sexta-feira, 23 de abril de 2010

Artigo:O SUS e o sentimento de pertencimento



O direito à saúde, consagrado na Constituição e garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), vem sendo implementado pelos municípios, estados e União, muito mais em razão de um movimento sanitário composto por especialistas, secretários de saúde, conselheiros de saúde, membros do Ministério Público do que por vontade da população, em especial a mais rica.

Por que a sociedade nem sempre reconhece os direitos sociais como a saúde, a educação, a segurança pública, como um direito de cidadania?

Isso tem a ver com diversos fatores, mas também com o sentimento de pertencimento. Não há um sentimento de pertencimento da população em relação ao SUS. Todos os segmentos sociais buscam garantir, de algum modo, um plano de saúde: trabalhadores pelos seus dissídios coletivos; servidores com serviços próprios; ministério público, judiciário, parlamentares, autoridades públicas sanitárias, todos pretendem (ou já tem garantido) um plano de saúde institucional; e os secretários de saúde muitas vezes dirigem um sistema que não usam.

A classe média quando reivindica, mediante o Poder Judiciário, determinados procedimentos de saúde, principalmente os medicamentos, o faz com certo desprezo pelo sistema, sem nem querer saber quais são os seus deveres para com o SUS, uma vez que não existe direito sem um correspondente dever.

Não lhe importa saber se para obter um serviço do SUS deve-se acessá-lo pelas suas portas de entrada e respeitar o princípio da integralidade da assistência terapêutica que pressupõe um conjunto de ações articuladas e contínuas e não um fracionamento de atos, descolados de diagnósticos e terapêuticas indicados pelos profissionais da saúde pública. Seria impensável em países como a Inglaterra e Espanha, alguém escolher ou pretender para si apenas este ou aquele procedimento sanitário público prescrito por profissional da saúde privada.

E o Judiciário – sem se debruçar sobre os princípios e diretrizes do SUS, dentre eles o da integralidade que garante medicamentos como uma decorrência da assistência terapêutica que, por sua vez, pressupõe haver um paciente em tratamento no sistema de saúde público – acolhe todos os pedidos, sem se dar conta de que está rompendo com a organização do SUS e com o princípio da igualdade daquele que, cumprindo seus deveres, entra no SUS pela sua porta de entrada, como em qualquer país que garante o acesso universal à saúde.

Essa ausência fundamental do sentimento de pertencimento ao SUS e daqueles que acham que o SUS é para a sua empregada doméstica, produzirá um SUS pobre para pobres. E enquanto o Judiciário não perguntar como esse Sistema está organizado, apenas referindo-se ao amplo conceito do art. 196 que também caracteriza a saúde como decorrência de políticas sociais e econômicas que evitem o risco de agravo à saúde; e garantir o direito à saúde às pessoas porque elas são “hipossuficientes”, e não porque são cidadãs que devem ter seus direitos garantidos e deveres a cumprir, estará contribuindo para a sua desorganização.

Lembramos que dentre os princípios do SUS temos políticas de saúde discutidas nos conselhos de saúde; integralidade da atenção a ser garantida numa rede interfederativa de serviços, e não apenas por um determinado município; integralidade que deve ser respeitada tanto pelo sistema público quanto pelo cidadão que não pode pretender procedimentos fracionados.

O ideal não pode ser ter renda para garantir um plano de saúde, mas sim ter consciência social; isso faz com que a sociedade se isole do SUS e se desinteresse de seu financiamento o qual deve garantir um padrão integralidade de atenção à saúde discutido por todos.

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Por:Lenir Santos - Coordenadora do Instituto de Direito Sanitário Aplicado – IDISA; Coordenadora do Curso de Especialização em Direito Sanitário da UNICAMP-IDISA; ex-procuradora da UNICAMP.

Dê uma atenção para esta matéria....

"Reproduzo, abaixo, a íntegra da Representação que o Movimento dos Sem Mídia fez à Procuradoria-Geral Eleitoral pedindo investigação das pesquisas de intenção de voto para presidente da República feitas neste ano pelos quatro mais importantes institutos de pesquisa do país – Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi."


Delegacia da Mulher em Petrópolis/RJ



O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Condim) apresentou em uma reunião ocorrida nesta semana o relatório que resume o trabalho da entidade em prol da instalação de uma unidade da Delegacia da Mulher. O assunto também foi pauta da última reunião do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGI-M) e do Conselho Municipal de Segurança. “O governo municipal e diversos setores da sociedade civil estão integrados para que a instalação da Delegacia da Mulher se torne uma realidade. O direcionamento do prefeito Paulo Mustrangi é trabalhar políticas públicas em prol da defesa e da qualidade de vida das mulheres petropolitanas”, afirmou a coordenadora do Centro de Referência da Mulher, Eliete de Souza. Os números ressaltam a importância da instalação da Delegacia da Mulher em Petrópolis. Durante o período de março de 2007 a março de 2010, foram atendidas 2.477 mulheres vítimas de violência. “Grande parte não tem coragem de denunciar por receio de chegar as delegacias. Isso deve mudar e a Delegacia da Mulher seria uma solução para esses casos”, salientou Eliete.O encontro contou com a presença de Inês Boynard, que representou o Rotary Itaipava e que “já se colocou à disposição para participar desta luta em prol das mulheres”. As reuniões ordinárias do Condim acontecem todas as terceiras segundas-feiras do mês, às 9h, no auditório do Centro de Referência da Mulher, que fica na Rua Santos Dumont, 100 – fundos.

Fonte:Tribuna de Petrópolis

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Descobertas de um querido paulistano....


Última entrevista concedida por Monteiro Lobato

Entrevista concedida por Lobato a Murilo Antunes Alves, da Rádio Record, em 1948.

