quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Comentário importante:Sangria nas escolas públicas do Rio de Janeiro

Gabi,
Essa é a realidade de MG também, sou professora a mais de 15 anos e tenho um piso salarial de R$ 500,48. Tenho duas pós-graduações, uma em historia da arte outra em Brasil colonial.E meu governador está construindo uma “Cidade Administrativa” (sua Disneylândia) que está avaliada em R$ 1,2 bilhão por baixo!!!!

A valorização do profissional policial brasileiro

AS POSSIBILIDADES DE UMA VERDADEIRA VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL POLICIAL NO BRASIL:

1. Vencimentos dignos
O complexo trabalho de polícia imprime aos profissionais de segurança pública requisitos essenciais para o desempenho de suas atividades aliados a uma gama de virtudes humanas como a amizade, amor, boa-fé, compreensão, compaixão, coragem, doçura, fidelidade, fortaleza, flexibilidade, gratidão, generosidade, humor, humildade, justiça, laboriosidade, lealdade, misericórdia, obediência, ordem, otimismo, paciência, patriotismo, perseverança, polidez, prudência, pudor, pureza, respeito, responsabilidade, simplicidade, sinceridade, sobriedade, sociabilidade, temperança, entre outras, bem como o conhecimento e domínio sobre uma variedade de temas, como Direito Penal, Direito Administrativo, Legislação de Trânsito, Pronto Socorrismo, Defesa Pessoal, Técnica Policial, etc.

São esses profissionais que estão nas ruas protegendo a sociedade, pondo a própria vida em risco para o cumprimento da missão, porém, não recebem hora-extra, adicional noturno, auxílio periculosidade, FGTS, seguro desemprego, e outros direitos.

Em contramão a lei maior deste país - A Constituição Federal – que define e garante ao trabalhador um piso salarial proporcional à extensão e a complexidade de seu trabalho (art. 6º, inc. V), mas não proporciona à essas classes vencimentos dígnos em conformidade com as suas atribuições.

Projeto de Emenda à Constituição ao artigo 144 (PEC 300/2008), versa sobre a equiparação dos salários das PMs e CBMs dos Estados com a PMDF, é uma forma de reconhecer a importância dos serviços de segurança pública para a sociedade, além de propiciar uma mudança comportamental, em face das distorções existentes no país.

2. Qualificação permanente dos profissionais de segurança pública

a) Modernização das Academias e Centros de Formação

Com isso, torna-se possível converter essas instituições em espaços de excelência e formação de ensino superior, pós-graduação e formação continuada.A Matriz Curricular Nacional para Formação em Segurança Pública e a Rede de Altos Estudos em Segurança Pública, foram instrumentos colocados em práticas que vem contribuindo significativamente para a formação, qualificação e treinamentos dos profissionais da área de segurança pública, entretanto, ainda se faz necessário um fortalecimento contínuo, privilegiando temas específicos que se destacam pela íntima relação com a atividade policial.

B) Programa de reciclagem sobre Direitos Humanos

Desenvolvimento constante de cursos, seminários, fóruns, painéis e palestras, para os integrantes dos órgãos de segurança pública, levadas a efeito por equipes de reconhecido conhecimento técnico-jurídico nas diversas especializações (Anistia Internacional, Ordem dos Advogados do Brasil, Ministério Público, Juizados, Secretarias de Estado da Justiça e da Segurança Pública, Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Organizações Não Governamentais e outros) baseado nas seguintes linhas mestras:
b1) Conscientização da origem dos profissionais de segurança pública e da sociedade - Esses profissionais devem ser conscientizados que como seres humanos, são oriundos da mesma sociedade para a qual presta seus serviços e através da qual recebem seus proventos para sustento seus e de suas famílias. A formação profissional os prepara para manter as regras de controle social; portanto, diferem dos seus semelhantes apenas pelo fato de serem investidos pelo Estado de autoridade, atuando através de um conjunto de ações específicas (polícia ostensiva e/ou judiciária), buscando manter o ordenamento jurídico vigente (preservação da ordem pública).
b2) Respeito e obediência às leis - A convivência harmoniosa e pacífica entre os cidadãos, necessariamente passa pela compreensão dos limites do direito de cada um, ou seja, o direito de um termina, quando inicia o direito do seu semelhante e vice-versa, talvez seja até utópico pensar que esse juízo de valor jamais será entendido genericamente por todos os cidadãos, mas o policial tem que compreender, internalizar e praticar tal situação.
b3) Atividade policial - princípios básicos: legalidade/moralidade - O policial ao ingressar na corporação deve ter a consciência ou guindado a tê-la, de que é preciso ter fé na grandeza e nobreza da missão, pois como profissional de segurança pública, para exercer a sua profissão poderá enfrentar todos os tipos de problemas sociais, muitas vezes passando pela incompreensão, falta de reconhecimento e até ser injustiçado; situações estas, que não podem desvirtuá-lo do caminho correto, pois todas as suas atitudes devem estar calcadas nos princípios da legalidade e da moralidade.
b4) Igualdade dos seres humanos perante a lei - A profissão de representante da lei – profissional de segurança pública não é superiores às demais profissões, pois, a Constituição Federal traz em seu bojo um princípio presente em todos os tratados e convenções internacionais – igualdade perante a lei – independentemente de raça, nacionalidade, religião, cor, condição social, sexo, idioma, opinião pública, idade ou qualquer outra condição.
b5) Polícia Comunitária: maior integração com a comunidade - A polícia tem procurado aumentar sua capacidade operacional, buscando parcerias com a sociedade, lançando e colocando em prática com exclusividade, atividades policiais comunitárias específicas.Entretanto, as corporações não conseguem o mesmo desempenho em todos os lugares, pois ainda existe um significativo distanciamento entre o policiamento desenvolvido (por alguns setores) e a comunidade.A Polícia Comunitária como uma forma de fazer polícia, através da parceria solidária com a comunidade, onde os problemas relacionados com a criminalidade são discutidos buscando soluções, bem como as formas de obter os recursos indispensáveis à corporação para que esta possa atuar modernamente, prestativamente e atuantemente deve ocupar espaços mais significativos, passando de um modelo para uma conjuntura eficaz, eficiente e efetiva.

C) Uniformização curricular

A divergência nas grades curriculares dos cursos de formação, aperfeiçoamento e especialização nas corporações, criam linguagem e posturas diferenciadas.

D) Seleção

Compreendendo as fases de testes intelectuais, psicotécnicos, médicos e físicos já exigidos pelas corporações de forma eliminatória, no processo seletivo, a avaliação dos dados comprovados da vida pregressa do candidato deve caminhar no mesmo compasso, permitindo afastar indivíduos com tendência mórbida ou de comportamentos inadequados, evitando conseqüentemente prejuízos, desgastes e embaraços para a corporação.

