domingo, 19 de dezembro de 2010

domingo, 21 de novembro de 2010

Conclusões preocupantes no encerramento da Reunião Técnico-Científica sobre o Aborto Medicamentoso no Brasil


Grupos de defesa dos direitos sexuais e reprodutivos devem buscar novas estratégias.

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trecho:
.... A professora e especialista em enfermagem psiquiátrica e saúde pública, Marta Lúcia de Oliveira Carvalho, expôs dados levantados a partir de pesquisas sobre o uso do misoprostol e a ética dos profissionais de saúde e se posicionou frente ao contexto restritivo dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres no Brasil: “As regulamentações da ANVISA jogam as mulheres no contrabando. Acho um ataque à capacidade de decisão e autonomia da mulher de decidir sobre sua própria vida e sobre seu corpo. A medicina, que prima pela tecnologia, quando se trata de aborto no Brasil, parece medieval”.....


link para leitura completa:

A MORTE DE OFÉLIA - EUGÈNE DELACROIX


Petrus Alphonsi*

"As riquezas deste mundo são transitórias como os sonhos de um homem que dorme e,ao despertar,perde,irremediavelmente,tudo quanto tinha."
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*Escritor e astrônomo espanhol

sábado, 20 de novembro de 2010

Pense sobre.....



Vida Sintética e Ética

Técnicas de manipulação genética estimulam novas discussões jurídicas

A experiência de criação em laboratório de “vida sintética” inevitavelmente iniciou discussões sobre desdobramentos éticos e jurídicos. A equipe de Craig Venter, partindo do arquivo eletrônico com a descrição do sequenciamento do genoma de uma bactéria, reproduziu-o com bases químicas, inserindo-o numa célula de outra bactéria, da qual extraíram previamente o DNA. O ser assim gerado se desenvolveu e se reproduziu.Essa experiência deve se repetir com animais mais complexos, como mamíferos e, evidentemente, o ser humano. Conhecido o sequenciamento do genoma de uma pessoa qualquer – digamos, Albert Einstein –, será possível aglutinar em laboratório timinas, adeninas, guaninas e citosinas rigorosamente na mesma ordem, implantá-las numa célula reprodutiva humana sem DNA, transpô-las ao útero de uma mulher e aguardar que o ciclo natural da gestação cuide do resto. Einstein renascerá? Não é possível ter certeza disso, pois ainda são inconclusas as discussões sobre a extensão da influência do meio sobre o desenvolvimento da personalidade. Quer dizer, se o bebê não for amado ou desamado na mesma forma que foi o pequeno Albert, na Alemanha do último quarto do século 19, é quase certo que terá perfil psicológico diferente. Além disso, será uma pessoa nascida em outro tempo e lugar, com outra história. É provável, assim, que se frustrem as expectativas depositadas no futuro desempenho intelectual do rebento. O temor dessa variante de clonagem é injustificado. Se certa memória da história de cada um de nós se imprime, de algum modo, em nossas timinas e demais bases químicas do DNA, a pessoa gerada a partir da reprodução do mesmo esquema de sequenciamento de genoma de outra não transportará essa memória, as a eventualmente contida nas bases empregadas pelos cientistas. Outro uso da técnica objeto do experimento é que deve preocupar as discussões éticas e jurídicas. Se com as pesquisas genômicas descobrirmos como desenhar em computador um ser humano ideal, inapto a desenvolver as doenças conhecidas de origem genética, será possível à medicina curar esses males desde o início. O casal com propensão a gerar filhos com determinada doença poderia contratar os serviços de uma clínica de fertilização que ajustaria o sequenciamento das células reprodutivas ao projeto ideal de ser humano, eliminando o risco. Aqui reside a questão crucial, de ordem ética e jurídica. Deve a lei reconhecer aos casais que desejam ter apenas filhos saudáveis o direito de utilizar essa técnica? Sendo a saúde apenas uma de muitas características portáveis por nós, a questão se abre igualmente a uma gama imensa de possibilidades – tipo de inteligência, compleição física etc. Essa discussão interessa apenas a quem não crê num Deus criador e ordenador. Aqueles que acreditam ter o homem, com essa conquista científica, definitivamente avançado o sinal e afrontado a vontade divina não necessitam do aclaramento da dúvida ética ou jurídica. Basta-lhes a crença para inibi-los a utilizar a técnica, ao gerarem seus filhos. A discussão deve ser contextualizada, assim, numa questão filosófica altamente complexa e, por isso mesmo, constantemente evitada: a de quanto a atual sociedade democrática enfraquece a espécie humana. A seleção natural é, evidentemente, o processo de supremacia do mais forte, do mais apto a relacionar-se com o meio ambiente. A cultura liberta o ser humano dessa cruel imposição da seleção natural. Permite à espécie humana, após longo processo civilizatório, integrar também membros desafortunados, portadores de limitações físicas ou mentais. Mas, ao desafiar o princípio básico da seleção natural, dando chance de viver e se reproduzir a todos os homens e mulheres, e não somente aos mais aptos, a cultura acaba envolvendo a espécie humana numa estratégia arriscada. A discussão é altamente complexa e constantemente evitada, porque pode resvalar em execráveis postulações de controle da “pureza” da espécie humana. Não é disso que se trata. A sociedade democrática deve continuar a abrigar todos os homens e mulheres, sem qualquer distinção, em vista da plena igualdade de dignidade que cada um de nós carrega. Mas, sem abrir mão desse valor fundamental, conquistado a duras penas, talvez não devamos deixar de nos preocupar com a pertinência das estratégias adotadas enquanto espécie em evolução. A técnica prometida por aquele experimento pode atender à delicadíssima questão evitando-se as limitações na origem. O ser humano caminha para ter nas mãos o controle da evolução. Assim como deverá, um dia, de controlar a evolução da própria espécie, poderá também submeter à mesma lógica a das demais. Os dois vetores tendem a se desenvolver simultaneamente. O processo de evolução das espécies, que hoje designamos como “seleção natural”, corre o risco de se transformar em algo próximo ao que poderíamos deduzir da expressão “seleção cultural”. Isto só aumenta a já enorme responsabilidade do Homo sapiens.

