sexta-feira, 25 de julho de 2008

Dez sinais para diferenciar os sintomas de Alzheimer e envelhecimento

O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que ataca o cérebro e provoca a perda das funções cognitivas, como memória, capacidade de orientação no tempo e/ou espaço e capacidade de planejamento. O problema se inicia com alterações na memória e avança progressivamente até a dependência total do paciente.
A doença é muitas vezes negligenciada nas fases iniciais, pois é facilmente confundida com o processo normal de envelhecimento. O problema afeta, normalmente, idosos com mais de 65 anos. Nas primeiras fases, a maioria dos pacientes será capaz de realizar exercícios normalmente, mas enfrentam a dificuldade provocada pelos efeitos da depressão e perda de memória.Apesar da doença não ter cura, alguns hábitos simples podem prevenir e retardar o avanço do problema.A prevenção desse mal envolve, além dos cuidados gerais para manter uma boa saúde (controle de pressão arterial, açúcar no sangue, colesterol), a pratica de esportes, atividades intelectuais, e cuidados redobrados para evitar traumas na cabeça.Os exercícios físicos ajudam a melhorar a qualidade de vida e atenuar os efeitos do Alzheimer. Além disso, a prática de atividades aumenta a circulação sanguínea, estimulando todas as funções do organismo.
Com o avançar da idade, alterações na memória são comuns. Porém, os sintomas do Alzheimer vão além do simples esquecimento do dia-a-dia. Portadores da doença têm dificuldade para se comunicar, aprender e raciocinar. Problemas impactam o trabalho e atividades sociais e familiares. Como a doença é difícil de diagnosticar, é fundamental que pessoas com mais de 60 anos procurem um médico para entender melhor os sintomas. O diagnóstico precoce é chave para uma melhor qualidade de vida e controle da doença.

1. Perda de memória - Esquecer informações aprendidas recentemente é um dos primeiros sintomas da doença.Esquecer nomes e compromissos ocasionalmente é normal. Fique atento caso comece a esquecer as coisas com mais freqüência e fique incapaz de relembrar o assunto posteriormente.
2. Dificuldade para realizar atividades rotineiras - Portadores de Alzheimer têm dificuldade para planejar e completar tarefas do dia-a-dia, como preparar uma refeição, fazer uma ligação ou jogar um jogo. Porém, esquecer, ocasionalmente, o que você ia dizer ou o que você ia fazer é normal.
3. Esquecimentos - Pacientes com Alzheimer podem se esquecer de onde estão e de como chegaram até lá. Além disso, perder-se na própria vizinhança ou esquecer o caminho de casa são comuns lapsos comuns entre os portadores da doença.
4. Poder de julgamento e raciocínio abaixo do normal - Vestir-se de forma inapropriada, com várias camadas de roupa em dias quentes ou pouca vestimenta em dias frios. Pacientes mostram pouca capacidade de julgamento, como doar alta soma de dinheiro sem motivo específico.
5. Problemas com pensamento abstrato - Dificuldade acima do comum para realizar raciocínios mentais, como esquecer para que servem os números ou como devem ser usados, é outro sinal do problema. Porém, achar difícil decifrar ou desenvolver uma fórmula matemática é normal.
6. Errar o lugar as coisas - Pessoas com Alzheimer podem errar o lugar de coisas usuais. Por exemplo, colocar o ferro de passar no freezer é um sintoma comum da doença. Entretanto, é normal colocar as chaves do carro ou carteira em lugar estranho de vez em quando.
7. Mudanças de humor e comportamento - Rápida alternância de humor e comportamento também é um sinal de doença. Pacientes mudam de humor muito rápido e sem motivos aparentes. Podem ir de um estado calmo ao depressivo e raivoso em pouco tempo.
8. Transformações de personalidade - A personalidade de pessoas com Alzheimer pode mudar drasticamente. Podem se tornar confusos, desconfiados, medrosos ou dependentes de um membro da família. Entretanto, com o passar dos anos, é normal alguma mudança na personalidade. Ficar atento se a transformação for mais severa que o usual.
9. Perda de iniciativa nas atividades - As pessoas com Alzheimer tornam-se muito passivos. Ficam, por exemplo, horas em frente a TV por horas, dormem mais que o normal e, normalmente, não têm disposição para realizar tarefas usuais.
10. Problemas com a linguagem - Esquecer palavras simples, substituir palavras comuns e usuais, dificultar a forma de falar ou escrever pode ser um sinal da doença. Por exemplo, um portador do problema não consegue encontrar a escova de dente e, ao invés de perguntar onde está minha escova de dente? , perguntaria onde está o objeto de limpar a boca? .

domingo, 20 de julho de 2008

E o Rio de Janeiro, continua lindo?

Chamamos de mass media o conjunto de mensagens que circulam vitoriosamente entre as pessoas. Essa comunicação política praticamente “cria as necessidades” e aponta falsas soluções. Diz "as demandas são essas”, enquanto forma as “respostas” que podem ser dadas. Como vivemos em sociedade econômica e socialmente desigual, o acesso de cada um ao conhecimento dos fatos é também desigual. Assim são desniveladas as alternativas de acesso social aos “saberes” que deveriam ser democraticamente disponíveis.
Como as pessoas podem compreender suas necessidades e os conflitos? A tendência geral será perceber pontualmente cada caso de violência, os assassinatos das pessoas que se encontram nas ruas, dos policiais e, finalmente, as notícias sobre a tão estimulada morte de “bandidos”. Tudo isso instaura e propaga o pânico.
Tal medo cumpre pauta de adaptação e manutenção do próprio esquema político que usa a violência que diz combater. Ficamos abalados e indignados com as mortes noticiadas pela mass media. Mas esse medo não faz avançar o combate aos males da violência. Vemos apenas o ato criminoso e a resposta , também brutal e criminosa, dada pelo Estado. Não são vistas as raízes.
Assim, se o governador diz que continuará com a política de enfrentamento, poucos descortinam que, justamente essa atitude política, coloca em movimento um terrível círculo vicioso de criminalidade/repressão.
Não se discute se o governo erra em trocar tiros com os chamados “bandidos”. E menos ainda se deveria praticar, em lugar dessa funesta política de enfrentamento que chama “segurança pública” uma política pública de segurança, envolvendo, preventivamente, educação, saúde, transporte, lazer, ou seja, a realização dos bens sociais que todos devem desfrutar.
A conhecida criminalização da pobreza, amparada e estimulada pelas mensagens da mass media, além de gerar o medo, desobriga o governo de fazer outros enfrentamentos: investimentos em benefício das populações periféricas.
Quando o governo justifica sua política de “segurança”, defende a irracionalidade de sua própria opção e aciona mecanismos de ataque, defesa e fuga, que se tornarão incontroláveis. E sobretudo autorizando a matar quando, no chamado Estado de Direito, ninguém possuiu essa faculdade. Nem mesmo em legítima defesa, pois o que a lei autoriza é apenas defender-se. Da defesa é que poderá resultar ou não a morte de alguém.
Enquanto ficarmos trocando "tiros”, vamos suprimindo vidas humanas e direitos republicanos.
Por:João Luiz Duboc Pinaud, que é presidente da Rama do Rio de Janeiro da AAJ(Associação Americana de Juristas).Especial para o JB Online -20/07/2008