E) Formação

Criteriosa e completa em todos os níveis, pois não se pode entender a formação policial de forma incompleta, sendo às vezes lançado no policiamento tão somente para atender a carência de pessoal existente ou condicionada a interesses políticos (práticas inadmissíveis), vez que a colocação nas ruas de policiais despreparados para as diversas atividades da corporação e/ou que não tenham condições completas formativas para uma convivência salutar com a sociedade, pautada nos princípios legais, morais, educacionais e profissionais, podem torná-los algozes da própria sociedade.

Saúde física e mental

1) Acompanhamento - Os profissionais de segurança pública estão expostos a constantes riscos e tensões, os quais afetam sobremaneira a sua qualidade de vida, portanto, torna-se necessário dispor de mecanismos que lhes propicie as possibilidades de atendimento à saúde física e mental. Assim como foi vislumbrado na pré-falada Conferência Livre de Bagé, devem ser criadas e propiciadas a continuidade de programas de promoção da saúde integral dos policiais (estabelecidos a partir de padrões unificados nacionais de atendimento biopsicossocial mínimo) como uma forma de garantir atenção permanente aos profissionais e impedir que a qualidade do trabalho seja afetada.Por outro lado, o acompanhamento e a orientação psicológica adequada, reverterão situações de tensão, embrutecimento, síndrome de justiceiro e stress, pois o acompanhamento ininterrupto desde o recrutamento propicia evitar desvios de conduta além de pautar o homem dentro de parâmetros normais de convivência, ocupando essa assistência papel preponderante dentro das corporações.
2) Assistência social - Gestores e policiais que desempenham funções de comando e chefia, devem redobrar o cuidado na percepção de policiais com problemas, procurando solucioná-los ou encaminhá-los para os setores competentes, pois os subordinados vêem nestes as figuras de líder e condutor de destinos.

Gestão de pessoal e a otimização das condições de trabalho

1) Dosagem de serviço e folga - Jornadas racionais, intercaladas de descansos razoáveis, impedem o desequilíbrio do homem, provocados pela fadiga e evita possíveis atos de violência, além de permitir que o mesmo assista sua família. A falta de policiais em números suficientes e previstos nas corporações, são compensadas estrategicamente com a diminuição da folga, visto que as corporações hoje operam com pouco mais de 50% do seus efetivos e em razão da demanda dos serviços, exige um esforço dobrado do homem desrespeitando os limites físicos e mentais desses profissionais, comprometendo ainda a qualidade e os resultados do trabalho, além de potencializar os riscos aos quais estão submetidos, principalmente durante os grandes eventos, indo de encontro constante as necessárias folgas das escalas, o que se traduzem em descompassos com a realidade da profissão. A correção das distorções e a proposição de novos modelos, devem atender aos princípios estabelecidos na carta maior deste país.
2) Incentivo ao lazer - O lazer alivia tensões e aprimora relações de convivência social, proporcionando uma interação maior entre companheiros de profissão: superiores, pares, subordinados e sociedade, criando laços de amizade.
Dinamização de procedimentos administrativos

1) Apurações Criteriosas e Honestas - Desenvolvido há algum tempo nas corporações, os procedimentos disciplinares passaram por um processo de modernização, entretanto não há diretrizes nacionais, cada corporação procede conforme suas legislações. Os desvios de conduta devem ser apurados com maior isenção, dentro dos princípios legais. Quando necessário, conforme a gravidade, principalmente quando ficar evidenciada a dolosidade, deve ser aplicado às punições compatíveis, uma vez que estes procedimentos desestimulam a prática e refreiam ímpetos violentos, como também evidenciou a Conferência Livre de Bagé “a atualização evita a manutenção de uma cultura de punição extrema e sem sentido no interior da corporação”.
2) Sistema de reconhecimento e prêmios - As corporações visando estimular o profissional de segurança pública a trilhar sempre no caminho do bem, já proporciona o reconhecimento daqueles que se destacam operacionalmente e administrativamente, entretanto, poderia haver uma ampliação, com a oferta de cursos, folgas extras, aumento de pontos para promoção, o que incentivará o sentimento de orgulho em pertencer à corporação, perante seus familiares, amigos e toda a sociedade.Também se faz necessário à criação de mecanismos que evitem o usufruto a tais reconhecimentos, por profissionais que em razão de estarem desempenhando atividades com peso político, tanto internamente como externamente, possam ser beneficiados, em detrimentos dos verdadeiramente merecedores.
3) Incentivo à pesquisa, produção de conhecimentos e formação de doutrinas.Uma corporação que não pesquisa e não produz conhecimentos, tende a incorporar doutrinas alheias. O estímulo à produção de obras, principalmente profissionais, favorece uma busca constante pelo aperfeiçoamento, desenvolvido através da pesquisa, visando à formação de doutrinas próprias, além de oportunizar àqueles que detêm o conhecimento no sentido de estender a todos os integrantes da corporação. Estes, detentores, ao terem suas obras reconhecidas como de importância para a corporação também deverão ser estimulados através do Sistema de Reconhecimento e Prêmios.

Conclusão
Assim os posicionamentos sobre as questões relacionadas, envolvendo representantes dos trabalhadores da área (operadores da segurança pública), sociedade civil e poder público vão definir, juntos, os princípios para a política nacional de segurança pública, bem como as diretrizes para cada um dos eixos temáticos da Conferência já referenciados.Recebendo a participação através de comentário sobre o nosso artigo - Os Direitos Humanos no Brasil e as Polícias, abrigado no Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e postado pelo amigo Herbert Gonçalves Espuny de São Paulo (SP), acrescentou o seguinte: Não seria pertinente, também, uma assistência jurídica para o policial que, muitas vezes, caluniado e injustiçado precisa gastar recursos que não dispõe com advogados? Além disso, um plano adequado de carreira e outros benefícios que a maioria das empresas de nível médio possui, poderiam complementar o patamar de segurança necessário para que um agente policial possa enfrentar seus desafios cotidianos. Esse é o entendimento, este é o processo de participação comum em regimes democráticos. Agradeço essa participação especial que sem dúvidas, propiciou uma cristalina demonstração de que é a junção de várias opiniões que resultará em excelentes contribuições para a ampliação do assunto. Repito, técnico, entretanto, delicado e controverso.