Dias depois, o escritor morreria.

Ouça a íntegra aqui:Blog - De cara no muro
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Comentário:Maravilhoso Alf!
Um grande beijo.
Gabi

Artigo:VÃO-SE OS ANÉIS, FICA O PACOTE

Por:DEBORA DINIZ -Professora da UNB
Pesquisadora da Anis: Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero
Para aprovar sua reforma da saúde, Obama teve de excluir o aborto do plano de cobertura.Essa foi uma semana histórica para os EUA. A frase que se escuta é “temos agora um sistema de saúde”. Aqueles que resistem ao que certamente será uma das principais conquistas do presidente Obama fazem projeções de que o país caminha para o socialismo. Muito distante de uma mudança política radical como essa, o que se reconheceu foi a proteção a uma necessidade social básica, a saúde. Mas no pacote de serviços a serem garantidos pelo Estado excluiu-se o aborto. Horas antes da votação final na Câmara os Deputados, Obama assinou um documento reafirmando seu compromisso de que a assistência ao aborto estaria fora da cobertura.
As mulheres nos Estados Unidos têm o direito de optar pelo aborto, mas terão que pagar pelos medicamentos ou atendimentos médicos. O impacto é imediato para as mulheres mais pobres e imigrantes, para quem o sistema público de saúde é o único recurso acessível. A pergunta óbvia é: por que excluir o aborto? Assim como acontece no Brasil com a revisão do Terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3),o aborto é um tema que rapidamente os governantes cedem à pressão política. É uma questão moral considerada perigosa, que desagrega e, no caso dos Estados Unidos, afastaria da aprovação do projeto de reforma da saúde não só os republicanos, mas também os democratas conservadores. Por trás dos acordos políticos, entretanto, está a negação da proteção a uma necessidade básica de saúde que somente atinge as mulheres – o direito ao aborto.
Por particularidades da legislação americana, não se pode classificar essa exclusão dos serviços de aborto como um ato de discriminação contra as mulheres.Há um embaraço em torno das proteções legais à mulher grávida, um espaço favorável à negociação política que resultou na exclusão dos serviços. Mas em termos éticos é correto falarmos em discriminação, pois a decisão atinge diretamente a saúde reprodutiva das mulheres. Raciocínio semelhante, porém não sustentável no debate político, seria propor a exclusão de serviços específicos de pediatria ou de geriatria, tais como cirurgias para neonatos ou internações prolongadas para idosos. Não tenho dúvida de que exclusões deliberadas de serviços cujos resultados atingem uma parcela específica da população são discriminatórias.
Mas o que está por trás dessa decisão paradoxal dos Estados Unidos é uma compreensão equivocada de democracia. E para entender esse fenômeno, o caso brasileiro com o PNDH-3 é exemplar.O programa de direitos humanos é um conjunto de recomendações políticas sobre como fortalecer a cultura dos direitos humanos no Brasil. Não tem força de lei, mas seu papel é constranger moralmente os governantes sobre as fragilidades dos direitos humanos para grupos específicos e sobre determinados temas. Foi nesse contexto que se provocou a história da ditadura, a questão agrária, a laicidade e o aborto.
Diferentes grupos e interesses sentiram-se ameaçados como constrangimento provocado pelo plano, mas nenhum tema fez tão rapidamente o governo federal recuar quanto a questão do aborto. A razão é simples – a moral religiosa é mais forte que a cultura dos direitos humanos no Brasil.Ameaçar a hegemonia católica sobre o aborto em ano de eleições é um ato temerário.O anúncio de revisão do plano é já a prova desse recuo de forças. Há, contudo, uma ameaça à democracia nesse jogo político, pois se ignora que a plataforma de direitos humanos do país não é determinada por valores religiosos ou pessoais de seus governantes, mas pela Constituição Federal e pelos acordos internacionais assinados pelo Brasil nas últimas décadas.
A descriminalização do aborto é um compromisso do país por duas razões simples e seculares. A primeira, porque protege uma necessidade de saúde básica– a de não morrer por um aborto realizado em condições inseguras. A segunda, porque protege nosso marco constitucional que reconhece o direito à liberdade e à dignidade das mulheres.
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Fonte:O Estado de São Paulo, (28/3/2010)

Homens e Masculinidades em pauta...


6º Seminário Nacional "Homens e masculinidades: práticas de intimidade e políticas públicas"


Recife, 1 a 4 de setembro
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Organização:

Instituto PAPAI

Núcleo Gema/UFPE

PromundoNúcleo Margens/UFSC

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Parceiros:

Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO)

Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFPE

Rede de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG)

Fórum LGBT de Pernambuco

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Apoio:

Fundação Ford

Ministério da Saúde/Área Técnica de Saúde do Homem

Secretaria Especial de Políticas para as mulheres
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LINK:

Eu fui conferir e recomendo....

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Comentário importante recebido...


Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Triste depoimento, de um jovem Policial Militar do...": ¨


Infelizmente essa é uma realidade em que nós políciais vivemos, sou Polícial Civil no estado do RS, sei como é ser policial, cobram o maximo de nós, mas nos tratam como a escoria da sociedade, como quer que sejamos tudo de bom se nos tratam com despreso e nos olham com olhares recreminadores???Você confiaria o seu filho a uma Babá que vc trata como um lixo??claro que não, assim somos nós, as pessoas lembram daqueles que salvam suas vidas, mas esquecem daqueles que dão a sua por eles, verdadeiros herois no anonimato é o que somos, que enfrentamos a morte todos os dias a fim de resolver conflito dos outros, somos pau pra toda obra,vivendo ignorado pelo governo, e pelo povo que nos malham todos os dias, mas quando o bicho pega é pro 190 que eles ligam e em um balcão de delegacia é que vão despejar suas frustações.
Infelizmente em um país como o nosso que se diz Democratico e de livre espressão, não podemos nos identificar, mas o que fica é a memoria em cada um.

