quinta-feira, 15 de outubro de 2009

MEDO - O QUE É?

O medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo.
O medo pode provocar reações físicas como descarga de adrenalina, aceleração cardíaca e tremor. Pode provocar atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor, depressão, pânico etc.
Medo é uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo. Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica no organismo que libera hormônios do estresse (adrenalina, cortisol) preparando o indivíduo para lutar ou fugir.
A resposta anterior ao medo é conhecida por ansiedade. Na ansiedade o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que lhe causa medo. Sendo assim, é possível se traçar uma escala de graus de medo, no qual, o máximo seria o pavor e, o mínimo, uma leve ansiedade.
O medo pode se transformar em uma doença (a Fobia) quando passa a comprometer as relações sociais e a causar sofrimento psíquico. A técnica mais utilizada pelos psicólogos para tratar o medo se chama Dessensibilização Sistemática. Com ela se constrói uma escala de medo, da leve ansiedade até o pavor, e, progressivamente, o paciente vai sendo encorajado a enfrentar o medo. Ao fazer isso o paciente passa, gradativamente, por um processo de reestruturação cognitiva em que ocorre uma re-aprendizagem, ou ressignificação, da reação que anteriormente gerava a resposta de alerta no organismo para uma reação mais equilibrada. (Fonte)
Medo: está escuro e você está sozinho em casa. Com exceção do programa que você está assistindo na TV, o silêncio é total. Então, você ouve a porta da frente repentinamente batendo. Sua respiração acelera. Seu coração dispara. Seus músculos enrijecem. Um segundo depois, você percebe que não tem ninguém tentando entrar em sua casa. Era apenas o vento.
Mas, por meio segundo, você sentiu tanto medo que reagiu como se sua vida estivesse em perigo. O que causa essa reação tão intensa? O que é o medo exatamente? Neste artigo, vamos examinar as propriedades físicas e psicológicas do medo, descobrir o que causa uma reação de medo e ver algumas maneiras de derrotá-lo.
O que é o medo? O medo é uma reação em cadeia no cérebro que tem início com um estímulo de estresse e termina com a liberação de compostos químicos que causam aumento da freqüência cardíaca, aceleração na respiração e energização dos músculos. O estímulo pode ser uma aranha, um auditório cheio de pessoas esperando que você fale ou a batida repentina da porta de sua casa.
Medo de dirigir: estima-se que o pânico ao volante afeta cerca de metade dos habilitados a guiar, de acordo com pesquisa nacional. Confira dicas para superar o problema.
O cérebro é um órgão extremamente complexo. Mais de 100 bilhões de células nervosas compõem uma intrincada de rede de comunicações que é o ponto de largada para tudo o que sentimos, pensamos ou fazemos. Algumas dessas comunicações levam ao pensamento e à ação consciente, ao passo que outras produzem respostas autônomas. A resposta ao medo é quase inteiramente autônoma: não a disparamos conscientemente.
Como as células do cérebro estão constantemente transferindo informações e iniciando respostas, há dúzias de áreas do cérebro envolvidas no sentimento de medo. Mas pesquisas mostram que determinadas partes desempenham papéis centrais nesse processo:Tálamo - decide para onde enviar os dados sensoriais recebidos (dos olhos, dos ouvidos, da boca e da pele).Córtex sensorial - interpreta os dados sensoriais.
Hipocampo - armazena e busca memórias conscientes, além de processar conjuntos de estímulos para estabelecer um contexto.Amígdala (Tonsila cerebelar) - decodifica emoções, determina possíveis ameaças e armazena memórias do medo.Hipotálamo - ativa a reação de "luta ou fuga".
O processo de criação do medo começa com um estímulo assustador e termina com a reação de luta ou fuga. Mas há pelo menos dois caminhos entre o início e o final do processo.
Criando medo
O processo de criação do medo acontece no cérebro e é totalmente inconsciente. Há dois caminhos envolvidos na reação de medo: o caminho baixo é rápido e desordenado, ao passo que o caminho alto leva mais tempo e entrega uma interpretação mais precisa dos eventos. Ambos os processos acontecem simultaneamente.
A idéia por trás do caminho baixo é "não arrisque". Se a porta da frente de sua casa repentinamente bate, pode ser o vento, mas também pode ser um ladrão tentando entrar. É muito menos perigoso presumir que se trata de um ladrão e descobrir que era só o vento do que presumir que é o vento e aparecer um ladrão em sua frente. O caminho baixo é do tipo que atira primeiro e pergunta depois. O processo desse caminho é mais ou menos assim:
A porta batendo é o estímulo. Quando você ouve o som e vê o movimento, seu cérebro envia esses dados sensoriais para o tálamo. Nesse ponto, o tálamo não sabe se os sinais que está recebendo são sinais de perigo ou não. Mas, pelo fato de poder ser, ele encaminha a informação para a amígdala. A amígdala, por sua vez, recebe os impulsos neurais e age para proteger você: ela diz ao hipotálamo para iniciar a reação de luta ou fuga.
O caminho alto é muito mais ponderado. Ele reflete sobre todas as opções. Será um ladrão ou será que é o vento? Esse é um processo mais longo.
Quando seus olhos e ouvidos captam o som e o movimento da porta, eles desviam essa informação para o tálamo, que, por sua vez, envia a informação para o córtex sensorial, no qual é interpretada em busca de um significado. O córtex sensorial determina que há mais de uma interpretação possível para os dados e os envia ao hipocampo para que ele estabeleça um contexto. O hipocampo faz perguntas como: "Eu já vi este estímulo específico antes? Se vi, o que significou naquela vez? O que mais está acontecendo que pode me indicar se isso é um ladrão ou efeito de um vento forte"? O hipocampo pode captar outros dados sendo enviados pelo caminho alto, como o bater de galhos contra a janela, ruídos externos, etc. E, levando em consideração essas outras informações, ele determina que a batida da porta provavelmente foi resultado do vento. Depois, envia uma mensagem para a amígdala dizendo que não há perigo e a amígdala informa ao hipotálamo para desligar a reação de luta ou fuga.
Os dados sensoriais a respeito da porta (os estímulos) seguem os dois caminhos ao mesmo tempo. Mas o caminho alto leva mais tempo do que o caminho baixo. É por isso que você tem um ou dois momentos de medo antes de se acalmar.
Tanto o caminho alto quanto o caminho baixo levam ao hipotálamo. Essa parte do cérebro controla a reação de sobrevivência chamada de reação de luta ou fuga.
Luta ou fuga
Para produzir a reação de luta ou fuga, o hipotálamo ativa dois sistemas: o sistema nervoso simpático e o sistema adrenocortical. O primeiro usa vias nervosas para iniciar reações no corpo, ao passo que o segundo usa a corrente sangüínea. Os efeitos combinados dos dois sistemas são a reação de luta ou fuga.
Quando o hipotálamo informa ao sistema nervoso simpático que é hora de entrar em ação, o efeito geral é que o corpo acelera, fica tenso e mais alerta. Se houver um ladrão à porta, você vai ter de fazer algo, e rápido. O sistema nervoso simpático envia impulsos para as glândulas e músculos lisos e diz à medula adrenal para liberar adrenalina e noradrenalina na corrente sangüínea. Esses "hormônios do estresse" efetuam várias mudanças no corpo, incluindo um aumento na freqüência cardíaca e na pressão sangüínea.
Ao mesmo tempo, o hipotálamo livra o fator de liberação de corticotropina (CRF) na glândula pituitária, ativando o sistema adrenocortical. A glândula pituitária (uma das principais glândulas endócrinas - em inglês) secreta o hormônio ACTH (hormônio adrenocorticotrópico), que se move pela corrente sangüínea e finalmente chega ao córtex adrenal, no qual ativa a liberação de aproximadamente trinta hormônios diferentes para preparar o corpo para lidar com uma ameaça.
A vazão repentina de adrenalina, noradrenalina e vários outros hormônios causa mudanças no corpo: aumento da pressão arterial e freqüência cardíaca;
as pupilas dilatam para receber a maior quantidade possível de luz;
as artérias da pele se contraem para enviar uma quantidade de sangue mais significativa aos grupos musculares maiores (reação responsável pelo "calafrio" muitas vezes associado com o medo - há menos sangue na pele para mantê-lo aquecido); o nível de glicose sangüínea diminui;
os músculos enrijecem, energizados por adrenalina e glicose (reação responsável pelos arrepios - quando pequenos músculos conectados a cada pêlo da superfície da pele tensionam, os fios são forçados para cima, puxando a pele com eles); a musculatura lisa relaxa para permitir que entre uma maior quantidade de oxigênio nos pulmões; sistemas não essenciais (como o digestivo e o imunológico) são desligados para guardar a energia para as funções de emergência; há dificuldade para se concentrar em tarefas pequenas (o cérebro deve se concentrar em somente uma coisa para determinar de onde vem a ameaça).
Todas essas reações físicas têm a intenção de lhe ajudar a sobreviver a uma situação perigosa. O medo (e a reação de luta ou fuga em particular) é um instinto que todo animal possui.
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FONTE:Realização:Instituto André Luizhttp://www.institutoandreluiz.org

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Se os Tubarões Fossem Homens - Bertold Brecht

Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir
resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com
todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais,
quanto animais.

Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre
renovada e adotariam todas as providências sanitárias,
cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana,
imediatamente ele faria uma atadura a fim que não
morressem antes do tempo.

Para que os peixinhos não ficassem tristonhos,
eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes
alegres tem gosto melhor que os tristonhos.
Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas,
nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a
guela dos tubarões.

Eles aprenderiam, por exemplo a usar a geografia, a fim
de encontrar os grandes tubarões, deitados
preguiçosamente por aí. aula principal seria
naturalmente a formação moral dos peixinhos.

Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais
belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos
eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos.

Se encucaria nos peixinhos que esse futuro só estaria
garantido se aprendessem a obediência.

Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se antes de
qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e
marxista e denunciaria imediatamente aos tubarões se
qualquer deles manifestasse essas inclinações.

Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam
guerra entre sí a fim de conquistar caixas de peixes e
peixinhos estrangeiros.

As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios
peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que entre eles
os peixinhos de outros tubarões existem gigantescas
diferenças, eles anunciariam que os peixinhos são
reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes
línguas, sendo assim impossível que entendam um ao
outro.

Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos
inimigos.

Da outra língua silenciosos, seria condecorado com uma
pequena ordem das algas e receberia o título de herói.
Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles
naturalmente também uma arte, havia belos quadros, nos
quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas
cores e suas guelas seriam representadas como inocentes
parques de recreio, nos quais se poderia brincar
magnificamente.

Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos
peixinhos nadam entusiasmados para as guelas dos
tubarões.

A música seria tão bela, tão bela que os peixinhos sob
seus acordes, a orquestra na frente entrariam em massa
para as guelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos
mais agradáveis pensamentos .

Também haveria uma religião ali.

Se os tubarões fossem homens, ela ensinaria essa
religião e só na barriga dos tubarões é que começaria
verdadeiramente a vida.

Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a
igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns
deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros.

Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive
comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões
pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente
maiores bocados para devorar e os peixinhos maiores que
deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os
peixinhos para que estes chegassem a ser, professores,
oficiais, engenheiro da construção de caixas e assim por
diante.

Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.
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Sobre o autor:Bertold Brecht (1898-1956), nascido em Augsburgo. Escritor e dramaturgo alemão, além de grande teórico teatral. Desde menino escrevia poesias de forte conteúdo social. Foi perseguido pelos nazistas pelo seu comunismo militante.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Maria Lucia Victor Barbosa escreve:

POR QUE NÃO ME UFANO DO MEU PAÍS
O presidente da República, tomado de transbordante euforia por conta da escolha do Brasil para sediar a Olimpíada de 2026, disse no encerramento do Seminário Empresarial Brasil/União Européia que: “depois de décadas de auto-estima jogada para baixo, os brasileiros aprenderam gostar de ser brasileiros”.Apesar de seu alto cargo o senhor Lula da Silva não pode falar por mim, não está autorizado a tanto. Exatamente por conta dele e de seu mandarinato formado pelos companheiros de governo, hoje em dia não gosto de ser brasileira.É inegável que progredimos em vários aspectos. Muito mais pela iniciativa particular do que pelo avassalador, incompetente e corrupto Estado. Mas não evoluímos tanto quanto poderíamos. Isto está provado pelo crescimento pífio mesmo nos tempos de bonança da economia mundial. Continuamos em vergonhoso 75º lugar no índice de Desenvolvimento Humano e ocupamos a 81ª colocação no índice de expectativa de vida.Temos tudo para ser o país do futuro, mas nossa mentalidade nos deixa muito aquém do lema de nossa bandeira: “Ordem e Progresso”. Aliás, a desordem vem se acentuando se levarmos em conta a violência urbana. Se houvesse modalidade olímpica de mortes em acidentes de trânsito ganharíamos fácil medalha de ouro, pois já somos recordistas mundiais nesse “esporte” onde a maioria que faz do seu carro uma arma parece estar sempre bêbada. Quanto ao terrorismo do MST faz lembrar o “estado de natureza” onde “não há meu nem seu, mas o que eu puder tomar, pelo tempo que puder conservar”. O último espetáculo do “pacífico movimento social” na Fazenda Santo Henrique, da empresa Cutrale, no interior de São Paulo, ocorrida em 28 de setembro, redundou na destruição de milhares de pés de laranja, de 28 tratores, da sede da fazenda, além de furto de equipamentos, defensivos e pertences de famílias de colonos que foram expulsas da propriedade pelos “coitadinhos” dos chamados sem-terra. Devido à má repercussão o presidente da República chegou a falar em vandalismo dos companheiros do MST. Quanto cinismo! O governo financia os baderneiros com milhões de reais e o paternal Lula já envergou o boné do movimento que age com requintes de bandidos.Para piorar, pode-se dizer que a mais alta instância do Poder Judiciário, o STF, acabou quando Lula da Silva emplacou seu oitavo ministro com a complacência do subserviente Senado. E o jovem Toffoli, ao que tudo indica uma nulidade jurídica, cujo currículo tem como ponto alto a amizade do poderosíssimo José Dirceu, afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo (04/10/2009) algo que no mínimo dá o que pensar. Interpretando as palavras de Jesus sobre o sábado ser feito para o homem e não o homem para o sábado, concluiu que “a lei é o parâmetro, mas ela leva em conta ao ser aplicada, o homem, o ser, a vida”. Para regozijo do terrorista Cesare Battisti, seria o companheiro ministro adepto do Direito Alternativo? O tempo dirá.Nem Copa do Mundo, nem Olimpíada, vão fazer de mim uma ufanista enquanto a Educação, que leva em conta a quantidade e não a qualidade, fabricar analfabetos funcionais, despreparados para o mercado de trabalho, iludidos do faz-de-conta educacional das escolas que emburrecem em vez de ensinar. A continuar assim estaremos longe de ser a “quinta ou sexta economia do mundo”, como profetizou num lance de propaganda, o presidente da República. Tampouco vou me orgulhar do Brasil enquanto a Saúde não sair do caos em que se encontra para a grande massa de eleitores do pai Lula, justamente os que não podem pagar um plano para se tratar adequadamente.Morro também de vergonha de ser brasileira ao observar nossa política externa, omissa quando se trata de países que desrespeitam direitos humanos, bajuladora de ditadores da pior espécie, que aceitou a interferência militar de Evo Morales nas instalações da Petrobrás e a expropriação da empresa em terras bolivianas, que se sujeitou ao bispo Lugo ao aceitar pagar mais pelo excedente de energia produzido pela Hidrelétrica de Itaipu, que exalta os déspotas Fidel Castro e Hugo Chávez como democratas, mas que intervém vergonhosa e covardemente em Honduras para respaldar mais um agente de Chávez, transformando nossa embaixada em comitê do falastrão Manuel Zelaya.Li que tendo morrido em Gaza um casal de zebras, o dono do zoológico, para se ressarcir do prejuízo, resolveu pintar dois burros de branco com listas negras. Foi um sucesso de público. Pois bem, Lula dá ao povo as falsas zebras da Copa e da Olimpíada, enquanto os sérios problemas da Saúde, da Educação, da infra-estrutura, da violência, da impunidade nos mantém no ilusionismo cínico da propaganda governamental. É certo que como ocorre com Berlusconi, nada abalará o prestígio de Lula da Silva. O povo adora falsas zebras. Mas, por essas e por outras, estou bem longe de me ufanar pelo meu país.
Por:
Maria Lucia Victor Barbosa - socióloga

10 dicas para salvar o planeta....

Os 10 mandamentos para salvarmos o planeta

1-Não sujar as ruas.
2-Não jogar papel higiênico no vaso sanitário, pois como na operação não há produto químico para dissolver com a água o papel endurece, imediatamente, virando uma bolinha.
3-Sempre recolha as fezes de seu animal na rua, com sacos plásticos e papéis, jogando-os no lixo mais próximo.
4-Separe seu lixo orgânico e não-orgânico para reciclagem. A reciclagem preserva o planeta e ajuda a população carente.
5-Evite comprar móveis de madeira — cada móvel é uma árvore.
6-Cada folha de papel que você usa é uma árvore a menos, por isso aprenda a economizar papel.
7-Se engajar em uma ação coletiva, na rua onde mora, é como cuidar de uma árvore, um canteiro, um muro pichado…
8-Dizer bom dia sempre para quem passar por você na rua (comunidade, prédios, casas).
9-Fumar ao lado das plantas é um crime!
10-Proteger rios e mares. Não jogue nenhum lixo em rios e mares.
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Por:Dr. Fabio Ravaglia…

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Anencéfalos

SBPC encaminha documento ao Supremo em defesa da interrupção de gravidez de anencéfalos

Brasília - A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) documento com a posição da comunidade científica e médica sobre a interrupção da gravidez em caso de fetos anencéfalos, sem cérebro. A SBPC é a favor do que chama de “antecipação terapêutica do parto”.
Uma ação da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS) pede a legalização do aborto em casos de anencefalia e está na pauta do STF, ainda sem data para julgamento. De acordo com a SBPC, o documento tem o apoio formal do Ministério da Saúde e de 28 entidades, entre sociedades científicas e associações da sociedade civil. A SBPC argumenta que a anencefalia é uma “anomalia incompatível com a vida”, sem possibilidade de sobrevida para o feto e que aumenta a frequência de complicações para a mãe durante a gestação. "Prolongar a vivência do luto de um filho nessa situação é torturar o ser humano, é submetê-lo a tratamento desumano e degradante”, diz o documento. A entidade defende que o STF garanta às mulheres “o direito de escolha” de levar ou não adiante a gestação após diagnóstico de anencefalia. Na avaliação da SBPC, a antecipação terapêutica do parto não pode ser chamada de aborto, pois não se trata de tirar a vida, uma vez que o feto anencéfalo não tem possibilidade de sobreviver.
Fonte:Luana Lourenço - Repórter da Agência Brasil

domingo, 11 de outubro de 2009

Comentário importante....


