio.Eu acredito neste homem Gabriela,ele é ativo,não fica de blábláblá."

Pois é,competência?Quero e preciso acreditar que sim.

Uma amiga precisou do 190 outro dia,havia uns rapazes fumando o que não devia em sua rua.Ela contou que em menos de 15 minutos havia uma viatura lá.Disse que ficou com pena dos policiais, porque eles pediam desculpas pelo "atraso".Na chuva não dava para correr com os pneus - os quatro -"carecas". No dia seguinte,sem ninguém pedir e imaginar,surgiu uma viatura com um tenente,querendo saber mais sobre os acontecimentos,se eles conheciam as pessoas e etc....

Pois é,competência?Quero e preciso acreditar que sim.

Sem prepotência de bairrismo,devo dizer que fiquei contente em saber pela imprensa que este batalhão é o de menor desvia de conduta do Estado.Problemas?Quem não os tem,mas segundo o Coronel Luis Claúdio,os esforços para manter o "26º BPM limpo" é diário.

Pois é,Competência?Quero e preciso acreditar que sim.

Depois disto tudo fiquei pensando.........no batalhão da cidade de Pedro está escrito - PMERJ; Nos batalhões da cidade maravilhosa está escrito - PMERJ....NOSSA, QUE COINCIDÊNCIA, É A MESMA INSTITUIÇÃO!

Daí pensei novamente:Será que Petrópolis é apenas uma pequena cidade fácil demais para ser conduzida?A competência nas ações,o desejo sincero para dar certo,depende exclusivamente da idoneidade de um comandante de Polícia?A situação não é boa,talvez em lugar nenhum hoje,mas a intenção de querer mudar,está presente na cabeça de nossa polícia?


Ósculos e Amplexos

Gabi

A imagem do dia!


E-mail recebido: Piadinha das boas....


O Lula viajava de carro pelo interior do Piauí e lá pelas tantas, no meio do poeirão, bate aquela sede, e ele manda parar o carro junto da primeira casa no caminho para beber um pouco de água. A dona do casebre grita para o menino de uns 9 anos que estava sentado na porta: - Luiz Ináçu! Corri aqui, chegue!!! Traiz a quartinha e as caneca prus dotô pudê bebê água! Lula, todo vaidoso, vendo que a dona do casebre não o reconhecera, pergunta: - Companhêra! Vi que a senhora chamou o garoto de Luiz Inácio... Ele tem esse nome em homenagem a alguém? - Não, não, dotô! O nome dele é Fernando Henrique, mas é que o menino deu pra bebê, roubá, minti e fazê tanta merda, que nóis apelidô ele anssim...