Um Policial Civil
Porto Alegre-RS

Comentário importante recebido...

TRANSPORTE URBANO EM PETRÓPOLIS NOS ANOS 50/60 - Continua assim nos dias de hoje,uma carroça!
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Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Petrópolis - Ônibus: falta dinheiro até para pagar...":

Só a setranspetro vê essa preocupação q as empresas de petropolis tem com o usuario, estão cagando e andando, tbm naum existe fiscalização alguma, são trocas de favores. O POVO é q se f...!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Artigo:Insensibilidade e descaso até na morte dos nossos policiais (Archimedes Marques)

A árdua missão policial fielmente desempenhada e tão cobrada pela sociedade brasileira continua sendo incompreendida por muitos. Os caminhos tortuosos e espinhosos seguidos pelas policias parecem ser intransponíveis e intermináveis.
Infelizmente há ainda uma tradição arraigada no âmago do povo em generalizar que a Polícia é ineficiente e corrupta, que os nossos policiais são ignorantes, irresponsáveis, arbitrários e criminosos, por isso muitos até torcem pelo nosso fracasso.
Para boa parte da população policial é sinônimo de bandido, de algo imprestável, um reles ser do submundo da sociedade e pouco se importam com os seus problemas, ou seja, são tais pessoas insensíveis na vida e até na morte dos nossos policiais.
Quando morre um policial na maioria dos países desenvolvidos ocorre um verdadeiro desfile de despedida pelas principais avenidas da cidade em agradecimento aos seus relevantes serviços prestados à sociedade, com o seu caixão exposto em caminhão do Corpo dos Bombeiros, sirenes e batedores dos carros policiais ligados, seus colegas trajando farda de gala, com a presença dos chefes de Polícia, Prefeito, Governador e demais autoridades, além da cobertura da imprensa local. A população pára tudo o que está fazendo e aplaude homenageando a passagem do féretro do herói morto com muita comoção.
A viúva e seus filhos nunca são desamparados pelo Estado, muito pelo contrário, além da pensão justa relativa ao próprio digno salário do morto, ainda recebem bons seguros de vida que obrigatoriamente são feitos pelo poder público e, quando morrem em serviço defendendo o povo, aí é que esses valores duplicam.
Entretanto, quando morre um policial aqui no nosso País, mesmo em serviço, defendendo a sociedade dos criminosos não aparece autoridade alguma, somente a presença dos seus familiares, amigos ou colegas de profissão e, em ocasiões especiais os chefes de Polícia. Imprensa só de quando em vez faz a cobertura do evento fúnebre.
Até o próprio povo se impacienta e se chateia quando os colegas do policial morto querem lhes prestar uma condigna última homenagem, como foi um caso recente ocorrido aqui na nossa região em que um policial civil ao interferir num assalto fora abatido pelos marginais e, no seu cortejo fúnebre bem organizado com a Polícia Militar parando o trânsito até o cemitério, escutei perfeitamente de um motorista apressado que estava numa rua paralela sem poder passar por alguns instantes e que falou em alto e bom som: QUANTA PALHAÇADA. ATÉ NA MORTE ELES ATRAPALHAM O TRÂNSITO!... Outros motoristas, motociclistas ou transeuntes apenas assistiam com semblante alheio, raivoso, indiferente ou insensível o cortejo passar “atrapalhando o trânsito” e atrapalhando os seus preciosos tempos...
Nossos policiais e seus familiares não são apenas abandonados, desprezados e renegados por grande parte da sociedade, são de igual modo, tratados em descaso pelo Poder público. Em vida são humilhados e desvalorizados profissionalmente com salários não condizentes com a importância do cargo. Na morte, além dos desprezos citados, os herdeiros que possuem direitos aos seus baixos salários transformados em pensões são até diminuídos com a perda de certas gratificações, fato que também ocorre quando os policiais são feridos em batalha contra o crime e ficam inválidos para o resto das suas vidas. De pronto perdem logo o adicional noturno e a gratificação de periculosidade, quando o certo, por uma questão de gratidão e justiça era incorporar tais gratificações nas suas pensões.
O policial vê mais sofrimento, sangue, problemas e alvoradas do que qualquer outra pessoa. Trabalha independente das condições de tempo ou de lugar, mas a sua maneira de ver a vida em proteção da sociedade continua a mesma apesar dos percalços na sua caminhada. Na maioria das vezes é entristecido por conta das desilusões encontradas, mas no fundo é um forte, sempre esperando por um mundo melhor.
A sociedade brasileira precisa confiar mais na sua Polícia. Tem que ver e sentir a Polícia à luz do valor da amizade, pois os nossos policiais lutam o morrem por ela em busca paz social, enquanto que, por sua vez, o poder público deve ver a Polícia como valorosa instituição pagando salários dignos aos seus membros, como já ocorre em raros Estados da Nação, assim valorizando e respeitando-os na vida e na morte.
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Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe.
Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Tuberculose


A tuberculose e o desenvolvimento de novos tuberculostáticos em Far-Manguinhos (FIOCRUZ)

Por:Marcus Vinícius Nora De Souza

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Resumo:O presente artigo tem como objetivo apresentar a importância atual da tuberculose no cenário da Saúde Pública Mundial, bem como alguns trabalhos desenvolvidos na busca de novos tuberculostáticos em Far-Manguinhos (FIOCRUZ) no Rio de Janeiro.