Porque a Paz é Contagiante e harmoniza coraçoes e mente.


Participe da Maior Meditação Coletiva das Américas.

Todos sabem que no próximo dia 12 de outubro, às 18h teremos um evento histórico:Será a primeira vez em que teremos uma meditação simultânea em todo o continente americano.
Dentre as cidades que irão meditar juntas estão: Rio de Janeiro, São Paulo, Buenos Aires, New York, Montreal, Montevidéo, Cidade do México, La Paz, Santiago de Chile, Salvador, Lima, Assunção, Quito, Caracas, Bogotá, Paramaribo, Georgetown, Santo Domingo, San Juan de Puerto Rico, San José de Costa Rica e Panamá.
Existem pesquisam que comprovam que a prática de Meditações em Grupo, não só beneficiam seus praticantes, mas também toda a área em sua volta.
Há estudos que comprovam que a prática de meditação coletiva pode ajudar a reduzir em até 25% a violência naquela região, sem qualquer alteração na conjuntura econômica ou política.
Por que isso? Porque toda essa vibração de paz e serenidade que criamos dentro de nós não ficam só conosco, mas são irradiadas para todo o ambiente.
Em São Paulo, a meditação será na Praça da Paz no parque do Ibirapuera e no Rio de Janeirto será realizada na Pedra do Arpoador.
Em Salvador foram realizados vários atos públicos, iniciando dia 03.10.2009.
Quanto mais pessoas participarem mais forte será e maiores os benefícios, tanto para nós quanto para a toda a cidade, todo o país e todo o continente!
Por isso MESMO divulgue, chamando seus amigos, encaminhando esse e-mail para toda sua lista de e-mails, colando cartazes pela cidade
Vamos todos contagiar e ser contagiados por essa atmosfera de Paz!
Existe uma energia Divina no ar, irradiando ma profunda "paixão pelos homens" que se traduz em "paixão em Cristo".
O que nos mantem é essa fé neste esplêndido amor de Deus!
"Se preferir, você poderá meditar, e participar da energia coletiva, sem sair de casa, ou juntar um grupo de amigos e promover um ATO DE PAZ.

Copíe esta mensagem e remeta para todos seus amigos.
Paz Profunda!
Por uma vida melhor - http://julimarmurat.blogspot.com/

A triste realidade da saúde pública em Petrópolis

Cada vez menos vagas hospitalares pelo SUS
Seguindo uma tendência que vem se consolidando em todo o Brasil, apesar do aumento significativo da população, o número de leitos do Sistema Único de Saúde em Petrópolis vem diminuindo ao longo dos anos. Na avaliação de especialistas, o principal fator para essa redução são os valores de tabela do SUS, que a cada ano ficam mais defasados, provocando prejuízos para entidades privadas e até mesmo filantrópicas, que com isso acabam reduzindo gradativamente o número de leitos disponibilizados aos pacientes. Informações do cadastro do DATASUS, órgão do Ministério da Saúde, atualizado mensalmente, dão conta de que Petrópolis dispõe atualmente de 280 leitos clínico-cirúrgicos e 1.202 leitos de clínica geral, números que, segundo o ex-secretário de Saúde de Petrópolis e vereador Márcio Muniz, são bem menores do que a quantidade de leitos disponibilizados entre o fim da década de 80 e início dos anos 90. “Em Petrópolis perdemos muitos leitos do SUS por causa de unidades que foram compradas pela iniciativa privada ou clínicas que foram fechadas. “Tínhamos o Hospital São Lucas, por exemplo, que foi comprado pela Unimed e hoje não oferece mais leitos para o SUS. Algumas clínicas foram fechadas, como o Procor, em Nogueira, que tinha 35 leitos; a Clínica São Francisco, na Casimiro de Abreu, que também tinha entre 25 e 30 leitos, e recentemente a Clínica Pedras Brancas, que tinha aproximadamente 100 leitos na área de psiquiatria e que também foi fechada”, contabiliza o vereador. O ex-secretário de Saúde lembra também que em alguns casos, hospitais privados deixaram de atender pacientes do sistema público de saúde ou reduziram o número de leitos para a rede do SUS. “No fim da década de 80 tínhamos, por exemplo, a Beneficência Portuguesa, que atendia pelo antigo Inamps e que fechou os leitos; o Hospital Santa Teresa, que, em 1991, tinha 95 leitos credenciados ao SUS, hoje reduziu o número quase pela metade; a Casa Providência também disponibilizava naquela época cerca de 80 leitos e hoje trabalha com cerca de 40. O SUS antigamente tinha cerca de 300 leitos e agora tem cerca de 150. Fizemos um levantamento e chegamos à conclusão de que Petrópolis teve uma redução de cerca de metade dos leitos nos últimos anos”, avalia Márcio Muniz. Os efeitos dessa redução sobre o funcionamento do SUS na cidade ficam ainda mais graves diante do crescimento populacional. Estatística do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística) mostra que entre os anos de 2001 e 2007 houve um aumento de aproximadamente 20.108 habitantes na cidade. O ex-secretário diz que apesar do Hospital Alcides Carneiro ter aumentado o número de leitos para tentar absorver parte da demanda, o número ainda é pequeno, diante da necessidade da população. “A partir do momento em que a implantação do SUS foi avançando, os leitos foram fechando aqui e ali. O HAC foi o único que abriu novos leitos, mas mesmo assim não o suficiente para compensar os que foram desativados. Além disso a cidade tinha convênio com alguns hospitais para serviços importantes. O Santa Teresa por exemplo, atendia a todas as especialidades e hoje não tem mais pediatria, maternidade e concentra praticamente só casos de traumas e cardiovasculares. A redução de leitos é um fenômeno que acontece em todo Brasil. No Estado do Rio o número também encolheu, e Petrópolis certamente é uma das cidades no estado em que essa redução foi maior”, acredita.
Crescimento do HAC é insuficiente
O fechamento de leitos do SUS na rede privada e o fechamento de clínicas refletiram diretamente no Hospital de Ensino Alcides Carneiro (HAC). De acordo com informações da assessoria de Imprensa do Hospital, a redução do número de leitos do SUS nos hospitais privados da cidade provocou uma mudança profunda no HAC, que acabou absorvendo boa parte dessa demanda. O hospital, que, em 91, quando foi municipalizado, tinha 60 leitos (clínica médica), hoje tem 158 (entre clínica médica, cirurgia, pediatria, maternidade, ginecologia, UTI adulto e UTI neonatal). Ainda segundo a assessoria, há previsão para abertura, já no início de 2010, de 35 novos leitos, sendo cinco na UTI adulto e 30 na cirurgia. O hospital também ampliou o centro cirúrgico, que tinha quatro salas e agora tem sete. Para o diretor geral do HAC, Eduardo Primo, a redução do número de leitos do SUS em outros hospitais da cidade só aumenta a demanda. “O fechamento dos leitos nos hospitais privados provocou - e ainda provoca - um aumento significativo na procura pelo HAC. Sempre atendemos e vamos continuar atendendo essa demanda, mas não há como negar que esse fenômeno nos traz desconforto, já que o hospital acaba tendo que abrir leitos extras para atender pacientes”, explica. Sobre a redução de leitos do SUS na cidade, a assessoria de Comunicação da Prefeitura emitiu a seguinte nota: “A informação da Secretaria de Saúde é que a quantidade de leitos do SUS faz parte do cadastro do DATASUS, atualizado mensalmente. O cadastro referente a repasse de verbas, por sua vez, é feito anualmente e, a secretaria, hoje, não dispõe de dados sobre números de leitos de anos anteriores, até porque essa quantidade - principalmente em hospitais conveniados - é variável no decorrer do ano. A quantidade de leitos disponíveis na atualidade em Petrópolis e todas as unidades conveniadas pode ser consultada no site http://cnes.datasus.gov.br/. Com relação à redução, ela realmente ocorreu, mas também é importante avaliar que a realidade da saúde mudou muito no decorrer de 20 anos. Um exemplo é a criação dos Postos de Saúde da Família, que fazem um importante trabalho de prevenção e atendimentos básicos, evitando muitos casos de internação e agravamento de casos. Um outro fator relevante é o tempo de permanência dos pacientes nos leitos, que vem reduzindo consideravelmente, devido à evolução da medicina, dos exames, tratamentos e das recuperações cirúrgicas. A Secretaria de Saúde informou que novos leitos serão abertos na cidade - obras já estão sendo realizadas no HAC -, em determinadas especialidades, para o melhor atendimento à população”, consta da nota da assessoria.
Problema mais grave é valor da remuneração
Entre as entidades privadas que ainda mantêm leitos do SUS está o Hospital Santa Teresa, entidade filantrópica, que tem como mantenedora a Associação Congregação de Santa Catarina. De acordo com a Assessoria de Imprensa do Hospital, a unidade dispõe hoje de 136 leitos, dos quais 52 são para pacientes do SUS. A entidade filantrópica confirma que o número de vagas para o SUS vem sendo reduzido. No fim do ano passado, por exemplo, o hospital disponibilizava 75 leitos para pacientes do SUS; em janeiro e fevereiro deste ano, o número caiu para 66 e hoje o Santa Teresa tem 23 leitos para o SUS a menos do que em dezembro de 2008. A diretora da Casa Providência, irmã Anja Carvalho, que está há um ano na direção da instituição, diz que nesse período o número de leitos não foi reduzido, mas o hospital, também filantrópico, não conseguiria se manter sem o auxílio financeiro da Associação São Vicente de Paula. “A tabela que temos hoje do SUS é insustentável, é de falir qualquer sistema. É muito complicado administrar o caos. Hoje, o hospital não consegue se manter sozinho. A folha de pagamento dos 286 funcionários é custeada integralmente pela nossa matriz”, afirma, lembrando que até mesmo melhorias para o hospital têm de ser custeadas pela mantenedora. Segundo a diretora, a Casa Providência dispõe atualmente de 48 leitos para pacientes do SUS. “Temos hoje 34 leitos para maternidade, cinco leitos de unidade intensiva para recém-natos; oito leitos do SUS para pacientes de clínica médica e cirúrgica e um leito de UTI para adulto. Algumas vezes quando temos leitos vagos e existe essa necessidade, disponibilizamos mais leitos”, diz Irmã Anja.
Fonte:Tribuna de Petrópolis