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ARTIGO: Fábio Ulhoa Coelho é jurista e professor da PUC-SP

Em busca de uma Polícia verdadeiramente cidadã

Em busca de uma Polícia verdadeiramente cidadã
(*Archimedes Marques)

Vários fatores contribuem para o aumento desenfreado da violência e criminalidade no nosso país que traduz a crescente sensação de insegurança existente, contudo, o ponto nefrálgico de cobrança do povo em geral, é sempre a Polícia.Realmente parece ser a Polícia a única responsável pela segurança da população, mas não é. Em verdade, apenas tem a instituição policial a função mais árdua de todas, porque atua na prevenção e na repressão ao crime, na garimpagem de criminosos e na execução da lei penal, a fim de torná-la efetiva ao exigir o seu cumprimento objetivando auxiliar a Justiça penal a solucionar os diversos conflitos inerentes. A nossa Carta Magna vigente estabelece que a segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, assim, como pode ser percebido, a chamada Constituição cidadã, alicerçada no binômio direito e responsabilidade, embora imputando ao Estado o encargo principal, chama a população à co-participação para tão importante situação. Atualmente, porém, é lugar comum a atribuição de culpa exclusiva ao Estado, mais de perto à Polícia, pela situação vexatória na qual nos encontramos. Fala-se sempre no direito à segurança, o que é correto, mas nunca na responsabilidade de todos no que tange ao tema. Aqui, mais uma vez, o pensamento liberal parece ser reinante, pois o direito é alardeado, enquanto a responsabilidade, esquecida. Além da responsabilidade esquecida, para complicar ainda mais a situação, o povo generaliza que a Polícia é ineficiente, corrupta e corruptível, que todo policial é ignorante, arbitrário e irresponsável, quando na verdade, de uma maneira geral, tais entendimentos não passam de pensamentos ilógicos e insensatos, pois a Polícia também evoluiu com o tempo, não estagnou como continuam em teimar com tais concepções retrógradas.A questão da violência policial de outrora que ultrapassaram todos os limites dos direitos do cidadão quando da ditadura militar que assolou o país por muito tempo, trouxe pechas marcantes e desagradáveis para a Polícia atual, pois daí nasceu o estigma da expressão polícia-repressão que foi passando de geração até os nossos dias. Repressão esta que não era em sentido de reprimir o crime e sim como sinônimo das atrocidades que ocorriam nos porões dos departamentos policiais, através das práticas de tortura e até desaparecimento de opositores ao regime do governo ditatorial. Pessoas não criminosas, e sim revoltosas, quedaram violentadas nos seus direitos fundamentais nas mãos da polícia ditatorial, da polícia-repressora, que ao invés de ser o órgão de conservação e garantidor da paz e da tranqüilidade pública, na verdade era o braço humano utilizado pelo governo nessas práticas covardes. Esta espécie de tatuagem ideológica ainda não fora removida da mentalidade do nosso povo. Diminuída, humilhada, submetida, à polícia só restaram as críticas, as denúncias, as desconfianças, os despojos, o lixo proveniente das duas décadas do golpe militar.O conjunto das regras que garante a segurança e a ordem que rege os atributos da Polícia se confundem com esses problemas citados e cria os preceitos verdadeiros de que vivemos uma atividade desprezada, uma função incompreendida, uma trajetória ilógica, uma vida atropelada dentro de uma classe tão humilhada.Repensar esses conceitos irracionais é resgatar o próprio bem estar da coletividade. É lutar para que haja uma maior união e interatividade entre o povo e a sua Polícia. É sonhar que um dia haja a confiança do cidadão nas ações da sua Polícia. É ter esperança que em breve a sociedade possa ter a Polícia como sua amiga, como sua aliada no combate ao crime e no cumprimento das leis.A Polícia cidadã, acima de tudo, é a guardiã da sociedade e da cidadania. No seu cotidiano o policial investiga, protege o bem, combate o mal, gerencia crises, aconselha, dirime conflitos, evita o crime, faz a paz e regula as relações sociais. O policial é também o sustentáculo das leis penais e deve seguir sempre o princípio primordial de jamais colocar as conveniências da sua carreira acima da sua trajetória moral.Entendemos então que a Polícia cidadã que nasceu com a atual Constituição e ainda não se firmou apesar de mais de duas décadas de existência e tentativa, é o elo de boas ações que estabelece um sincronismo entre o seu labor direcionado verdadeiramente a serviço da comunidade.Concluímos assim, que remediando esses males elencados, com a ajuda e a conscientização de todos os segmentos possíveis, teremos então uma Polícia verdadeiramente cidadã saída da teoria para a prática, que por certo alcançará os seus objetivos com mais presença para oferecer uma conseqüente melhor segurança pública para a sociedade.
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*Delegado de Polícia no Estado de Sergipe, Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS. archimedes-marques@bol.com.br