Leia a íntegra do artigo,aqui.

sábado, 10 de abril de 2010

Poesia para a mente.....


O meu cantar


Vou cantar os madrigais
Para ver se o amor se encanta
Com um beijo de um rouxinol
Que de tão alegre voa, voa
E perfumar com alfazemas
o caminho por onde passas
Para ver se tu desperta
deste sonho tão sem graça
E assim eu vou seguindo
Suavemente, eu e o vento
Deixando palavras soltas pelo ar
de mágias e encantamentos
E com o brilho dos teus olhos
me encher de esperança
Para ver bem lá no fundo
um novo dia que desponta

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Poetas:Christine Fujiwara e Francis Ferreira

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Cuidados à terceira idade será tema de curso na UERJ



Os avanços no campo da saúde e a redução da taxa de natalidade no país colaboraram para o aumento da expectativa de vida do brasileiro. A participação de idosos com 75 anos ou mais no total da população já atinge os 4 milhões e estima-se que em 2020 a população com mais de 60 anos chegue a 30 milhões de pessoas (13% do total).
Com isso, a demanda por pessoas capacitadas em desenvolver ações de cuidado domiciliar e apoio para as atividades diárias de idosos é cada vez maior. Para proporcionar e reciclar a capacitação de pessoal, cuidadores e familiares de idosos dependentes, estimulando sua autonomia e independência, a UERJ, através da sua Universidade Aberta da Terceira Idade – UNATI – oferece o curso de Orientação e Informação para Acompanhantes e Familiares de Idosos, coordenado pela professora Sandra Rabello de Frias.
O curso, voltado para familiares e pessoas interessadas em adquirir conhecimento sobre como cuidar de idosos, priorizando sua qualidade de vida, será realizado às segundas, quartas e sextas-feiras, entre 26 de abril a 30 de junho, das 18h às 20h30. Seu valor à vista é de R$ 229,50, ou em 3 parcelas de R$ 85,00.
As inscrições podem ser feitas pela internet, no site do Centro de Produção da UERJ, http://www.cepuerj.uerj.br/ até o dia 16 de abril. Para mais informações, acesse a página do Centro de Produção http://www.cepuerj.uerj.br/, envie um e-mail para cepuerj@uerj.br ou telefone para (21) 2334-0639.

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CENTRO DE PRODUÇÃO DA UERJ
Rua São Francisco Xavier, 524, 1º andar, bloco A, sala 1.006
Maracanã - Rio de Janeiro - RJ
Atendimento de 9h às 18h
Informações - Tel.: (21) 2334-0639 ou pelo site: http://www.cepuerj.uerj.br/

segunda-feira, 5 de abril de 2010

E-mail recebido:

Valdecy Alves deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Artigo:A violência no Brasil. Causas e recomendaçõ...":
Olá!
Recentemente o Instituto Sangari publicou estudo sobre a violência nos últimos 10 anos no Brasil. Dados alarmantes, que demonstram que a violência que nos assusta no local onde moramos é um fenômeno nacional. O QUE ESTÁ ACONTECENDO? ALGUMAS REFLEXÕES? QUAL O PAPEL DE TODOS? Leia! Divulgue e deixe seu comentário:www.valdecyalves.blogspot.com
Veja um vídeo do qual participei comentando sobre a violência na mídia: http://www.youtube.com/watch?v=ljsdz4zDqmE
FELIZ PÁSCOA PARA TODOS! Não deixe de seguir o meu blog e assinar o feed.

domingo, 28 de março de 2010

Pílula Contraceptiva


Ministério da Saúde deve ampliar distribuição da pílula contraceptiva
de emergência


Na prática, Governo brasileiro peca pela falta de posicionamento a favor do método


No ano do cinquentenário da pílula anticoncepcional, a pílula contraceptiva de
emergência é destaque em serviços e programas de saúde por todo o mundo, mas ainda
enfrenta resistência em países de política conservadora. Caso do Brasil, onde o
Ministério da Saúde pretende distribuir cerca de meio milhão de cartelas do
medicamento em 2010. Segundo reportagem do portal iG São Paulo, serão 458 mil
cartelas com dois comprimidos entregues pelo serviço público de saúde. A iniciativa do
Ministério da Saúde deve ampliar o acesso das brasileiras ao método contraceptivo de
emergência, mas ainda é preciso resolver o problema da falta de informação sobre o seu
funcionamento e a sua utilização.
Enquanto o Governo do Peru publicou recentemente nota oficial declarando o caráter
não-abortivo da pílula do dia seguinte, o maior mito sobre o uso do medicamento ainda
paira entre grande parte da população brasileira. A resolução do ministério da saúde
peruano, baseada na pesquisa atualizada sobre o uso do medicamento enviada pela OPS
- Organização Panamericana de Saúde, comunica que “existe certeza que o uso do
levonorgestrel como contraceptivo oral de emergência não é abortivo e não produz
efeitos secundários mortais ou danosos”. O comunicado destaca o informe da Dirección
General de Salud de las Personas, segundo o qual “é determinante garantir às/aos
usuárias/os a idoneidade dos procedimentos de orientação/ aconselhamento nos serviços
de saúde, a fim de que os mesmos se organizem e provejam serviços acessíveis e de
qualidade em que se abranja toda gama de anticonceptivos, incluindo a Anticoncepção
Oral de Emergência”, indicada, entre outros, “para os casos de violação, violência
sexual familiar, relação sexual sem proteção, ruptura do preservativo, ou quando se
esqueceu de tomar mais de duas pílulas contraceptivas de uso regular.”
O Ministério da Saúde brasileiro, apesar de recomendar o uso da contracepção de
emergência, nunca se posicionou de forma tão efetiva quanto o peruano. A falta de
acesso ao método contraceptivo de emergência no Brasil representa o atraso do país em
relação ao tema e revela a contradição entre o que se prega nas cartilhas do Governo e o
que realmente se faz na prática. Tentar barrar ou derrubar leis inconstitucionais que
prejudicam o acesso à anticoncepção de emergência é hoje uma das frentes de maior
atuação de ONGs e grupos de direitos sexuais e reprodutivos e direitos das mulheres no
país. Desde 2008, a CCR – Comissão de Cidadania e Reprodução lida com a criação de
leis municipais proibindo a distribuição da pílula do dia seguinte nas redes municipais
de saúde, casos como os de Jundiaí, Pirassununga e Ilhabela.
No último dia 12, em entrevista para o portal iG São Paulo, a diretora da CCR,
Margareth Arilha, afirmou que “a contracepção de emergência tem grande potencial
para prevenir gestações que são efetivamente indesejadas, reduz a possibilidade de
mulheres – em especial as mais jovens e as mais pobres – recorrerem a um abortamento
inseguro”. Margareth observa, ainda, que a AE “é um método reconhecido pela OMS
(Organização Mundial de Saúde), mas que deve ser usado em situações especiais. Não
pode ser de forma programada ou em substituição de um método de rotina”.
A articulação de organizações como a CCR foca também na importância da educação
sobre o método. Ainda é fraca a iniciativa do Governo neste sentido e a população, em
especial a feminina, acaba privada de mais um método contraceptivo moderno e seguro,
adotado pelos países desenvolvidos - caso dos Estados Unidos - como parte de seus
programas de planejamento familiar e educação sexual.
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Fonte:CCR