Disque-denúncia em Petrópolis

PM em Petrópolis, quer popularizar o disque-denúncia local


O comando do 26º BPM está apostando na divulgação do Disque-Denúncia da unidade para a queda da criminalidade no município. A expectativa é de que o número de ligações para o setor aumente, contribuindo para a identificação de traficantes e assaltantes que agem no município. O objetivo, segundo o tenente-coronel Antônio Henrique, "é levar a sociedade para perto do batalhão".“ Apesar de pouco divulgado e de não oferecer recompensas, o disque-denúncia de Petrópolis recebe uma média de 20 ligações diárias. O telefone é o mesmo usado pela P2 e as ligações continuarão sendo atendidas pelos agentes do Serviço Reservado. "Isso porque, os petropolitanos têm a tradição de denunciar para os agentes e confiam neles", diz o tenente-coronel, salientando que a denúncia também é um problema cultural. "Muitas pessoas desconfiam, percebem movimentação estranha, mas, mesmo assim, acham que não devem se envolver". Em Petrópolis, o disque-denúncia funciona pelo telefone(24) 2242-8005. As pessoas devem ter coragem de fazer o seu papel, pois a denúncia é uma forma de tirar o bandido das ruas", complementa. Vale lembrar que se trata de um serviço destinado a mobilizar a sociedade contra o crime e a violência. Contribui ainda para a articulação e o trabalho da Polícia Militar.“ As ligações, sigilosas, podem ser feitas diuturnamente. Em momento algum o denunciante precisa se identificar. O compromisso dos policiais é o de checar as informações. "Quem denuncia não é rastreado e a P2, que está ganhando dois novos carros, descaracterizados, é que se responsabiliza por checar", diz o comandante. “ Em Petrópolis, o Disque-Denúncia foi implantado cerca de dois anos depois da inauguração do batalhão, e desde então se tornou o responsável pela solução de uma série de crimes, além de prisões de traficantes e apreensão de grandes quantidades de drogas. As denúncias feitas através do Disque-Denúncia devem ser verificadas pelos agentes da P2, o que não impede que as equipes das Patamos também façam o trabalho. Existem casos em regime emergencial, que não podem esperar. Se o pessoal do Reservado estiver fora, realizando algum trabalho, as Patamos saem para verificar a denúncia.“Atualmente, de acordo com o tenente-coronel, uma das principais preocupações é com os bandidos que estão subindo a serra. O "fenômeno" acontece quando a polícia está apertando o cerco na capital. "Sem alternativa, os bandidos sobem a serra e, são nesses períodos que o índice de criminalidade em Petrópolis aumenta consideravelmente", opina. Na ocasião, o policial voltou a falar sobre a falta de coragem das vítimas de assalto em fazer o reconhecimento de bandidos. "Essas pessoas precisam pensar também na comunidade, porém, o cidadão de bem tem medo de aparecer", diz, salientando que tal atitude acaba desmotivando os policiais", complementa. “O policial adiantou que pretende evitar que nas festas de fim de ano, assim como carnaval e verão, policiais do batalhão de Petrópolis sejam enviados para a Região dos Lagos. Este ano, por exemplo, pela primeira vez na história, o coronel Calixto Barbosa conseguiu o reforço de 30 policiais de outros batalhões do Estado para a segurança da cidade durante o Carnaval 2009. "O CPA Serrana é o responsável pela parte estratégica da PM. Com um órgão desse porte instalado, a cidade ganha força política. Já conversei com o coronel Corso sobre o assunto e estamos confiantes", complementa."
Fonte:Tribuna de Petrópolis

IMAGEM DO DIA...


Charge retirada do blog de meu querido amigo tijucano Victor(clicar).Lá no seu espaço,tem muito mais.Vale dar uma olhada.
Um grande abraço a todos
Gabi

sábado, 10 de outubro de 2009

PNAD - PESQUISA NACIONAL POR AMOSTRA DE DOMICÍLIOS

Com questões adicionais sobre violência e sobre a alimentação dos brasileiros, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) dá início à coleta de informações para a Pnad 2009 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).
A divulgação dos resultados da Pnad deve ocorrer em meados do ano que vem.No suplemento da pesquisa intitulado "Vitimização e Justiça", o instituto vai contabilizar o universo de brasileiros que sofreram roubos, furtos e agressões físicas, bem como aqueles que procuraram os tribunais para resolver impasses jurídicos.
Passados 21 anos do último levantamento do IBGE sobre o assunto, desta vez a violência doméstica poderá ser traçada com mais detalhes."O questionário de 1988 não trazia a alternativa "cônjuge ou ex-cônjuge" para a pergunta sobre o agente causador da agressão, o que acontece agora. Naquela ocasião, a alternativa mais próxima era "parente'".Ainda entre as alternativas para identificar o agente agressor, o questionário manteve, entre outras, as opções "policial" e "segurança privado".
Também foi incluída uma pergunta sobre dispositivos de segurança existentes nos domicílios, como fechaduras, alarmes, câmeras de vídeo e grades.Já o suplemento "Segurança Alimentar" terá por objetivo dar continuidade ao levantamento feito na Pnad de 2004.Querem investigar a percepção das pessoas em relação à alimentação, tanto em termos de qualidade quanto de quantidade.
A Pnad 2009 vai visitar 150 mil domicílios nas 27 unidades federativas do país. O questionário básico aplicado pelos pesquisadores anualmente -que aborda temas como fecundidade, educação e trabalho infantil- ganha nesta edição uma nova pergunta fixa: o estado civil dos entrevistados.
Paralelamente à Pnad 2009, o IBGE dará início à apuração de dados dentro do modelo de pesquisa que será utilizada a partir de 2010.Intitulado de "Pnad Contínua", o levantamento será feito trimestralmente, permitindo que a apuração dos dados seja feita de maneira permanente, mantendo mais atualizadas as informações.Essa futura Pnad trará o suplemento "Uso do Tempo", que levantará informações sobre como o brasileiro ocupa o seu dia. Para isso, será distribuído um diário aos entrevistados, que deverão narrar suas atividades a cada 15 minutos.
Fonte:Folha de S.Paulo, 06/10/09

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Linfomas - Diagnósticos e Tratamento.


Bela apresentação do Dr.Carlos Chiattone,onco-hematologista da Santa Casa de Misericórdia,presidente da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e membro do Comitê Médico-científico da ABRALE(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LINFOMA E LEUCEMIA),sobre Linfomas - definição,diagnóstico,tratamento,experiência médica e muito mais.

Link ABRALE - AQUI.

Vale muito dar uma olhada!
CONTATO ABRALE - 0800-7739973(LIGAÇÕES GRATUITAS)

Saúde para todos nós

Gabriela

Barack Obama:Nobel da paz?

Alguma coisa está fora da ordem.....
Gabriela

Comentário interessante...

Alf disse...
Salve, Gabi!Pois é, se eu fosse um juiz carioca faria a festa com essa história de jogos olímpicos. O cara precisa fazer quimioterapia e o aparelho está quebrado? Congela a grana dos "jogos" e compra um aparelho novo. O cara precisa fazer um transplante urgente e a fila não acabará antes da vida dele? Confisca a grana dos "jogos" e acaba com a fila inteira. O cara descobriu que há um novo antiretroviral mil vezes melhor que o fornecido pelo SUS, mas o governo não quer pagar? Saca na boca do caixa dos "jogos"ÉEeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee do Brasiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiil!Bjs olímpicos¨
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Comentário:
Meu querido amigo paulistano:
Saudades imensas de seus comentários lúcidos e inteligentes.Grandes palavras para este nosso país tupiniquim...
Beijos enormes no seu coração e no da Camila
Gabi

O Brasil guardado na cueca....

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Fernando Pessoa


VOCÊ LIMPA OU LAVA?