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Artigo escrito por:
Ten Cel QOPM Furtado
Chefe EM - CPR1 - PMMA
(98) 8826 4528

Sangria nas escolas públicas do Rio de Janeiro


Prêmio Betinho - Luta contra a pobreza e pela cidadania

Prêmio de cidadania tem votação on-line

Internautas têm até 16/10 para votar no Prêmio Betinho, que destaca pessoas que lutam contra pobreza e pela cidadania em comunidades
Revelar o rosto e a voz de quem acredita que pode contribuir para um Brasil melhor. Com essa proposta, chega à sua segunda edição o Prêmio Betinho de Atitude Cidadã – cujo nome homenageia o sociólogo Hebert José de Souza (1935 – 1997), responsável por mobilizações sociais na luta contra a fome. A premiação busca, de acordo com a organização “valorizar pessoas que praticam no dia-a-dia a luta contra a fome e a promoção da cidadania”. A divulgação dos vencedores ocorre em dezembro. Os premiados serão definidos por internautas até 16 de outubro – Dia Mundial do Combate à Fome.
Os projetos sociais realizados por cada um dos 93 indicados são descritos no site da organização promotora do prêmio, o COEP (Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida), que agrupa pessoas, empresas, universidades, órgãos governamentais e entidades da sociedade civil. Na lista de indicados, encontram-se realizadores de projetos como apresentações teatrais para crianças de Manaus e o amparo psicológico a portadores do HIV e a seus familiares em Macaé (Rio de Janeiro).
Interessados em votar devem entrar no site do prêmio, informar um endereço de e-mail, nome e cidade onde mora (para evitar que uma pessoa vote mais de uma vez ou influencie na eleição de uma região que não é a sua). Há mais de um mês para o término das votações, mais de 22 mil pessoas já votaram, informa Amélia Medeiros, secretária executiva da rede, lembrando que, em 2008, o prêmio recebeu cerca de 17 mil votos, de internautas de 674 localidades.
Em cada cidade onde o COEP mantém uma sede (há pelo menos uma por Estado) são indicados três nomes ao prêmio. As indicações são feitas pelas entidades e pessoas que participam do conselho deliberativo do COEP local, explica Amélia.
Com apoio do PNUD, a edição 2009 do prêmio foi lançada em 9 de agosto – data da morte de Betinho. “Quando decidimos criar o prêmio, achamos que tinha tudo a ver com ele”, conta Amélia, explicitando a homenagem feita ao sociólogo. Na cerimônia de premiação, inclusive, o troféu entregue aos vencedores é uma escultura baseada em uma caricatura de Betinho, obra do cartunista Ique (conhecido pelos desenhos que publica em grandes jornais e por ser roteirista do programa “Zorra Total”, da Rede Globo).
Mas Amélia gosta de ressaltar: todos os indicados são homenageados pelo prêmio, não apenas os que vencem as eleições. “Não temos preocupação com essa competição”, declara, explicando que o prêmio propõe reconhecer as pessoas “que fazem alguma coisa pelos outros, pela comunidade”. “O objetivo é mobilizar outras pessoas, mostrar que é possível fazer sua parte, incentivar que encontrem seu jeito Betinho de ser, de fazer um país melhor”, acrescenta a secretária.
fonte:blog do Instituto Social Íris

Mais algumas ótimas palavras no mundo literário...


O Autor Márdel Cardoso convida você para participar do coquetel de lançamento do livro "A UM PASSO DE MIM", que acontecerá na Livraria da Vila em JARDINS. DIA 14/outubro de 19h as 23h na. Alameda Lorena 1731 - São Paulo. Vejam pelo site do autor: http://mardelcardoso.blogspot.com.
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Comentário:Boa Sorte,amigo Márdel!

Simplesmente Tom e Chico

Luis Fernando Verissimo

O leigo

Fonte:Jornal O Globo, 13/09/2009

"Leigo" é o nome genérico de quem não está entendendo. Na sua origem "leigo" era sinônimo de "laico", o contrário de "clérigo", um cristão que não pertencia à hierarquia da Igreja.
Com o tempo a palavra passou a identificar quem está por fora de qualquer assunto, e não apenas os eclesiásticos.
O Leigo é mal-informado, ingênuo e simplista. As coisas precisam ser explicadas com muita clareza ao Leigo, e mesmo assim ele custa a compreendê-las.
Ele próprio costuma invocar sua condição e dizer "Sou leigo na matéria" quando se vê diante de um desafio intelectual. Diz muito isto. Porque tudo é um desafio intelectual para o Leigo.
Mas o Leigo nos presta um grande serviço. Como seu raciocínio é simples, ele muitas vezes faz as perguntas óbvias que nós não fazemos para não parecermos simples.
Há anos, por exemplo, não entra na cabeça do Leigo por que as tais "riquezas naturais" brasileiras de que ouvimos faltar desde a escola não enriqueceram o Brasil, ou pelo menos melhoraram a vida da maioria dos brasileiros, que, ao contrário, parece piorar quanto mais as riquezas são extraídas e exportadas.
O Leigo nunca entendeu a venda, que mais pareceu uma doação, da Vale do Rio Doce, como nunca entendeu a campanha antiga e sistemática para desacreditar e doar a Petrobras.
Agora o Leigo — na sua ingenuidade — não está entendendo essa discussão sobre o controle estatal do petróleo do pré-sal e o destino a ser dado ao produto da sua exploração, como se não estivesse na cara o que precisa ser feito.
No plano internacional, o Leigo imagina que, se todo o dinheiro gasto no comércio de armas fosse aplicado em projetos sociais, acabaria a miséria no mundo.
Você e eu, que somos pessoas sofisticadas e por dentro, sabemos que o mundo não funciona assim, com esse altruísmo simétrico. Que se não gastasse com armas o mundo só gastaria em bebida e mulheres.
E essa de que um país com os problemas sociais do Brasil não tem nada que estar comprando submarino atômico só pode ser coisa do Leigo. Bendito Leigo.

DUNGA
No Brasil, como se sabe, ninguém é leigo em futebol. Todos são clérigos, ninguém é laico. Mas os últimos sucessos da seleção criaram uma cisão entre os eclesiásticos com relação ao Dunga. Há os que os fatos obrigaram a aceitá-lo, e os que nada os fará aceitá-lo, muito menos os fatos.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ti-rinhas

Os países de acordo com as mudanças climáticas

"A avaliação dos países de acordo com os riscos de mudanças climáticas, chamada de Climate Change Vulnerability Index (CCVI), analisou as taxas de 166 países na capacidade de mitigar os riscos à sociedade e ao ambiente de negócios colocados pelas mudanças nos padrões de riscos naturais, como secas, inundações, tempestades, elevação do nível do mar e seus efeitos sobre os ecossistemas."
Leia toda a matéria no blog:A hora do Coiote:http://ahoradocoiote.blogspot.com/
Ósculos e Amplexos
Gabriela