quinta-feira, 25 de março de 2010

Um belo texto para ser lido.....


A natureza e a natureza humana

Escrito por Adriano Alves

Sempre que se fala na grandiosidade das realizações humanas me pergunto se a humanidade é realmente grandiosa ou se tudo depende do ponto de vista em que olhamos as coisas.
De um lado temos o fato de que nossa sociedade construiu o que hoje entendemos por nosso mundo. É simplesmente impressionante observar que há apenas alguns milhares de anos atrás a humanidade mal tinha "inventado" o comércio, as leis e as grandes cidades.
Em um pequeno lapso de tempo, vimos um mundo selvagem e inexplorado se transformar em um grande parque de diversões. Gigantescas cidades, com arranha-céus desafiando o azul celeste. Vimos o transmudar da noite em dia, por meio da energia elétrica. Presenciamos a cura de doenças, o mapeamento do DNA humano, o desenvolvimento da clonagem de seres vivos. Vimos os meios de transporte inteligarem o mundo em questão de horas. Assistimos o nascer de inúmeros meios de comunicação e divulgação de idéias. Vimos o proprio nascer dessas tantas idéias a serem divulgadas. Presenciamos o rádio, a televisão, o telefone e agora a intenet interligar o mundo e as pessoas.
Feitos notáveis. Criações grandiosas que surgiram na mente dos membros da humanidade. Meros sonhos e divagações tornados realidade no pequeno alvorecer de uma espécie. Criações que nos deram a prepotência de acharmos que somos o tudo. Que sabemos sobre tudo. Prepotência de sermos o que quisermos. Natureza humana prepotente, uma das maiores criações.
Sob esta ótica a humanidade é Grandiosa. Forte. Auto-Suficiente. Magnifica. Senhora do tempo e do espaço. Capaz de feitos notáveis que a cada criação, a cada nova resposta, nos tornaria mais parecidos com o grande criador do Universo: Deus (nome mais usual).
Mas apenas sob esta ótica somos tão grandiosos. Apenas sob a pálida luz do que já realizamos podemos pensar que a humanidade é senhora de alguma coisa. Se atentarmos para as ironias do que chamamos de existência, veremos que a humanidade sequer é senhora dela mesma.
Ao mesmo tempo em que nós, como conjunto. como sociedade somos tão hiperlativos em nossas realizações. Tão capazes de tudo. Tão arrogantemente prepotentes. Somos, também, frágeis e incapazes diante do poderio da natureza e diante das incertezas do que seria o mundo e a existência e do que seria Deus.
Um rápido vislumbre pelos acontecimentos do quotidiano nos mostra que nossos arranha-céus e grandes construções caem como cartas de um baralho diante de tempestades, tsunamis e terremotos. Que nos digam o centro da China, o sudeste da Ásia e agora o Haiti, que ainda tenta se calar.
A rápida olhadela pelo dia-a-dia nos mostra, ainda, que nossos velozes meios de transporte dependem de bom tempo para serem tão rápidos. Nossos meios de comunicação são facilmente afetados por fenomenos da natureza, tais como uma gigantesca descarga eletrica de uma núvem carregada ou até mesmo pela ação de uma pequena árvore na esquina de nossas casas que desconecta o cabeamento telefônico. Não somos tão, tão, tão, seja lá o que for que sejamos.
Disso exsurge uma única conclusão: Tão grandiosos? Mas em relação a que somos tão grandiosos assim?
E tudo isso sem falar nas dúvidas e incertezas insondáveis que cercam a alma de cada um dos indivíduos dessa grande humanidade poderosa. Tantas criações, tantas respostas, mas nem umas e nem outras calam as eternas dúvidas da natureza humana: quem somos, de onde viemos, para onde vamos após a morte, Deus existe? Essas dúvidas que teimam em existir diminuem nossas criações, encolhem nossa grandiosidade e apequenam nossa natureza pessoal.
Assim é a natureza humana. Grandiosa apenas sob seus próprios olhos. Pequena sob a ótica do mundo, menor ainda sob a ótica do universo e sei lá o que pela ótica divina (para aqueles que entendem que haja ótica divina).
Precisamos repensar nossos paradigmas. Repensar nossos valores. Repensar nossa importância no mundo. Precisamos ver que a natureza, o mundo, o universo e quem criou tudo isso chegou bem antes da gente. Necessitamos urgentemente constatar que até podemos ser a síntese de tudo, mas não podemos existir sem a natureza e Deus (ou o nome que queiram), pois eles são nossa tese e nossa antítese. Sem eles não existiríamos. Sem eles seríamos a antitese do nada.