Segurança Pública em Petrópolis


Criminalidade em Petrópolis é menos assustadora, diz PM

Os índices de criminalidade, a instalação do 7º CPA Serrana, assim como o medo das vítimas de assalto de fazer o reconhecimento dos bandidos foram citados pelo tenente-coronel Antônio Henrique, comandante do 26º BPM, que visitou a redação da Tribuna ontem de manhã. Uma parceria para a impressão de cinco mil panfletos para a divulgação do Disque-Denúncia também foi fechada.

Durante uma hora, o tenente-coronel conversou com Francisco de Orleans e Bragança, diretor presidente da Tribuna, e Douglas Prado, editor do jornal. De acordo com o coronel, os números da criminalidade não são tão assustadores, principalmente quando comparados com outros municípios. Segundo ele, a idéia é manter o esquema de policiamento ostensivo e garantir que a incidência não cresça.

Com esse pensamento, viaturas estão baseadas 24 horas em locais onde antes não existia policiamento. Como exemplo, ele cita o bairro Araras. "O Bingen também está coberto 24 horas por dia", disse.

Antônio Henrique completou que por onde petropolitanos e turistas passarem vão encontrar a Polícia, o que, na sua opinião, aumenta a sensação de segurança e afasta os bandidos. "Para agir, o ladrão precisa da vontade e da oportunidade. Temos que trabalhar para que ele não encontre essa oportunidade, ou seja, o que evita o delito é a ostensividade", explica.

Segundo o tenente-coronel, apenas em agosto a PM foi a responsável pela lavratura de 62 autos de prisão em flagrante, por diferentes crimes, principalmente por casos de roubos. A informação de que parte do efetivo do 26ºBPM seria deslocada para o 7ºCPA Serrano foi negada por Antônio Henrique. "Assim como as novas viaturas, não perdemos um policial sequer. Além disso, o órgão trouxe o seu próprio pessoal, que é um número muito pequeno", disse, lembrando que o trabalho do CPA, que deve ser instalado em breve num imóvel próximo ao Pórtico de Quitandinha, é fazer o trabalho estratégico, agindo principalmente nas manchas criminais.O número de homicídios em Petrópolis também foi tema do encontro e, na ocasião, o tenente-coronel explicou que a corporação não tem como ter ingerência neste tipo de crime, que na maioria das vezes ocorre dentro de residências e independe da presença da Polícia na região. "Mesmo assim, o número de assassinatos em Petrópolis é muito baixo. Hoje, o que mais nos incomoda é o roubo a transeunte e assaltos e arrombamentos em residências", revelou, lembrando da prisão de uma quadrilha responsável pelos furtos, principalmente em Itaipava. "Lamentavelmente, parte dos produtos roubados nas residências foi encontrada em brechós do centro da cidade. Onde está o papel social do comerciante que adquiriu o produto roubado?", questiona.

Como forma de inibir as invasões, ele deu algumas dicas para os petropolitanos, algumas delas surpreendentes, como manter cachorros de pequeno porte em casa. "Isso porque ele late mais e assim chama a atenção dos donos, vizinhos e etc.", disse . Iluminação e instalação de grades ao invés de muros altos, foram outras sugestões. "Também sou a favor dos alarmes", salientou. Agora, a expectativa do tenente-coronel é conseguir parcerias para a confecção de camisas para os 61 recrutas que desde a semana passada passam pelo curso de formação de soldados, na unidade da PM em Petrópolis. "Desde que assumi, os grupos que estamos mantendo contatos são bem receptivos e assim as parcerias estão surgindo".

Antônio Henrique se disse muito satisfeito com o município. Morador no Rio de Janeiro e pai de uma menina de 9 anos, ele disse que se mudar definitivamente para Petrópolis está em seus planos. "Por enquanto, estou procurando um imóvel que irá servir ao atual e aos futuros comandantes do 26ºBPM, mas estou pensando em vender a minha casa e comprar outra na cidade", adiantou.

Natural de Nova Iguaçu, o tenente-coronel Antônio Henrique é bacharel em Direito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, com cursos de formação de oficiais, básico de tiro policial, investigação e perícia criminal, direitos humanos, pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, entre outros. Durante sua carreira, ocupou alguns dos principais cargos militares: chefe da seção técnica do Centro de Criminalística da PMT/RJ; Chefe da 4ª Seção do Estado Maior do 6º BMP; subcomandante do 6º BMP; chefe da Divisão de Ensino do CEAP e chefe da Seção Administrativa do Comando de Policiamento em Áreas Especiais.

fonte:Tribuna de Petrópolis
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Comentário:Espero que tudo seja verdade.
Gabriela

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Dois momentos de Paulo Leminski

Razão de Ser
Escrevo.
E pronto.
Escrevo porque preciso,
Preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
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Estupor
esse súbito não ter
esse estúpido querer
que me leva a duvidar
quando eu devia crer
esse sentir-se cair
quando não existe lugar
aonde se possa ir
esse pegar ou largar
essa poesia vulgar
que não me deixa mentir.

Conquistas legais que garantem os direitos civis das pessoas que vivem com HIV e AIDS no Brasil