Overdose

"Há poucos dias, vocês viram o patético Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, sobre um palco, numa cidade em Goiás, a fazer o que entendi e entendo ser a apologia da maconha — não venham me dizer que ele apenas defendia a descriminação da droga. As palavras fazem sentido. Ontem, no Fantástico, o ator Fábio Assunção falou de seu drama pessoal, das dificuldades de deixar o vício — no seu caso, a cocaína, cujo nome não pronunciou —, de como ele ameaçou destruir a sua vida profissional, das dificuldades pessoais para superar a fase barra-pesada… Assunção é uma estrela da TV, pessoa admirada por milhões de brasileiros, com condições financeiras de bancar a recuperação. No universo dos viciados, é uma exceção. Não fossem outras evidências, que estão em todo canto, um caso como esse deveria servir de matéria de reflexão àqueles que defendem, em razão de uma variada gama de equívocos, a, sei lá como chamar, “descriminação” da maconha.
Escrevo este “sei lá como chamar” porque, no Brasil, o consumo da maconha já não é crime. Basta ler a Lei Antidrogas. Aquela história dita pelo “não careta” Minc no palco — a Argentina teria uma legislação mais “avançada” do que o Brasil — é só mais uma bobagem dita por este senhor. Uma dentre tantas e tão formidáveis de que ele é capaz. Naquele país, a Corte Suprema tomou uma decisão; aqui, temos lei escrita mesmo. E ela vale, ATENÇÃO, PARA QUALQUER DROGA, NÃO SÓ PARA A MACONHA. Portar qualquer substância — basta ler o artigo 28 — que seja apenas para consumo pessoal não dá cadeia nem processo para ninguém.
Se apóio esta lei? É claro que não! Eu a considero estúpida. Quem consome drogas ilícitas é um elo do crime, do narcotráfico. E ponto final. Se ela está doente e caso se considere em tal condição, então de buscar tratamento. Isso porece ser insuportavelmente reacionário, claro, claro… Nesse caso, estou com Maurício Funes, o esquerdista presidente de El Salvador, que defendeu esta mesma posição em entrevista à VEJA. Seu país, como o Brasil, sofre os efeitos sociais danosos do narcotráfico.
É uma burrice pensar que alguém com a projeção de um Fábio Assunção só se viciou em cocaína porque ela é proibida, o que excita, então, sei lá, a imaginação transgressora, despertando, eventualmente, forças autodestrutivas etc. Essas coisas não são da minha área. Que fiquem para os especialistas nas ciências da psique e do comportamento. Se aquela droga fosse legal, estaríamos diante de um flagelo social, moral, ético e, claro, para a saúde pública. Ignorar que a descriminação levaria a uma explosão de consumo corresponde a negar uma obviedade explicitada pelo consumo das drogas legais.
As pessoas que acreditam que lidar com maconha, cocaína ou qualquer uma das outras drogas ilícitas é coisa tão simples quando amarrar uma blusa à volta da cintura e sair a dizer banalidades ignoram o óbvio: boa parte das drogas lícitas já é, sim, um flagelo social. É o caso do álcool, o principal fator de morte no trânsito; é o caso do tabaco, que mata milhões de pessoas de infarto e câncer. Por que seria diferente com essas outras drogas? Por que elas também não se popularizariam, dado que haveria uma queda brutal do preço? Se, hoje, correndo algum risco, uma parte dos adolescentes ultrapassa o temor de lidar com a bandidagem e compra o fumo, o pó, a pedra, imaginem se isso tudo fosse oferecido livremente na primeira esquina. NÃO HÁ, E GOSTARIA QUE ALGUÉM DESENVOLVESSE, ENTÃO, TESE CONTRÁRIA, UM MISERÁVEL ARGUMENTO QUE NEGUE A LÓGICA DO PROCESSO.
O que toda essa gente esconde de escandaloso é o fato de que já foi crime ser apanhado com droga no Brasil. Deixou de ser desde a lei 11.343, de 23 de agosto de 2006. E nada mudou. Ou melhor: piorou! A situação só se agravou. À medida que o consumidor perde o receio, é evidente que aumenta a demanda dos e pelos fornecedores: os traficantes.
“Ah, mas proibir joga as drogas no colo do crime”. Trata-se de uma argumento boçal na sua simplicidade. Qual é a inferência? Que o sujeito que se dedica ao narcotráfico passaria a ser um trabalhador honesto se a droga fosse legalizada? Ele só vai mudar de ramo. NÃO É A DROGA QUE O TORNA UM CRIMINOSO. Ele decidiu ser um criminoso. A droga é apenas uma ilegalidade à mão. Sem ela, escolheria outra coisa. E como acabar com isso? Bem, eu acredito firmemente no binômio educação-repressão. Dê escola a quem precisa de escola e cadeia a quem precisa de cadeia. Um dos problemas do Brasil é que demagogos das mais variadas colorações deram para achar que esses termos são permutáveis. Sei que isto ofende o idealismo dos engenheiros de gente, que acreditam que o ser humano será sempre bom se o sistema for bom, mas o fato é que há pessoas que gostam de ser criminosas — ser criminoso é uma escolha: no Brasil, na Suécia ou na Dinamarca. A criminalidade varia de acordo com condições objetivas; uma delas é a certeza de punição e ou de impunidade. Também nesse particular suecos e brasileiros vivem realidades distintas, não é?…
E deixo aqui registrado o meu pedido aos defensores da descriminação da maconha: é preciso ter, então, ao menos, a honestidade intelectual de defender a descriminação de todas as drogas. Ou que motivo se vai alegar para manter proibidos a coca, a heroína, o crack e o ecstasy? Ora, não se tratava de uma forma de combater o narcotráfico? Liberando-se só a maconha, um mínimo de raciocínio econômico evidencia que o crime se tornaria mais robusto. Porque a contrapartida da queda do preço da maconha seria a elevação do preço das outras drogas. E ninguém deixa de cheirar pó só porque ele anda pela hora da morte…
Parece que Fernando Grostein Andrade filma os debates que FHC faz aqui e ali sobre a questão das drogas e pretende fazer um documentário. É mesmo? Seria lançado também no ano que vem, junto com Lula, o Filho do Brasil? Seria realmente um momento único para o imaginário popular: o tucano a debater a questão sociológica das drogas etc, e Lula pintando como milagreiro do povo, o advento, o novo Messias.
É muita droga ao mesmo tempo!
Trata-se, definitivamente, de uma overdose!"
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Texto de:Reinaldo Azevedo

domingo, 13 de setembro de 2009

Pergunta:

Aborto faz bem ou mal para a saúde mental?