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Fonte:http://www.textolivre.com.br/artigos/23186-a-natureza-e-a-natureza-humana

quarta-feira, 24 de março de 2010

24 de Março - Dia Mundial de Combate à Tuberculose

Direto do blog do Victor....




Texto escrito por Juca Kfouri

Você acredita que o Rio-2016 esteja mesmo em risco por causa do projeto do deputado Ibsen Pinheiro?
Que a emenda do deputado gaúcho prejudica o Rio, o Espírito Santo, e até São Paulo, é fora de dúvida.
Que o pré-sal não tem nada a ver com a Olimpíada no Rio também está claro, tanto que pararam de falar disso depois que foi devidamente lembrada a antecedência da candidatura carioca em relação à descoberta de petróleo na camada. Mas o barulho que se faz em torno do assunto, de tal tamanho que nem fica bem chamá-lo de soneto, revela nossa incapacidade para produzir políticos de novo tipo.
A atuação de Sérgio Cabral Filho é patética, digna de um canastrão da pior qualidade.
O governador que não se abalou de sua mansão em Mangaratiba (avaliada em R$ 4 milhões) quando houve a tragédia de Angra dos Reis (50 mortos) na passagem do ano, porque não queria parecer, segundo ele mesmo, "demagogo", chorou pelos royalties perdidos (R$ 7 bilhões) e convocou, com direito a ponto facultativo, os funcionários públicos a participar da manifestação "espontânea" de ontem à tarde.
Alguns desses funcionários públicos que foram espancados na greve dos professores fluminenses em setembro passado e que perguntam como pode alguém, de família de classe média, que começou sua vida como jornalista e logo ingressou na vida pública ter o padrão de vida que tem o governador.
Não satisfeito, Cabral descobriu que assim não teremos a Olimpíada na Cidade Maravilhosa, coisa para a qual o COI não deu a menor pelota, tanto que declarou oficialmente ter garantias do governo federal.
Igual papelão fez o COB, que engrossou a choradeira do governador e acenou com uma hilariante quebra de contrato.
Nada de novo, aliás, porque o mesmo Carlos Nuzman que age deste modo agora disse na semana passada que o Pan-2007 não deixou legado porque assim não exigia a Odepa, diferentemente do COI em relação à Olimpíada-2016. Não é de pasmar?!
Em bom português, estamos vendo uma escalada cujos nome são chantagem ou terrorismo.
Chantagem pura e simples, terrorismo com as perspectivas dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo.
Certamente se o Senado aprovar como está a emenda de Ibsen Pinheiro, e Lula não vetá-la, o Rio perderá muito, dinheiro que fará falta para manter o alto nível de segurança pública do Estado fluminense, assim como suas boas escolas e ótimos hospitais e estradas, para não falar dos aeroportos, saneamento básico etc. Só não se sabe o que é pior: se a demagogia em curso de Cabral ou o silêncio inicial de José Serra.
Sim, porque o governador de São Paulo chegou a dizer que sabia da emenda apenas "pelos jornais", saída tosca para não se posicionar.
Claro que não era mera omissão, tão a gosto dos políticos que não querem se comprometer.
Era mentira mesmo, porque ninguém pode acreditar que um tema de tal importância não seja acompanhado de perto pelo governador do Estado mais poderoso do Brasil e, ainda por cima, candidato à presidência da República.
E de políticos desse tipo o país está farto, ou, isto é, deveria estar, porque continua a elegê-los.

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Artigo:A Polícia precisa da participação popular para melhor proteger o idoso