1. Acesso expandido
Acesso expandido é o direito de pacientes com doenças graves, como a Aids, na ausência de outras alternativas terapêuticas satisfatórias, terem acesso a produtos potencialmente eficazes, não registrados no país ou ainda em fase de pesquisa. Neste caso, o médico responsável deve, entre outras medidas, obter por escrito a concordância do paciente em receber o produto; assinar termo de compromisso assumindo que irá cumprir os preceitos legais e éticos; informar ao patrocinador da pesquisa todos os eventos adversos observados e manter disponível a documentação referente a cada paciente tratado com o produto no programa de acesso expandido, para auditoria da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde.
Fonte: Minuta de Portaria da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde. 2000
2. Alta médica
Ainda que o paciente sob seus cuidados insista, o médico pode negar-se a conceder-lhe a alta se considerar que isso pode acarretar-lhe risco de vida. Se o paciente, seus responsáveis ou familiares tomarem a decisão de transferi-lo, devem responsabilizar-se, por escrito, pelo ato. Neste caso, o médico também tem o direito de passar a assistência que vinha prestando para outro profissional indicado ou aceito pelo paciente ou família, documentando as razões da medida. Fonte: Processo-consulta CFM nº 7.299/99 e nº 33/2000
3. Aposentadoria por invalidez
Na Previdência Social será considerado inválido aquele indivíduo que for incapaz para o seu trabalho e insusceptível de reabilitação para outra atividade que lhe garanta subsistência. No caso da Aids pode-se afirmar que nem todo soropositivo é doente. Nem todo doente é incapaz e nem todo incapaz é inválido, fazendo jus à aposentadoria.
Fonte: Direitos Previdenciários dos Soropositivos, Ministério da Previdência e Assistência Social.
4. Atendimento digno
Os usuários dos serviços de saúde no Estado de São Paulo têm vários direitos assegurados, para garantir-lhes um atendimento digno e respeitoso. Devem ser identificados e tratados pelo nome ou sobrenome e não de modo genérico (por números, códigos); ter assegurado, durante as consultas e internações, procedimentos diagnósticos e terapêuticos e satisfação de necessidades fisiológicas; integridade física; a privacidade; a individualidade; o respeito aos valores éticos e culturais. Se assim o desejar, nestas ocasiões pode ser acompanhado por pessoa por ele indicada. Por sua vez, a criança terá em seu prontuário a relação das pessoas que poderão acompanhá-la integralmente, durante o período de internação. O paciente tem o direito, ainda, de receber ou recusar assistência moral, psicológica, social ou religiosa; receber anestesia em todas as situações indicadas; recusar tratamentos dolorosos ou extraordinários para tentar prolongar a vida e optar pelo local de morte.
Fonte: Lei Estadual n° 10.241/99; Resolução n° 1.359/92 do Conselho Federal de Medicina.
5. Atendimento domiciliar
A Assistência Domiciliar Terapêutica (ADT) aos portadores do HIV e Aids, no âmbito do Sistema Único de Saúde, iniciou-se em 1996. Prestada por equipe multidisciplinar, incluindo o médico, tem como objetivos otimizar recursos e promover a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Além da anamnese, e exame físico, o paciente deverá ser orientado sobre sua terapia anti-retroviral, periodicidade das visitas e exames complementares. Alguns procedimentos um pouco mais minuciosos são factíveis, como biópsia de pele e coleta de material (sangue, fezes, urina, punção lombar); terapêuticos, como a administração intravenosa de medicamentos, alimentação enteral, oxigenoterapia, troca e manutenção de sondas, curativos e outros.
Fonte: Assistência Domiciliar Terapêutica (AD), Ministério da Saúde, 1998
6. Banco de Leite
Antes de amamentar seus filhos, as mães em situação de risco para o HIV devem ser orientadas a submeter-se ao teste sorológico orientado, de preferência no pré-natal. As mulheres infectadas pelo HIV não devem amamentar os próprios filhos, nem doar leite. Se não houver outra alternativa para a substituição do leite materno – no caso de bebês que dependem da substância como fator de sobrevivência – estes poderão receber o leite das próprias mães, desde que adequadamente pasteurizado: é competência do Banco de Leite Humano realizar esse processo, no qual o colostro, ou o leite, passa por um aquecimento a 62,5° por trinta minutos. Tal tratamento térmico demonstra-se capaz de inativar todas as partículas de HIV possíveis de serem encontradas no leite humano. Isso quer dizer que o simples congelamento não garante a inativação do vírus.
Fonte: Portaria n° 2.415/96 do Ministério da Saúde
7. Consulta médica
Ninguém, seja convênio, seja instituição hospitalar, pode limitar o tempo de duração de uma consulta médica, prejudicando o tratamento – ou o correto entendimento – do paciente. O artigo 8° do Código de Ética Médica estabelece que: "o médico não pode, em qualquer circunstância ou sob qualquer pretexto, renunciar a sua liberdade profissional, devendo evitar que quaisquer restrições ou imposições possam prejudicar a eficácia e correção de seu trabalho". Limitações aleatoriamente impostas por algumas instituições atentam contra a boa prática médica, pois ignoram fatores determinantes sobre o tempo mínimo ideal para assistência do paciente, tais como as peculiaridades e destinação de cada serviço, as condições e necessidades do assistido. Fonte: Parecer- consulta CFM Nº 30/1990
8. Continuidade no acompanhamento
Depois de iniciado o tratamento, o médico não pode abandonar o paciente, a não ser que tenham ocorrido fatos que comprometam a relação médico-paciente e o desempenho profissional. Nesses casos, o paciente (ou o responsável) deve ser previamente informado. O médico deve expor seus motivos para o desligamento e garantir que haja continuidade na assistência prestada, sem prejuízo ao tratamento. No entanto, o médico deve prosseguir o atendimento ao paciente se for o caso de atenuar-lhe o sofrimento físico ou psíquico. Fonte: Código de Ética Médica, artigo 61;Resolução n° 1359/92 e parecer n° 14/88, do Conselho Federal de Medicina.
9. Cuidados pós-estupro
De acordo com a Norma Técnica do Ministério da Saúde de prevenção e tratamento dos agravos resultantes da violência sexual contra mulheres e adolescentes, “as instituições de referência devem ter acesso à assistência laboratorial para a execução dos exames recomendados e de outros que, a critério clínico, poderão vir a ser solicitados. Cabe ressaltar que a solicitação desses exames é justificada pelo fato de que 16% das mulheres que sofrem violência sexual contraem algum tipo de DST e que uma em cada 1000 é infectada pelo HIV”. No momento da alta hospitalar, o serviço de saúde deve assegurar orientação e métodos anticoncepcionais à mulher, que deve retornar entre 15 e 30 dias depois de uma eventual interrupção de gravidez (conforme faculta a lei), para acompanhamento médico e psicológico. A sorologia anti-HIV deve ser solicitada com 90 e 180 dias. Logo após o estupro, pode ser recomendado o uso de contracepção de emergência ou profilaxia para DST/Aids, dependendo de cada caso e da conduta do serviço. Fonte: Recomendações para Terapia Anti-retroviral em Adultos e Adolescentes Infectados pelo HIV – 2000 – Ministério da Saúde.
10. Direito à saúde
A saúde é um direito de todos e dever do estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. É um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. Garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.
Fonte: Constituição Federal de 05/10/88 (art. 196) Lei 8080/90 - Lei Orgânica da Saúde
11. Direitos dos Soropositivos
Declaração dos Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus da AIDS. Considerando: que a AIDS, do ponto de vista da medicina, é uma doença como as outras; que a AIDS é uma epidemia mundial e é preciso um esforço coletivo mundial para detê-la; que não existe perigo de contágio da AIDS exceto através das relações sexuais, de transfusão sangüínea e da passagem da mãe ao feto ou bebê; que do ponto de vista planetário é a Humanidade que se encontra soropositiva, não existindo uma "minoria" de doentes; que contra o pânico, os preconceitos e a discriminação a prática da solidariedade é essencial. Proclamamos que: 1. Todas as pessoas têm direito à informação clara, exata, cientificamente fundada sobre a AIDS, sem nenhum tipo de restrição. Os portadores do vírus têm direito a informações específicas sobre sua condição. 2. Todo portador do vírus da AIDS tem direito à assistência e ao tratamento, dados sem qualquer restrição, garantindo sua melhor qualidade de vida. 3. Nenhum portador do vírus será submetido a isolamento, quarentena ou qualquer tipo de discriminação. 4. Ninguém tem o direito de restringir a liberdade ou os direitos das pessoas pelo único motivo de serem portadoras do HIV, qualquer que seja sua raça, sua nacionalidade, sua religião, sua ideologia, seu sexo ou orientação sexual. 5. Todo portador do vírus da AIDS tem direito à participação em todos os aspectos da vida social. Toda ação que tende a recusar aos portadores do vírus um emprego, um alojamento, uma assistência ou privá-los disso, ou que tenda a restringi-los à participação nas atividades coletivas, escolares e militares, deve ser considerada discriminatória e ser punida por lei. 6. Todas as pessoas têm direito de receber sangue e hemoderivados, órgãos ou tecidos que tenham sido rigorosamente testados para o HIV. 7. Ninguém poderá fazer referência à doença de alguém, passada ou futura, ou ao resultado de seus testes para a AIDS sem o consentimento da pessoa envolvida. A privacidade do portador do vírus deverá ser assegurada por todos os serviços médicos e assistenciais. 8. Ninguém será submetido aos testes de AIDS compulsoriamente, em caso algum. Os testes de AIDS deverão ser usados exclusivamente para fins diagnósticos, para controle de transfusões e transplantes, e estudos epidemiológicos e nunca para qualquer tipo de controle de pessoas ou populações. Em todos os casos de testes, os interessados deverão ser informados. Os resultados deverão ser informados por um profissional competente. 9. Todo portador do vírus tem direito a comunicar apenas às pessoas que deseja seu estado de saúde ou o resultado dos seus testes. 10. Todo portador do vírus tem direito à continuação de sua vida civil, profissional, sexual e afetiva. Nenhuma ação poderá restringir seus direitos completos à cidadania. VIVA A VIDA! Por Herbert Daniel, Enong, 1989
12. Direitos humanos e de cidadania
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade. Tem direito à informação clara, exata e cientificamente fundamentada acerca da aids, sem nenhum tipo de restrição. As pessoas com HIV têm direito a informações específicas sobre sua condição de saúde. Não se pode impedir às pessoas que vivem com HIV/aids que exerçam plenamente seus direitos de cidadão. Senão, a aids deixa de ser uma doença para ser uma pena aplicada aos criminosos morais. Fonte: Direito das Pessoas Vivendo com HIV/Aids; Mírian Ventura - Grupo Pela Vidda/RJ, 1993; Declaração dos Direitos Fundamentais da Pessoa que Vive com HIV/Aids. Montreal – 1988
13. Distribuição de seringas e agulhas a usuários de drogas
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está autorizada a adquirir e distribuir seringas descartáveis aos usuários de drogas endovenosas, com o objetivo de reduzir a transmissão do vírus da Aids por via sangüínea em São Paulo. É garantido anonimato aos usuários que procurarem o serviço. Fica facultado à Secretaria da Saúde celebrar convênios com municípios, universidades e organizações não-governamentais, visando o acompanhamento, execução e avaliação da lei. Fonte: Lei Estadual nº 9.758, de 17 de setembro de 1997