Artigo publicado no Correio Braziliense, na retranca Opinião
Marcelo Medeiros
Pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Abortar faz bem ou mal para a saúde mental? A pergunta vem sendo levantada na discussão sobre aborto como um problema de saúde pública e é usada como munição no debate. Se faz bem, evitando o dano psicológico de uma gravidez indesejada, ponto a favor da descriminalização do aborto; se faz mal, causando traumas graves, ponto para os que acham que o aborto deva ser crime.Pesquisas foram feitas tentando responder a essa pergunta, mas suas conclusões não apontam na mesma direção. O tema do aborto provoca convicções religiosas e políticas e, no calor das discussões, o rigor científico costuma ser deixado de lado. Durante muito tempo, as análises sobre o assunto, lamentavelmente, foram de qualidade questionável, com cientistas distorcendo estatísticas e enviesando conclusões. Ruim para o debate sobre aborto, mas pior ainda para a ciência.Esse quadro começou a mudar nos últimos anos e, recentemente, foi publicado em uma das principais revistas de psiquiatria do mundo, o British Journal of Psychiatry, um estudo que está entre os mais rigorosos realizados até o momento, apresentando os resultados da pesquisa de David Ferguson, John Horwood e Joseph Boden na Nova Zelândia, que acompanhou, ao longo de trinta anos, a saúde mental de 284 mulheres que ficaram grávidas. Do total de gestações dessas mulheres, 22% resultaram em aborto induzido. O estudo é tão importante que foi mencionado em um artigo do Correio Braziliense escrito por Lenise Garcia, professora de biologia da UnB e presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida, entidade vinculada a um setor da Igreja Católica que defende a criminalização do aborto.Em sua interpretação pessoal, Lenise Garcia usa a parte do estudo que interessa à causa pró-criminalização para defender que o aborto traz grandes males psíquicos para a mulher que aborta. Não é a conclusão dos próprios autores do estudo, que afirmam, categoricamente, que seus resultados nem apoiam nem contestam posições extremadas em relação ao aborto. Uma conclusão que, por sinal, é alcançada também por outros estudos de última geração que colocam o rigor da pesquisa acima das convicções e dogmas pessoais dos pesquisadores.Interpretações enviesadas podem levar a várias direções, algumas até mesmo irônicas. Para ilustrar isso vale à pena destacar algumas das estatísticas do estudo. Por exemplo, aquelas que apontam que abortar pode ser bom, pois as mulheres que abortam têm menos risco de depressão do que as que levam uma gravidez indesejada adiante, ou ainda que a perda acidental da gravidez leva a mais riscos de intenções suicidas que o aborto induzido. Sem, é claro, deixar de mencionar que desejar ter filhos pode ser ruim, pois mulheres que desejaram ter filhos estão mais sujeitas à dependência de álcool e drogas do que as que não queriam ficar grávidas. Com um pouco de imaginação é possível usar as margens de erro apresentadas no estudo para concluir que há uma probabilidade razoável de que o aborto faça bem para a saúde mental das mulheres, assim como ir para o extremo oposto e concluir que há uma probabilidade semelhante de que abortar faça mal, tudo isso baseado nas tabelas publicadas e sem violar um único preceito da boa análise estatística.Não se viola a boa estatística, mas agride-se a boa ciência. Correlação estatística e causalidade são coisas distintas e, assim como não se pode apressadamente concluir que desejar ter filhos causa mais alcoolismo, imputar causalidade entre aborto e saúde mental é algo que deve ser objeto de extrema cautela. Ainda mais cuidado deve ser tomado para extrapolar para o Brasil resultados de um estudo sobre menos de 300 mulheres que vivem do outro lado do mundo e em um país onde o aborto é feito com autorização legal em hospitais seguros.A solução para o problema está em tratar os resultados desse e outros estudos com muita sobriedade. Existirão poucos casos em que abortar será positivo para a saúde mental das mulheres, assim como haverão casos igualmente poucos em que o aborto causará trauma psicológico, em meio a muitos em que abortar não será uma questão relevante, e qualquer generalização apaixonada deve ser tratada com muita desconfiança. O que não é aceitável é o uso distorcido da autoridade científica para influenciar políticas públicas de acordo com interesses de grupos religiosos.