A Lei 10.741, de 1º de outubro de 2003, mais conhecida como Estatuto do Idoso representa uma mudança significativa no sistema protetivo dessa vulnerável camada social, contudo, apesar de contar com mais de seis anos em vigor continua sendo pouco divulgada e não muito respeitada por parte considerada da população brasileira.
É obrigação da família, da sociedade e do poder público, zelar e assegurar com absoluta prioridade o efetivo direito à vida do idoso, assim como a sua saúde, alimentação, educação, cultura, cidadania, esporte, lazer, trabalho, liberdade, dignidade, respeito e a convivência familiar e comunitária, além da prioridade no atendimento público e privado.
Apesar desses direitos e garantias constituídos, do rigor penal do Estatuto do Idoso e do próprio Código repressivo brasileiro que complementa as diversas punições para os seus transgressores, essa classe social continua sendo desrespeitada e vítima dos mais diversos tipos de violência e maus tratos, tanto no âmbito social e familiar quanto na área das entidades públicas e privadas diversas que agem como se estivessem acima da Lei.
O idoso é vítima fácil para todas as espécies de marginais. Constantemente sofre lesões corporais, injúrias, homicídios, latrocínios, roubos, furtos e golpes de estelionatos ou fraudes diversas.
No âmbito familiar não é diferente. Por vezes os próprios filhos, netos ou parentes próximos dos idosos, além da prática dos maus tratos físicos e psicológicos, usando de artifícios e fraudes, de posse de procurações ardilosas passam a administrar os seus bens e proventos ou realizam empréstimos em nome desses desviando o dinheiro em benefícios próprios.
Resta ainda a problemática freqüente em que muitos familiares ao saírem de casa, trancam os idosos sozinhos que por vezes estão acamados, em cadeiras de rodas ou seriamente doentes, tratando-os como verdadeiros animais inclusive deixando-os a passar fome ou em situação de higiene totalmente subumanas.
A Polícia está atenta a qualquer tipo de ocorrência envolvendo o idoso, não só na esfera familiar, como nas ruas, em bancos, transporte coletivo e outros locais públicos, entretanto precisa ainda mais da ajuda de toda a população para tomar conhecimento de tais ilícitos. Os olhos do povo têm que ser a extensão dos olhos da Polícia.
Deve, cada vez mais, a população por uma questão de Justiça e respeito, abandonar a postura passiva frente a tal problemática tomando para si o sofrimento e maus tratos que ainda se praticam contra essa classe social, agindo com mais sensibilidade, consciência, para denunciar com mais freqüência as diversas ilicitudes pelas quais passam os nossos idosos que por vezes preferem calar e até desmentir as suas próprias dores para não prejudicar outras pessoas.
Espoliados, vilipendiados e humilhados, na condição de dependência daqueles com quem vive, ou sobrevive, muitos idosos recuam e omitem informações por medo, resquícios de amor para com seus familiares, falta de amor a sua própria vida, ou até mesmo por impossibilidade absoluta de fazê-lo como é o caso dos idosos prostrados em leito sendo maltratados ou aqueles deficientes mentais e certos deficientes físicos mantidos em família como espécie de cárcere privado.
Todas as Polícias podem receber as denúncias das ilicitudes praticadas contra os idosos para as primeiras providencias, entretanto, para cumprimento e iniciação dos procedimentos investigativos criminais, temos nas principais cidades do país as Delegacias Especializadas de Proteção ao Idoso, e quando não, as Delegacias de Policia comuns que dão conhecimento dos fatos devidamente apurados ao Judiciário para punição aos transgressores.
As denuncias também podem ser feitas para o Ministério Público, OAB, Defensoria Pública, Guardas municipais, Conselhos Estaduais ou Conselho Nacional do idoso, Igrejas, Associações de classes inerentes ou para os diversos órgãos municipais que realizam o trabalho social, que por certo endereçarão o problema para a Polícia Judiciária iniciar a investigação pertinente.
Não bastasse toda essa problemática que vai de encontro as Leis e aos direitos do Idoso, ainda existe a questão da luta pela reposição das perdas salariais que são frequentemente desrespeitadas, com aposentadorias ínfimas e com Projetos de Lei que visam melhoria para a classe que se arrastam no Legislativo por anos sem solução, bem como da falta de educação e sensibilidade do povo que frequentemente o descrimina em diversas áreas sociais.
Todo idoso tem a sua história de vida, experiências diversas e, os seus conselhos e ensinamentos também devem ser mais observados e seguidos. O idoso é antes de tudo um sobrevivente desse mundo tão conturbado, um exemplo para todos. O respeito aos seus direitos é o mínimo que podemos ofertá-los.
Só uma luta vigilante e permanente das entidades de classe inerentes com mobilizações constantes e ajuda do povo para cobrança de providencias pelo poder público, além da exaltação e amor próprio no âmbito dessa camada social são capazes de configurar um novo olhar, um olhar dignificante e merecedor para os nossos queridos idosos que são os nossos irmãos, pais, tios, avós, parentes, amigos, cidadãos e, seremos nós num futuro próximo, se tivermos sorte, caso a morte não antes nos leve.

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Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe.
Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) – archimedesmarques@infonet.com.br - archimedes-marques@bol.com.br - archimedesmelo@bol.com.br
Fonte: http://www.infonet.com.br/

Pesquisa:Mulheres que abortam são maltratadas no serviço de saúde

Devido ao despreparo de profissionais e à discriminação, mulheres que recorrem ao aborto induzido no país são maltratadas ou atendidas inadequadamente no sistema de saúde.

Essa é um das conclusões de uma tese da enfermeira Simone Mendes Carvalho, defendida na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O estudo mostra que há demora no atendimento dessas mulheres e que elas são submetidas a procedimentos sem anestesia. Geralmente são mulheres de baixa renda que abortaram.

A enfermeira entrevistou 16 mulheres que tiveram 44 gestações e abortaram 22 vezes, procedimento ilegal no Brasil. Na maioria dos casos, elas tinham menos de 20 anos, alegaram não ter condições de sustentar um filho ou instabilidade no relacionamento com o parceiro. As entrevistadas são moradoras de Cabo Frio, na Região dos Lagos, no norte fluminense, com renda entre um e dois salários mínimos.

De acordo com ao estudo, os 22 abortos foram realizados em condições de risco. Entre as técnicas utilizadas estão a ingestão de comprimidos, chás abortivos, clínicas clandestinas e técnicas populares com a introdução de talo de mamona ou gaze.

Em pelo menos dez casos, os resultados desses métodos foram complicações médicas, com hemorragias, cólicas, dores fortes e desmaios. Encaminhadas posteriormente a uma unidade de saúde, as mulheres definiram o atendimento como péssimo ou ruim.

“Olha, não recebem bem porque sabem que o aborto foi provocado, por mais que você tente dizer que não, eles sabem, porque são profissionais, né? E para te dizer, eu fiz a curetagem a sangue frio”, conta uma das entrevistadas.

Para a pesquisadora da Fiocruz, o mau atendimento reflete o julgamento moral que os profissionais fazem sobre quem abortou. Esse tratamento, seguido das práticas arriscadas para interromper a gestação, desestimula as mulheres a procurar o serviço médico e aumenta o número de mortes em decorrência do procedimento.