14. Escola
Conforme portaria interministerial de 1992, é vedada a realização de teste sorológico compulsório, prévio à admissão ou matrícula de aluno, e a exigência de testes para manutenção da matrícula e de sua freqüência nas redes pública e privada de ensino de todos os níveis. Da mesma forma, não devem ser exigidos testes sorológicos prévios à contratação e manutenção do emprego de professores e funcionários, por parte de estabelecimentos de ensino. Os indivíduos sorologicamente positivos, sejam alunos, professores ou funcionários, não estão obrigados a informar sobre sua condição à direção, a funcionários ou a qualquer membro da comunidade escolar. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando, entre outros, o direito de ser respeitado por seus educadores e a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. Fonte: Portaria Interministerial no 796, de 29 de maio de 1992. 15. Exames Compulsórios
É vedada a realização compulsória de sorologia para HIV, em especial, como condição necessária a internação hospitalar, pré-operatório ou exames pré-admissionais ou periódicos e, ainda, em estabelecimentos prisionais. Não se justifica, ainda, a realização de teste sorológico compulsório prévio à admissão ou manutenção de matrícula e freqüência de aluno nas redes pública e privada de ensino em todos os níveis. No âmbito do Serviço Público Federal, é proibida a exigência de teste para a detecção do vírus, tanto nos exames pré-admissionais, quanto nos exames periódicos de saúde. Fonte: Portaria Interministerial n° 796/92; Portaria Interministerial n° 869/92; Resolução n° 1359/92, do Conselho Federal de Medicina.
16. Hemodiálise
Os pacientes com doença renal que tenham indicação de ser mantidos em diálise e que estejam infectados pelo HIV, devem ter garantido o tratamento dialítico. Estes pacientes não necessitam ser isolados a não ser que apresentem infecção oportunista transmissível. Aqueles em programa de diálise peritoneal não necessitam ser submetidos à triagem sorológica para infecção pelo HIV, uma vez que os cuidados rotineiros de biossegurança são suficientes para a sua proteção e do profissional de saúde.
Fonte: Manual do Ministério da Saúde / Normas Técnicas para Prevenção da Transmissão do HIV nos Serviços de Saúde.
17. Hospital-dia
O Hospital-dia tem como funções, entre outras, reduzir o tempo de permanência do doente em ambiente hospitalar, facilitando a manutenção dos esquemas diagnósticos terapêuticos e a integração com a própria família. Devem seguir estritamente as normas técnicas da Coordenação Nacional de DST/Aids, sendo que suas farmácias devem manter e distribuir os medicamentos para o tratamento da Aids no hospital e ao paciente no domicílio.
Fonte: Portaria do Ministério da Saúde n° 93/94
18. Informações claras
As informações passadas aos portadores de HIV (ou de qualquer outra patologia) devem ser claras, objetivas e compreensíveis, incluindo os riscos, benefícios e inconvenientes das medidas diagnósticas e terapêuticas propostas e duração prevista do tratamento. No caso de procedimentos de diagnósticos e terapêuticos invasivos, deve-se explicar a necessidade ou não de anestesia – bem como o tipo de anestésico a ser aplicado – os instrumentais a serem utilizados, as partes do corpo que eventualmente poderão ser afetadas e os possíveis efeitos colaterais. A pessoa deve receber informações sobre a finalidade do material colhido para exame e outras alternativas de diagnóstico e terapêutica existentes. As receitas, o diagnóstico e o tratamento indicados têm que ser legíveis, conter o nome do profissional e seu número de registro no órgão competente. O nome genérico da substância a ser utilizada precisa constar nas receitas. Fonte: Lei Estadual n°10.241/99(São Paulo)
19. Leitos obrigatórios
É obrigatória a destinação de, no mínimo, 12 leitos para pacientes portadores de AIDS (Síndrome de Imuno-Deficiência Adquirida), em cada Hospital Próprio que compõe a rede pública de saúde do Estado de São Paulo. Caberá às Coordenações de Regiões de Saúde, através dos respectivos Escritórios Regionais de Saúde, o acompanhamento da observância do disposto nesta Resolução. Fonte: Resolução Secretaria de Estado da Saúde S-476, de 06 de dezembro de 1991
20. Medicamentos gratuitos
Todos os portadores do HIV e doentes de Aids têm o direito de receber gratuitamente, do Sistema Único de Saúde (SUS), toda a medicação necessária para o tratamento, cabendo ao Ministério da Saúde padronizar os medicamentos a serem utilizados em cada estágio evolutivo da infecção e da doença, para orientar a compra dos remédios pelo SUS. A padronização de terapias deverá ser revista e republicada anualmente, ou sempre que se fizer necessário, para se adequar ao conhecimento atualizado e à disponibilidade de novos medicamentos no mercado. É bom lembrar que mesmo os portadores de HIV/Aids não provenientes de serviços públicos de saúde têm acesso ao tratamento gratuito.
Fonte: Lei nº 9.313, de 13 de Novembro de 1996. Resolução da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo S-589 de 18 de janeiro de 1994
21. Médico HIV positivo
Não há risco definido de transmissão do HIV, de profissionais de saúde para seus pacientes, caso sejam respeitadas as normas de biossegurança. Mesmo quando o médico é sabidamente infectado, porém não apresenta doença em estado capaz de prejudicar sua competência profissional, considera-se como não obrigatório de sua parte a informação ao paciente de sua infecção: a posição contrária iria prejudicar não só o direito ao trabalho do profissional, como também iria aumentar os preconceitos e ajudar a difundir a opinião incorreta de haver risco de transmissão do HIV por contato casual.
Fonte: Parecer CFM nº 11/92 e Parecer CREMERJ nº 29/95
22. Não ser discriminado pelo médico
O médico não pode recusar-se a atender o portador da doença sob alegação de risco profissional, ou de ser contaminado, porque a sua função é exatamente esta. O mesmo ocorre com o pessoal da área médica e com o hospital. Deve guardar absoluto respeito pela vida humana, atuando sempre em benefício do paciente. Jamais utilizar seus conhecimentos para gerar sofrimento físico ou moral, para o extermínio do ser humano, ou para permitir acobertar tentativa contra sua dignidade e integridade.
Fonte: Código de Ética Médica, art. 6.°
23. Planos de saúde
De acordo com a lei dos planos de saúde, válida desde janeiro de 1999, as operadoras não podem deixar de oferecer nos contratos novos a opção de cobertura de doenças preexistentes – definidas como sendo aquelas que o consumidor ou seu responsável saiba ser portador ou sofredor, à época da contratação do plano – incluindo HIV e Aids. Mas, nesse caso, para haver atendimento imediato, as empresas podem “agravar”, situação que consiste no aumento da mensalidade em função da pessoa ser portadora do HIV. Além do agravo, as operadoras são obrigadas a oferecer a opção de cobertura parcial temporária por 24 meses. Neste caso, o usuário com Aids paga o mesmo valor de um plano comum, mas terá carência de dois anos para procedimentos, exames e internações ligados à doença. Para os pacientes de HIV/Aids que têm planos de saúde com contato anterior a janeiro de 1999 e não fizeram adaptação às novas regras (o que é facultativo), vale o que está escrito no contrato. No caso de negação de cobertura, mesmo prevista no contrato, cabe ação judicial.
Fonte: Lei Federal n° 9.656/98
24. Pré-natal
Todas as pacientes que passam pelo pré-natal têm o direito de submeter-se ao exame anti-HIV, que deve ser sugerido pelo médico que as assistem visando a diminuir as chances de transmissão do vírus da mãe para o bebê. O consentimento ou a negativa por parte da paciente deve constar de seu prontuário, ficando sob responsabilidade dos serviços e instituições disponibilizar exames, medicamentos e outros procedimentos necessários ao diagnóstico e tratamento da infecção pelo HIV em gestantes, bem como assistência ao pré-natal, parto, puerpério e atendimento ao recém-nascido.
Fonte: Resolução Cremesp nº 95/2000
25. Previdência (benefícios)
É justificado auxílio-doença ou aposentadoria, independente do período de carência, para o segurado que, após a filiação à Previdência Social vier a manifestar uma doença, bem como a pensão por morte aos seus dependentes. Em casos específicos, a lei faculta reforma militar e pensão especial. Também está assegurado ao HIV positivo o levantamento dos valores correspondentes ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), independentemente de rescisão de contrato individual de trabalho ou de qualquer outro tipo de pecúlio que o paciente tenha direito. Está autorizada ainda a liberação das contas do PIS/PASEP aos titulares não aposentados vitimados pela Aids. Esta liberação, porém, beneficia apenas os participantes acometidos por infecções oportunistas ou neoplasias malignas decorrentes da Aids (atestadas pelo médico e perito do INSS).
Fonte: Lei Federal n° 7.670/88/ Resolução Federal n° 02/92
26. Reprodução assistida
A autonomia do casal com sorologia positiva com o HIV deve ser respeitada pelo médico, que tem a responsabilidade de esclarecer sobre os possíveis riscos decorrentes da decisão de ter um filho. Se a escolha recair sobre reprodução assistida, o casal deve assinar a um consentimento livre e esclarecido sobre estes riscos. A inseminação intra-uterina de espermatozóides tratados de homem HIV-positivo – assim como a transferência de embriões – é cada vez mais possível com o avanço de métodos de isolamento de espermatozóides e controles virológicos. Ainda assim, estes métodos não permitem concluir que há risco zero de infecção pelo HIV, mas o reduzem de maneira significativa se comparado com relações sexuais não protegidas.
Fonte: Parecer do Conselho Nacional de Aids da França, 1999. Não há, no Brasil, até o momento (2001), nenhum parecer ético ou técnico definitivo sobre a questão.
27. Sangue testado
Os bancos de sangue, hemoterapia e outras entidades afins ficam obrigados a realizar o cadastramento dos doadores e as provas de laboratório, visando a prevenir a propagação de doenças transmissíveis através do sangue ou de suas frações. As provas de laboratório incluirão, obrigatoriamente, aquelas destinadas a detectar infecções como Aids, hepatite B, sífilis, doença de Chagas e malária.
Fonte: Lei Federal n° 7.649/88; Parecer n°14,88 do Conselho Federal de Medicina
28. Sigilo
O sigilo profissional deve ser rigorosamente respeitado em relação aos pacientes com Aids. Isso se aplica, inclusive, depois de sua morte e aos casos em que ele deseja que a condição não seja revelada sequer aos familiares. Será permitida a quebra deste sigilo quando houver autorização expressa do paciente; por dever legal (exemplo, preenchimento de atestado de óbito) ou por justa causa de terceiros (quando o paciente recusar-se a informar sua condição a parceiros sexuais ou a pessoas que compartilhem com ele seringas e agulhas para o uso de drogas endovenosas). Médicos de empresas estão proibidos de revelar as condições sorológicas dos candidatos, cabendo-lhes apenas indicar se estão capacitados ou não à vaga proposta. A intimidade, vida privada, imagem e honra das pessoas são invioláveis, sendo assegurado o direito de indenização por dano material ou moral decorrente da violação.
Fonte: Constituição Federal, art. 5°; Resolução n° 1.359/92 do Conselho Federal de Medicina Norma Técnica Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes (Ministério da Saúde, 1ª Edição, Brasília, 1998).
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Fonte de estudo:Grupo pela Vidda