Fonte: Correio Braziliense
Autor: Equipe Anis

sábado, 12 de setembro de 2009

CRACKUDO: de VACILÃO a MORTO-VIVO

“Ninguém comete erro maior do que não fazer nada porque só pode fazer um pouco.” (Edmund Burke)
Antes de adentrarmos no mérito da questão do presente texto, quero pedir permissão à língua portuguesa, aos grandes estudiosos e intelectuais e ao povo em geral para usar as palavras chaves do tema, que na verdade são inexistentes oficialmente no nosso dicionário, quais sejam: crackudo e vacilão.Antes, porém, de logo faço o preâmbulo explicativo do significado popular de tais palavras: Crackudo é originário do termo crack que é uma droga sintética. A palavra foi recentemente criada pelo povo para identificar o indivíduo que é usuário e viciado dessa droga, ou seja, crackudo nada mais é do que o consumidor do crack, aquele cidadão que adquire o produto para uso próprio. Quanto a vacilão, tal palavra é originada do verbo vacilar que significa, dentre outros: Não estar firme, cambalear, enfraquecer, oscilar, tremer, hesitar, estar irresoluto, incerto... Vacilão na linguagem popular nada mais é do que o indivíduo que não mede as conseqüências dos seus atos e sempre ingressa em algo que não é bom para si e que só lhe traz malefícios ou aborrecimentos. E, em assim sendo, o crackudo é um vacilão!...Complementando a explicação, já com o termo existente, morto-vivo relaciona-se ao indivíduo com aspecto de moribundo, semi-morto, apático, sem ânimo ou capacidade de reação...Em mais de 24 anos de atuação Policial pensava eu já ter visto de tudo relacionado às drogas. Ledo engano!... Com a chegada e disseminação do crack constatei que as outras drogas são bem menos trágicas que essa que tem um verdadeiro teor devastador e aniquilador em todos os seus sentidos.O crack trás a morte em vida do seu usuário, do crackudo... O crack arruína a vida dos familiares do crackudo... O crack aumenta a criminalidade aonde chega... O crack degrada e mata mais do que todas as outras drogas juntas.Crítica é a situação em que se acha o crackudo. Crítica também é a situação em que se vive os seus entes queridos que nada fizeram para merecer tal castigo.A violenta crise situacional e emocional do crackudo parece fugir-lhe toda a perspectiva de dias melhores. As ocorrências no terreno familiar e social vão caminhando sempre em largas vertentes para o mal e para dias piores. A vida vivida pelo crackudo parece esvair-se entre os dedos das suas próprias mãos.Lançando um olhar no passado, o crackudo, vê o rumo errado que tomou. Olhando ao futuro somente se lhe afigura a tumba. O seu presente é só o crack... O crack como o senhor do seu viver... O crack como seu dominador... O crack como seu real transformador do bem para o mal... O crack como destruidor da sua família... O crack como aniquilador da sua vida... O crack como o seu transporte para a morte!...Neste sentido acolho as sábias palavras do Advogado e Presidente da OAB-RS, CLAUDIO LAMACHIA, quando de um artigo pertinente: “De poder avassalador, “a pedra” pode viciar o usuário já na sua primeira experiência e o que vem depois é a tragédia certa. Crack e desgraça são indissociáveis e quase palavras sinônimas. Relatos de suas vítimas, de especialistas e de familiares de usuários sobre os efeitos da droga podem ser resumidos em três palavras tão básicas quanto contundentes: sofrimento, degradação e morte.”Estamos, sem sombras de dúvidas, em aguda e profunda crise urbana e social relacionada a essa droga avassaladora. A população mostra-se atônita, indefesa e impotente. Por sua vez, ainda falta vontade política governamental para debelar tal problemática.Até parece que apesar de todas as alertas feitas constantemente na mídia, as Autoridades constituídas ainda não atentaram para esse gravíssimo problema que gera tantos outros na área social e segurança pública no país.No mesmo ritmo em que cresce o número de crackudos, cresce o número de mortos, debilitados ou aniquilados dessa comunidade, aumenta a criminalidade nos Estados, ao passo que, as chamadas “crackolândias” continuam proliferando-se em alta escala pelos quatro cantos do país. Uma epidemia de crack que supera todas as outras drogas juntas. A composição química do crack é simplesmente horripilante e estarrecedora. A partir da pasta base das folhas da coca acrescentam-se outros produtos altamente nocivos a qualquer ser vivo, tais como: Ácido sulfúrico, querosene, gasolina ou solvente e a cal virgem, que ao serem processados e misturados se transforma numa pasta endurecida homogênea de cor branco caramelizada onde se concentra mais ou menos 50% de cocaína, ou seja, meio à meio cocaína com os outros produtos citados. A droga é fumada pura, misturada num cigarro comum ou num cigarro de maconha. O homem é o único animal racional existente na face da Terra, mas age, sem sombras de dúvidas de maneira irracional e gananciosa quando conscientemente fabrica o mal para o seu semelhante. Dentre todos os malefícios criados pelo homem para o homem, o crack está entre os primeiros colocados.A fumaça altamente tóxica do crack é rapidamente absorvida pela mucosa pulmonar excitando o sistema nervoso, causando euforia e aumento de energia ao usuário, com isso advém, a diminuição do sono e do apetite com a conseqüente perda de peso bastante expressiva.O crack causa destruição de neurônios e provoca ao crackudo a degeneração dos músculos do seu corpo (rabdomiólise), o que dá aquela aparência esquelética ao indivíduo, ou seja, ossos da face salientes, pernas e braços finos e costelas aparentes.O crackudo pode ter convulsão e como conseqüência desse fato, pode levá-lo a uma parada respiratória, coma ou parada cardíaca. Além disso, para o debilitado e esquelético sobrevivente seu declínio físico é devastador, como infarto, dano cerebral, doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), câncer de garganta, além da perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico que faz parte da composição química do crack assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição.Recentemente os jornalistas cariocas, ROBERTA TRINDADE e SEGADAS VIANA, escreveram para os seus Jornais impressos e virtuais, sobre a questão de traficantes do Rio de Janeiro estar fazendo campanha contra o crack e menosprezando o crackudo vacilão. Tal campanha só vem a comprovar que a vida do crackudo é curta e por isso o tráfico próprio ou das outras drogas, apesar dos novos adeptos arregimentados diariamente, vem perdendo terreno.O crack é tão perigoso quanto degradante e mortal que até o próprio traficante dele não faz uso. Dificilmente um traficante usa essa droga, o que não ocorre com as dos outros tipos em que muitos deles também as utilizam em consumo próprio.A disseminação do crack é constante e prende os menos avisados assim como uma teia de aranha para as suas presas, transformando suas vítimas em crackudos e em conseqüência, em mortos-vivos.Urge providencias nesta seara por parte de toda a sociedade, e em especial por parte dos Poderes públicos constituídos. Assim sendo, faço minha as palavras do anteriormente citado Advogado, CLAUDIO LAMACHIA: “É preciso que as políticas públicas neste campo recebam investimentos e considerem os vários aspectos que envolvem a narcodependência, como a realidade socioeconômica do país, a conscientização da população e, em especial, das famílias, o drama pessoal vivido pelos usuários e aqueles que o cercam, as dificuldades de bem vigiar todas as fronteiras por onde passam as drogas e/ou seus componentes, as carências das entidades assistenciais e de saúde, a necessidade de recursos para os aparatos policiais, a urgência das melhorias nos sistemas prisionais e a agilização da justiça, dentre outros fatores igualmente importantes.”É desejo de todo o ser humano viver intensamente por muito tempo, aproveitar os prazeres da vida com alegria e disposição, conviver amistosamente com seus familiares e amigos, ir para onde quiser com liberdade e autonomia, e, acima de tudo, ser saudável física e mentalmente, por isso, é preciso que a presente ação apelativa seja compreendida e acatada por todos, principalmente pelo próprio crackudo vacilão para que ele se conscientize, busque ajuda com seus familiares e com as clínicas especializadas ou entidades responsáveis pelo tratamento médico, psiquiatra ou psicológico e saia da sua morte em vida para uma vida plena.
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Archimedes Marques - (*Delegado de Policia. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Publica pela UFS)archimedes-marques@bol.com.br

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Clarice Lispector

No maravilhoso blog de minha professora mineira de história favorita - Júnia - está uma matéria bem legal sobre Clarice Lispector.Acabei de conhecer o lado "tela,pincel e tinta" da escritora.Muito bacana!!!!!
O link do blog é: Coisa que eu sei - http://coisassqueeusei.blogspot.com/
Diversão para todos nós
Gabriela

Barrigas de aluguel na internet


É fácil encontrar esse tipo de anúncio na rede de computadores. São mulheres que querem alugar a barriga para gestação. Elas cobram até R$ 200 mil e sabem que estão cometendo um crime.

Veja o Vídeo:DFTV - 1a EDIÇÃO

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Comentário importante


Anônimo disse:

Muito facil falar, quando não se faz nada para ajudar...
O fato é: cada pessoa tem seu parecer sobre determinado assunto !!! repeito o seu;agora já que só vejo criticas ao governador me mostre algo que possa fazer acontecer ajudar a fazer um "Rio melhor" para todos nós.
Por isso que eu tenho mudado minhas opniões e tenho pensado em apoiar cada vez mais o Governador Sérgio Cabral...

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Comentário:


Prezado:
Muito prazer,meu nome é Gabriela.O seu é?....

Obrigada pela visita e volte sempre que desejar,inclusive para apoiar Sérgio Cabral.
Respeito imensamente sua ideia,assim como de todos neste blog,principalmente as contrárias desta que escreve.
Acredito na democracia e luto por ela,mesmo levando na cara todos os dias.
Minhas ações para melhorar o Estado do Rio de Janeiro aplica-se no dia-a-dia.
Gostaria de imensamente discuti-las com você.Tenho certeza que é uma grande pessoa e assim como eu, quer melhorias e corre atrás da moral e da ética.
Por que não trabalhamos juntos para um bem-estar comum?
Meu e-mail é
gabrielasagoncalves@gmail.com
Será ótimo ouvir suas críticas e sugestões.

Um grande abraço amigo

Gabriela

E-mail recebido:Dirija com atenção!