De acordo com o Ministério da Saúde, o aborto é a quarta causa de morte materna no país e a terceira no estado do Rio.

“Em primeiro lugar, a equipe tem que salvar a vida. Independentemente do que o paciente tenha feito. Caso contrário, os bandidos que chegam baleados nas emergências não seriam atendidos”, criticou a pesquisadora.”Eles tratam mal porque fazem juízo de valor”.

O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) reconhece o problema no atendimento e admite que cerca de 80% das pacientes que fizeram o procedimento, até mesmo aquelas com autorização judicial, são hostilizadas de alguma maneira nas unidades.

“Não há acolhimento. Elas sofrem preconceito”. De acordo com a vice-presidente do Coren do Rio, Regiane de Almeida, acabar com o problema requer mudança cultural e estímulo.

“A categoria de enfermagem é um categoria feminina que poderia entender mais esse momento. Mas por conta de certos hábitos, da religião, os profissionais, sem preparo adequado, acabam reproduzindo o que é o senso comum”, afirmou.

A pesquisadora da Focruz também destaca que é preciso divulgar mais os métodos contraceptivos e envolver os homens nessa discussão. Simone lembra que a maioria das mulheres que interromperam uma gestação teve apoio dos parceiros, de parentes e de amigos.

“Isso mostra que a prática do aborto não é [uma decisão] individualizada”.
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Fonte:Agência Brasil

Mulheres entre luzes e sombras

Exposição fotográfica "Mulheres entre luzes e sombras"
Abertura: 23 de março, às 11h
Visitação: 23 de março a 8 de abril de 2010
Local: Espaço Cultural Zumbi dos Palmares - Corredor de Acesso ao Plenário da Câmara dos Deputados - Brasília, DF
Entrada franca


quinta-feira, 11 de março de 2010

quarta-feira, 10 de março de 2010

Reflita sobre:Amor, aborto e Dia Internacional da Mulher

Amor, aborto e Dia Internacional da Mulher

A questão de fundo, por trás da gritaria dos setores conservadores, é a apropriação sistemática do corpo feminino por uma ideologia autoritária que se julga no direito de legislar para a mulher, negando a ela qualquer protagonismo.
Leia mais,aqui.

domingo, 7 de março de 2010

Dados claros:A cada 26 segundos uma mulher faz um aborto na UE


A cada 26 segundos uma mulher faz um aborto na União Europeia, o que totaliza mais de 3.300 por dia, constituindo a principal causa de morte na Europa, revela um relatório do Instituto de Política Familiar (IPF).
Relatório do Instituto de Política Familiar revela que se realizam mais de 1,2 milhões de abortos por ano nos 27 países da União Europeia (UE).
O documento intitulado Aborto na Europa 2010, que será divulgado na terça-feira no Parlamento Europeu, em Bruxelas, revela que se realizam mais de 1,2 milhões de abortos por ano nos 27 países da União Europeia (UE).
Os dados apontam para milhares de tragédias pessoais, familiares e comunitárias, que são um desafio prioritário para a sociedade em geral e para os governos, afirmou o presidente do IPF, uma federação internacional, Eduardo Hertfelder.
Cada mãe que não tem outra opção senão abortar é um fracasso dos governos e da sociedade por não quererem ou não saberem ajudar, sublinhou Hertfelder.

Prevenir é preciso
Para o IPF, é necessário e urgente que as autoridades apliquem uma verdadeira política de prevenção baseada no aumento da ajuda do Estado, com apoio económico para a mulher grávida, e na informação de prevenção, nomeadamente as alternativas ao aborto.
Continuar a esconder a realidade não é a solução. É necessário ter um compromisso firme para a vida e fazer uma política eficaz da prevenção e ajudar as mães grávidas a ter as suas crianças, sustentou o responsável.
O IPF considera essencial desenvolver políticas que assegurem os direitos das crianças e o direito das mulheres à maternidade e incluam o aborto com uma forma de violência contra as mulheres.
O relatório foi elaborado por uma equipa multidisciplinar com peritos de várias áreas, como demografia, psicologia e medicina, que analisou as questões mais significativas, com base na informação fornecida por várias organizações internacionais.
São 28.000.000 de abortos realizados na Europa nos últimos 15 anos (1994-2008), o equivalente à população de países como Roménia, Holanda ou quase toda a população da Dinamarca, Eslovénia, Estónia, Lituânia, Letónia, Malta, Luxemburgo e Chipre.
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Fonte: IPF

sábado, 6 de março de 2010

A magnitude do aborto por anencefalia: um estudo com médicos



Em resumo,o artigo tem por objetivo descrever a
magnitude da assistência médica em casos de gravidez
de feto com anencefalia, por meio de uma pesquisa
empírica com médicos. A anencefalia é uma
má-formação incompatível com a sobrevida do feto
após o parto. O direito à interrupção da gestação
nesse caso é tema de ação no Supremo Tribunal Federal.
Realizou-se uma pesquisa tipo survey com
1.814 médicos, filiados à Federação Brasileira das
Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo),
o que corresponde a 12% do total de médicos da
entidade. Os resultados indicam que, em um universo
de 9.730 mulheres atendidas pelos médicos nos
últimos vinte anos, 85% preferiram interromper a
gestação nesse caso. Esse dado mostra o quanto a
assistência médica a mulheres grávidas de fetos com
anencefalia é uma experiência cotidiana nos serviços
de saúde, bem como o desafio ético imposto pela
ilegalidade do procedimento médico de interrupção
da gestação nesses casos.


ANENCEFALIA: estudo mostra magnitude.Leia na íntegra AQUI