Preconceito e Discriminação



No dia 15 de outubro, será realizada na Universidade Católica de Pernambuco mais uma edição do Cine Família.
O filme exibido será “Baby Love” que trata da adoção por uma casal homoafetivo.
Após a exibição da película terá início o debate sobre o tema que contará com a participação de autoridades, pesquisadores (as) e representantes de ONGs. A iniciativa busca promover a reflexão sobre o tema de forma interdisciplinar na temática de Direitos Humanos para a conscientização da sociedade no combate ao preconceito e discriminação e, consequentemente, na promoção dos ideais que valorizam a dignidade da pessoa humana no atual contexto da realidade social.
Acho que será uma boa dica de filme.
Um grande abraço a todos
Gabriela
Fonte:Instituto Papai

Doenças negligenciadas


Organização pede que os governos garantam aos pacientes com mal de Chagas o acesso a diagnóstico e tratamento

A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) recebeu com satisfação a resolução CD 49/9, aprovada na sexta-feira passada com o título “Erradicação das Doenças Negligenciadas e outras infecções relacionadas à pobreza”, através da qual os integrantes do 49º Conselho Diretor da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) reconhecem a importância de contar com estratégias mais fortes para diagnosticar e tratar a doença de Chagas. É evidente que há muitas doenças relacionadas à pobreza que foram silenciadas e ignoradas nas Américas, fazendo com que milhares de pessoas sofressem e morressem de uma gama de males preveníveis e tratáveis, como Chagas. Portanto, o fato de que os Estados membros reconhecem o vínculo entre a pobreza e as doenças negligenciadas, e reforcem seu compromisso pelo acesso ao diagnóstico e tratamento para as populações afetadas na região é um passo positivo.Estamos no ano do centenário do descobrimento da doença de Chagas, que é endêmica em 21 países da América Latina, onde se estima que aproximadamente entre 10 milhões a 15 milhões de pessoas estejam infectadas e que provoca 14 mil mortes por ano. Os programas de Chagas se concentraram tradicionalmente na prevenção da doença através do controle vetorial (a eliminação do barbeiro, inseto transmissor do parasita), assim como a análise de bancos de sangue. A prevenção não é suficiente. Precisamos diagnosticar e tratar de maneira adequada, incluindo um maior acesso ao tratamento por parte das pessoas afetadas pela doença, melhores sistemas de distribuição de medicamentos e ferramentas mais adaptadas aos contextos.A organização pede que o acesso ao diagnóstico e tratamento seja considerado uma prioridade, se a região quer realmente atender às necessidades de suas populações nas Américas. No caso da doença de Chagas, para transformar os compromissos em ações, os países devem incluir em seus objetivos e estratégias principais a integração do diagnóstico da doença de Chagas dentro do sistema de atenção primária de saúde, para assim poder proporcionar tratamento a todos os pacientes que estejam nas fases aguda e crônica da doença. Também devem reforçar as cadeias de subsídios dos tratamentos existentes nos países da região, de modo que seu acesso seja ampliado. A resolução CD 49/9 reconhece também a necessidade de mais pesquisa e desenvolvimento (P&D) para novas e mais aprimoradas ferramentas de diagnóstico e opções de tratamento. Os Estados membros concordaram em estudar uma série de planos de incentivo à P&D, em particular os que implicam a desvinculação dos gastos de P&D e o preço dos medicamentos. A organização pede também mais pesquisa e desenvolvimento de tecnologias que satisfaçam as necesidades do paciente de Chagas, tais como melhores tratamentos, diagnósticos e testes que comprovam a cura. Deve-se considerar ainda o desafio global representado por Chagas à medida que se registram mais casos nos Estados Unidos, Europa, Austrália e Japão, como resultado da imigração e da mobilidade. Espera-se que a resolução específica sobre Chagas que se espera que seja discutida durante a próxima 63ª Assembleia Mundial de Saúde (AMS), em maio de 2010, inclua as estratégias e os indicadores definidos pelos Estados membros da Opas como parte da resposta global para a doença de Chagas. Desde 1999, MSF deu início a projetos de diagnóstico e tratamento de Chagas em Honduras, Nicarágua, Guatemala e Bolívia. Atualmente, a organização trabalha em três distritos rurais em Cochabamba, Bolívia, país com a mais alta prevalência de Chagas. Eles trabalham com o Ministério da Saúde da Bolívia, em cinco centros de atenção primária, onde crianças e adultos de até 50 anos de idade são diagnósticados e tratados.
Mais informações sobre a doença de Chagas em http://www.msf.org.br/chagas2009/index.html
Fonte:MSF

Artigo:O CRIACIONISMO DE MARINA

Por:Marcelo Leite é autor de Darwin (série Folha Explica, Publifolha, 2009) Ciência - Use com Cuidado (Editora da Unicamp, 2008).

Respostas de Silva não são aceitáveis vindas da ministra de um Estado laico
Não pretendia voltar ao tema da quase candidatura de Marina Silva à Presidência da República pelo PV. Persiste, porém, a questão sobre a defesa do ensino do criacionismo em todas as escolas que teria sido feita pela ex-ministra do Meio Ambiente. Defendeu ou não?A própria Marina Silva nega, como fez no programa Roda Viva da última segunda-feira. Eu nunca defendi o criacionismo, afirmou. Disse mais: No Brasil não existe, pelo menos que eu conheça, ninguém fazendo esse movimento. Essa é uma transposição artificial de um debate que acontece nos Estados Unidos.
Marina Silva nunca escondeu -não é de seu feitio- ser fiel da Assembleia de Deus. Tem duas filhas adventistas. Aceitou convite, ainda ministra, para dar palestras no 3º Simpósio sobre Criacionismo e Mídia, promovido pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo, em janeiro de 2008.
Para um representante do Estado brasileiro, já seria imprudência tomar parte de evento com tema tão controverso, mas passe. Sua mera realização sugere estar vivo e ativo o movimento que ela nega existir. Além das palestras, Marina Silva também deu entrevista ao blog Éoqhá, feito por jovens adventistas, que transmitia o simpósio em vídeo.
Eis o endereço da entrevista: eoqha.net/criacionismo/111-entrevista-com-a-ministra-do-meio-ambiente-marina-silva. Nada melhor do que ouvir as próprias palavras da ex-petista para formar uma opinião sobre o caso.Em primeiro lugar, é preciso dizer que Marina Silva de fato não defendeu na entrevista o ensino do criacionismo, em pé de igualdade, com o ensino da evolução darwiniana. Não literalmente, nem em todas as escolas.
A questão que respondia era sobre o ensino de criacionismo em escolas adventistas, que também ensinariam a evolução, segundo o entrevistador. E, também, se essa visão diferenciada e plural a respeito da origem da vida e os elementos científicos que também podem ser atribuídos ao criacionismo implicariam demérito para tais estabelecimentos de educação.
Ciência se faz pela multiplicidade dos olhares, respondeu a então ministra. Se você coloca claramente para as pessoas que existe uma outra visão, a visão do evolucionismo, para que as pessoas tenham a liberdade de escolha, do caminho que querem seguir, não vejo nenhum demérito nisso. (...) Errado é se não fôssemos capazes de [dar] uma educação que seja plural, capaz de mostrar os diferentes pontos de vista.
Não é uma resposta aceitável, vinda de ministra de um Estado laico. Deveria fazer a distinção, fundamental, entre ensino de ciências e ensino de religião. E outras respostas na entrevista explicitam que Marina Silva não subscreve a separação entre ciência e religião consagrada como base da educação leiga e republicana.
No espaço de fé, a ciência tem todo o acolhimento. Gostaria muito que no espaço científico existisse o acolhimento para a fé que a fé dá para a ciência, disse. Não há acolhimento possível da fé pela ciência, se por isso entende-se a admissão de que existam verdades além e acima das corroboradas com observações e medidas.
Marina Silva, por fim, confessa-se adepta do design inteligente, a suposta teoria importada dos EUA: Eu acredito que Deus é o criador de todas as coisas e que esse Criador tem um projeto, que as coisas não acontecem por acaso, alhures, que existe um projeto inteligente, da inteligência divina que governa todas as coisas.

É a sua fé, e o seu direito, mas não pode ser a sua política.

Blog: Ciência em Dia cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br)
FONTE: Folha de São Paulo, 27/09/2009

Tortura Nunca Mais


O grupo Tortura Nunca Mais definiu como "mera encenação",a campanha publicitária lançada pelo governo federal.Leia íntegra aqui.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Cartas de amor....



Todas as cartas de amor são Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras, Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas.
Afinal, só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor,
É que são Ridículas.....

....Quanto a mim o amor passou
Eu só lhe peço que não faça como gente vulgar
E não me volte a cara quando passa por si
Nem tenha de mim uma recordação em que entre o rancor
Fiquemos um perante o outro
Como dois conhecidos desde a infância
Que se amaram um pouco quando meninos
Embora na vida adulta sigam outras afeições
Conserva-nos, caminho da alma, a memória de seu amor antigo e inútil

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
(Fernando Pessoa,sob pseudônimo - Álvaro de Campos)

Petrópolis no passado...


Para quem gosta de fotos antigas e história,lá vai uma dica:
No blog, Petrópolis no século XX,há inúmeras memórias fotográficas desta linda e querida cidade da região serrana do Rio.Vale muito dar uma olhada.

Um grande abraço a todos

Gabriela

segunda-feira, 5 de outubro de 2009