Vídeo produzido com poucos recursos pela polícia de um condado do País de Gales, que usa imagens fortes na simulação de um grave acidente de carro.


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Martinália - Sei Lá...A vida sempre tem razão!

Seria cômico, se não fosse muito triste!

Kleber "bambam",vencedor do tal programa da Globo,BBB,quer candidatar-se a deputado nas próximas eleições em 2010,pelo PTB.
Alguém ,por favor,explica isto?Definitivamente eu sou de outro planeta!
Recebi via e-mail,uma entrevista que este camarada participou.A realidade dos futuros candidatos políticos deste país é triste e deprime!
Muita sorte para todos nós!
Gabriela

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Por que você decidiu tentar a carreira politica?
R: Tenho amigos vereadores, deputados e senadores. Eles sempre me chamam. Agora, com 31 anos, estou maduro, aprendi bastante em vários segmentos. Este é o momento.
Quais são as bandeiras do PTB?
R: Ainda nao sei ..... Mas o importante é levantar a bandeira do povo, porque o povo precisa, né?
Quais são as bandeiras do Povo?
R: Várias. A saúde é relacionada com a educação, que é relacionada com o esporte e vice-versa, entendeu? Quando eu me filiar, a equipe vai estudar qual vai ser o foco.
Quem está na sua equipe?
R: Meus sócios. Sou sócio de uma rede de autoescolas. Além deles, tem o meu cunhado, junto com o sócio dele.
Sabia que político não pode contratar parente?
R: Eu ainda nao contratei. Ele é meu cunhado, pô, falo com ele toda hora.
Você acha que terá muitos votos?
R: Se todo mundo que votou em mim no Big Brother votar de novo, vai ser bastante, né?
Como você vê a política brasileira?
R: Tem de dar uma melhorada, mas não é tão grave assim. Só o que não tem solução é a morte.

Movimentação que faz diferença: Projeto Segurança Cidadã

Projeto Segurança Cidadã é um dos três melhores do Brasil

Concorrendo com 225 projetos de todo o país, o Segurança Cidadã, criado pelo governo do Pará, ficou entre os três melhores projetos de segurança com cidadania em votação realizada durante a 1ª Conferência Nacional de Segurança (Conseg), que ocorreu de 27 a 30 de agosto, em Brasília (Distrito Federal). A escolha foi feita durante a Feira de Conhecimento em Segurança Pública com Cidadania, realizada paralelamente ao evento.
O Segurança Cidadã é um conjunto de ações na área da segurança pública, que passou por duas avaliações - uma técnica e outra popular. Na primeira etapa, os 225 projetos foram avaliados por especialistas em segurança, e apenas 41 foram selecionados. Os projetos escolhidos seguiram para votação popular, que elegeu o Segurança Cidadã como o terceiro melhor do Brasil.
O programa integra o novo modelo de segurança pública implantado pelo governo do Estado, baseado na prevenção, ao colocar a polícia próxima à população participando de ações de impacto social, ao contrário do obsoleto modelo repressivo. A principal diretriz do programa é garantir segurança com educação, saúde e melhoria da qualidade de vida da comunidade.
"O resultado foi fantástico!", ressaltou o major Élson Brito, que representou o programa na Conseg, juntamente com o coronel Costa Júnior, coordenador do Segurança Cidadã. "Nosso projeto é, antes de tudo, um agente social. Ele cria um vínculo de cooperação entre o poder público e a população", enfatizou o major, lembrando que, com menos de um ano de existência, o prêmio recebido é a prova do êxito do projeto.
A luta contra a criminalidade é um desafio constante, segundo Costa Júnior. Ele ressaltou que foi justamente na comunidade que se começou a mudar as estatísticas negativas. "Se não conseguirmos diminuir os índices sociais negativos, não vamos conseguir diminuir os índices de violência", afirmou.
Primeira base - Além dos policiais destacados para atuar nos bairros em bases comunitárias, o programa conta com o apoio fundamental dos promotores, cidadãos formados pelos policiais civis e militares, que ajudam no trabalho de fiscalização. Para isso, recebem orientações práticas e técnicas, como cartilhas e outros materiais didáticos.
O Segurança Cidadã foi lançado em meio a uma grande mobilização no bairro da Terra Firme, um dos mais populosos e violentos da capital paraense, que recebeu a primeira base comunitária, a de Tucunduba. O projeto passou a nortear todas as ações do governo na área de segurança, representando a estratégia de utilizar a segurança pública como um instrumento de transformação social.
Está previsto, para até final de setembro, o lançamento do programa em mais seis locais da Região Metropolitana: os bairros da Terra Firme (que receberá a segunda base), do Tapanã e do Guamá, em Belém; e Coqueiro, Águas Lindas e Icuí Guajará, em Ananindeua. As bases comunitárias são construídas com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Aceitação - "Quando vemos pessoas de bem, da lei, que olham para o bairro da Terra Firme e para outras periferias, nós ficamos muito felizes", destacou o estudante Leandro Moraes, lembrando que o ensinamento é fundamental na vida das crianças e adolescentes. Das lições que ficaram das palestras da polícia comunitária, o estudante Gabriel Araújo destaca que as pessoas devem "dizer não às drogas".
O índice de violência já foi bem maior na Terra Firme. Desde que foi implantado, no final de setembro de 2008, o Segurança Cidadã conseguiu aumentar em 15% a confiança dos moradores do bairro nos órgãos de Segurança Pública, de acordo com dados da Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia (Fidesa)/Universidade da Amazônia (Unama).
Assim que chegou ao bairro o programa já começou a surtir efeito, segundo o líder comunitário José Reis. "Eles estão indo nas casas, conversando com as famílias, e é uma aproximação da polícia. A gente tem uma nova visão do que é a polícia", ressaltou Reis.
"Nós acreditamos que essa aproximação permite uma cooperação maior da comunidade, não só denunciando, delatando, mas esse estar mais presente, de comparecer, de confiar. O governo do Estado está investindo de forma positiva", afirmou o major Élson Reis.
Premiação - A segurança pública do Pará entrou na Conferência Nacional de Segurança com a missão de inspirar exemplos positivos. O programa não é o primeiro no Brasil, mas são poucas as cidades que já desenvolvem os seus sistemas de segurança com base na participação da sociedade. No Pará, informou Costa Júnior, as primeiras experiências de policiamento comunitário aconteceram em 1985, mas eram baseadas no imediatismo das ações e, por isso, fracassaram.
O diferencial do Segurança Cidadã, segundo o coordenador, é que a polícia comunitária se envolve com a população o suficiente para identificar os principais problemas e acionar o órgão público específico, como, por exemplo, nos casos de exploração sexual e de trabalho infantil encaminhados à Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).
Na Terra Firme também houve asfaltamento de ruas, resultado do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e ações como emissões de documentos e reforço na educação. O projeto Escola de Portas Abertas, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), é parceiro do Segurança Cidadã.
Essas práticas contaram na avaliação técnica da Conseg, que credenciou o projeto paraense para participar, junto com os outros 40 selecionados, da Feira de Conhecimento em Segurança Pública com Cidadania. Lá, o Pará mostrou, em exposições diárias, práticas positivas de segurança pública com cidadania e prevenção social. Foi na feira, da qual participaram cerca de 5 mil visitantes, que o Segurança Cidadã foi escolhido pelo público como um dos três melhores do Brasil - os outros escolhidos foram dos Estados do Espírito Santo e São Paulo.
A avaliação técnica da Conseg levou em conta critérios como viabilidade, sustentabilidade, recursos humanos e replicação do projeto. Este último tem relação com a continuidade do programa, para que o modelo seja adotado com qualidade em outros locais.
A sociedade é personagem principal das recentes transformações que a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) tem vivenciado no combate à criminalidade. A mobilização social é fundamental, filosofia que fortalece a gestão da segurança paraense.
fonte:Da Redação - Agência Pará