Valor Econômico - Por Lilian Gallagher

Por que o brasileiro gosta tanto de investir diretamente nos bancos?
Valor Econômico - 10/11/10 por Lilian Gallagher
Há alguns anos acompanho a indústria de fundos de investimento e percebi que bancos se fundem, novas empresas gestoras de recursos chegam ao mercado, mas nada de realmente significativo muda no mapa de ranqueamento disponível no site da Anbima com relação ao “market share” das três maiores gestoras de recursos do país. De acordo com dados divulgados, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco juntos detêm sempre perto dos 50% desse mercado. Para ser mais precisa, esse volume atingiu 50,1% no fim de agosto. Sempre me pergunto o porquê de o brasileiro agir assim. Afinal, quando estamos com um problema de coração, procuramos um cardiologista. Se temos problemas na pele, um dermatologista, e assim por diante. Ou seja, estamos sempre buscando especialistas. Daí vem minha inquietação: por que os brasileiros investem em fundos de investimento geridos por instituições generalistas e não por especialistas, no caso as empresas de gestão de recursos independentes? A indústria de fundos de investimento é muito grande e já supera R$ 1,5 trilhão. Um trilhão de reais é um valor um tanto grande para nos fazer parar alguns instantes para refletir sobre esse mercado. A tabela da Anbima mostra que as oito maiores gestoras de fundos são responsáveis por 74,9% desse mercado, ou R$ 1.122,8 bilhão sob gestão. São todas ligadas a bancos ou o próprio banco. Apenas em nono lugar aparece a BNY Mellon Arx. Finalmente alguém independente no Brasil. Ufa! Depois de tanto refletir e do “feedback” recebido de alunos e investidores, cheguei a algumas conclusões. Em primeiro lugar, e pela experiência que tenho em lidar com investidores, percebi que muitos deles não têm o correto entendimento do papel de cada participante do mercado de capitais. O que faz uma corretora? O que é uma distribuidora, uma asset ou um agente autônomo de investimentos? De repente, com o modismo dos IPOs, alguns já entendem que para comprar ações na bolsa, só por intermédio de uma corretora. Entretanto, sei que diversos investidores de bolsa se utilizam de bancos para comprar ações. Nada contra o fato, porém faço aqui uma ressalva. Muitos se utilizam de instituições que não têm corretora e esses bancos terceirizam o serviço, recebendo parte da corretagem gerada. Acredito que os clientes devem ter assinado algum documento tomando ciência do fato, mas, pela minha experiência em sala de aula e ouvindo investidores, muitos deles não se dão conta disso. O problema não está em usar o serviço de terceiros, mas sim em não saber que está utilizando o serviço de uma corretora que não faz parte do grupo do banco. Também, por não compreenderem corretamente que um fundo de investimento encontra-se apartado do banco, sendo um condomínio de pessoas com objetivos comuns de investimento e com demonstrativos financeiros a parte, a percepção que esses clientes têm sobre o produto “fundos” é que o risco que correm ao aplicar em um fundo de investimento é o risco do banco. Em outras palavras, ao investir em um fundo, muitos investidores acreditam que estão investindo no banco. Posso falar com muita clareza sobre esse tema porque treino executivos do mercado financeiro para as provas de certificação. Se nem mesmo muitos gerentes de bancos têm essa compreensão clara sobre fundos, que dirá os clientes, que, na sua maioria, aplicam sem ler o prospecto do fundo.
Toda essa questão passa por educação financeira.
Por já ter morado no exterior e trabalhado com o mercado internacional, vejo que estamos engatinhando nesse campo minado de gestão de recursos. Ainda temos uma longa caminhada até atingirmos a maturidade de ambos os participantes: investidores e profissionais. Mas tenho certeza de que estamos no caminho certo desse amadurecimento. De um lado temos as exigências dos órgãos reguladores em termos das certificações exigidas dos profissionais. Do outro lado, temos investidores cada vez mais informados. Oxalá tudo dê certo no longo prazo (tomara que não seja tão longo!) e vejamos mais investidores aplicando seus recursos nas assets especialistas através de seus distribuidores. Se uma dor no coração nos remete ao cardiologista, por que não buscar fundos geridos por assets especialistas para realizar um investimento?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Cólera no Haiti