Fome

GUATEMALA - O presidente da Guatemala, Álvaro Colón, declarou nesta quarta-feira, 9,"estado de calamidade pública" no país para enfrentar a severa crise de alimentos que afeta a mais de 54 mil famílias pobres deste país e já matou mais de 25 crianças.

Semana Municipal de Prevenção ao HPV em São Paulo

Até o dia 11 de setembro acontece na cidade de São Paulo a Semama Municipal de Prevenção ao HPV. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), essa DST é responsável pela maioria dos casos de câncer de colo de útero. Confira a seguir:
O objetivo é orientar e prevenir a ocorrência do papilomavirus humano (HPV), que pode infectar pele e mucosas
O Programa Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)/Aids promove, até esta sexta-feira (11/9), a Semana Municipal de Prevenção ao HPV. O papilomavirus humano (HPV) é um vírus que pode infectar pele e mucosas. O objetivo é reforçar as informações, orientações e ações de prevenção por toda a cidade.
O HPV é responsável pela maioria dos casos de câncer de colo de útero e de pênis. Estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta a ocorrência de cerca de 10 milhões a 12 milhões de casos novos no Brasil.
O Programa Municipal de DST/Aids recomenda que as pessoas façam o auto-exame. É preciso verificar a presença de verrugas na região genital - nem todas as verrugas são causadas pelo HPV. As mulheres devem realizar consultas ginecológicas com regularidade e efetuar o exame de papanicolau. A orientação é que se procure o serviço de saúde para receber orientação, diagnóstico correto e tratamento adequado.
Para tanto, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) conta com serviços especializados em DST/Aids, que atendem de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Nesses locais são oferecidas consultas, aconselhamentos, exames e esclarecimentos às pessoas.
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Mais informações:
Assessoria de Comunicação
Secretaria Municipal da Saúde
(SMS)3397-2372/2373/2374/2379 ou 9658-4058

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Comentário recebido:Carta do Sérgio Cabral Pinóquio Filho!


Querido amigo, Victor:
Obrigada por este comentário tão importante.Ele deixa mais conscistente ainda, a mentira que é o governo do Estado do Rio de Janeiro.
Beijo no seu coração
Gabi

Manifestação dos Professores do Estado do Rio de Janeiro

Hoje no Centro do Rio,os professores da rede estadual fizeram mais uma manifestação contra a falta de respeito de Sérgio Cabral Pinóquio Filho, com o funcionalismo do Estado do Rio. Infelizmente houve confusão. A PM que também é mais uma vítima do nariz de pau do governador, teve que intervir.Ainda não houve pronunciamento sobre os fatos ocorridos. O que dá para dizer com certeza, é que toda esta confusão tem nome,sobrenome e culpado:Sérgio Cabral Filho!

Enquanto isto, no senado......


Um homem passa pela porta do plenário do Senado e escuta uma gritaria que saía lá de dentro:

- Filho da Puta, Ladrão, Salafrário, Enganador, Assassino, Quadrilheiro, Traficante, Mentiroso, Pedófilo, Vagabundo, Sem Vergonha, Omisso, Preguiçoso de Merda , Vendido, Assaltante...

Assustado o homem pergunta ao segurança parado na porta:
- O que esta acontecendo aí dentro, estão brigando?

- Não - responde o segurança- acho que estão fazendo a chamada...

Hanseníase - Doença séria.Tratamento fácil e gratuito - HANSENÍASE TEM CURA!!!!

O Brasil é hoje o país com o maior índice da doença no mundo; são 40 mil casos novos por ano, além de um percentual alto de pessoas com sequelas, em torno de 8%, apontando para o diagnóstico tardio. O triste é assistir também,o alto índice de crianças doentes, indicando que o número de infectados pelo bacilo da doença, sem tratamento, pode ser muito maior.
Saúde para todos nós
Gabriela

Comentários importantes....




Mariana disse:
Gabriela, descobri o teu blog e confesso foi muito bom.
Vi aqui uma pessoa forte,de coragem e que merece o reconhecimento e apoio de todos.
Tenhas apartir de hoje mais uma amiga.
Sou do RS e a empresa de comunicações daqui do sul lançou a a Campanha Crack Nem Pensar (http://zerohora.clicrbs.com.br/especial/rs/cracknempensar/home,0,3710,Capa.html).No Rs e SC a campanha está a mil e o retorno tem sido positivo.
Parabéns por acreditar e fazer algo pela mudança.Isto é possível e precisa muito de pessoas q te amam ao teu redor.
Gostei muito do teu blog.
Voltarei.
Um abraço com carinho e afeto.
*-Blog da Mariana:http://blogdamarianamoura.blogspot.com/

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Júnia disse:
A Escola Estadual de Ensino Fundamental Carlos Wortmann, em Canela , aderiu a Campanha CRACK NEM PENSAR do Grupo RBS. Os alunos de 7ª e 8ª séries, durante disciplina de Língua Portuguesa, com a professora Tânia Lourenço, fazem uma leitura semanal de todos os jornais que veiculam notícias e informações sobre o crack, especialmente as publicações veiculadas por Zero Hora e RBS Notícias.Os alunos mantêm o mural de entrada da escola atualizado, divulgando para toda a comunidade escolar os riscos e perigos que estão sujeitos os meninos e meninas que se deixarem envolver por essa droga. O grupo criou um slogan para o trabalho, inspirados em uma fala de um usuário num programa de TV. Também já fizeram a leitura da cartilha da Campanha Crack Nem Pensar e estão empenhados nesta luta, em defesa de uma vida digna e saudável.
Vale apena vc dar uma olhada na materia
bjao
Júnia
*-Blog da Júnia: http://coisassqueeusei.blogspot.com/

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Comentário:Queridas amigas,agradeço emocionada as palavras de carinho e as sugestões.Brevemente vou postar as ideias propostas.Um grande beijo no coração das duas.

Gabi