Doença de Chagas

Pessoas afetadas por doenças de Chagas de diversas partes do mundo se reuniram em Olinda e formalizaram hoje a criação da Federação Internacional das Pessoas com Doença de Chagas. A mobilização tem como objetivo garantir direitos dos pacientes com a doença de Chagas, como o acesso a diagnóstico e tratamento. Hoje só no Brasil existem cerca de três milhões de indivíduos infectados. No mundo, são mais de 15 milhões.
A doença de Chagas faz parte da lista de doenças consideradas negligenciadas, ao lado de outras como malária, leishmaniose, tuberculose e hanseníase. As duas únicas medicações para o tratamento da doença foram desenvolvidas há mais de 40 anos e causam muitos efeitos adversos.
“Com a criação da Federação, a integração de todos os pacientes e portadores da doença deixa de ser um mito e se torna uma realidade. Essa organização coletiva dentro da sociedade civil permite um novo posicionamento frente aos médicos e aos governos e fortalece nossa luta por padronização do diagnóstico, por novos medicamentos e contra a discrminação”, disse José da Silva, representante da associação UNICHAGAS, da Venezuela.
A Federação, organizada com o apoio da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), tem um papel fundamental dentro do contexto que vem sendo desenhado pela doença nos últimos anos. Antes de caráter eminentemente rural e local, a doença de Chagas, hoje passa a ser também urbana e global.
O boliviano Manuel Gutierrez, por exemplo, só descobriu estar infectado após o nascimento de seu primeiro filho, na Espanha, onde mora atualmente. Após a detecção da doença na criança, ele e a mulher fizeram exames que também deram resultados positivos. De acordo com o coordenador do Programa de Vigilância e Controle da doença de Chagas da Organização Mundial de Saúde (OMS), Pedro Albajar, casos de Doença de Chagas já foram detectados em 17 países da Europa, uma região não endêmica.
No entanto, apesar dessa mudança, ela continua sendo uma doença associada à pobreza. “Quando falamos de doenças negligenciadas, estamos falando na verdade de populações negligenciadas”, disse Albajar. “Existe um ciclo de silêncio que precisa ser quebrado em relação a essas doenças e para isso a mobilização dos pacientes é fundamental, pois durante muito tempo médicos e organizações falaram por eles. Com a federação eles podem ter uma voz própria.”
Para Amélia Bispo Nascimento dos Santos, portadora de Chagas e presidente da Associação dos Chagásicos – São Paulo (ACHAGRASP), a federação é importante para dar visibilidade ao problema. “A dor é nossa, então quem tem que lutar é a gente. Não tem que ter vergonha de nada nem ficar esperando que alguém venha ajudar ”, disse. “Eu espero que com a federação a gente consiga mais visibilidade e que nossos sofrimentos deixem de existir no futuro”.
No Brasil – A característica da doença no Brasil também mudou nos últimos tempos. Se no passado a maior incidência era no nordeste, hoje os surtos ocorrem principalmente na Amazônia Legal. Também existe no país infecção por meio de alimentos contaminados, como caldo de cana e açaí. Nesses casos, os insetos são moídos juntamente com os alimentos e ingeridos pelo paciente.
Sobre a doença - A doença de Chagas ou Tripanossomíase Americana é a infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Ela apresenta uma fase aguda que muitas vezes não pode ser identificada. Se não for tratada precocemente, evolui para problemas crônicos, em geral no coração e no sistema digestivo. Os nomes da doença e do protozoário são homenagens aos cientistas brasileiros Carlos Chagas e Oswaldo Cruz.
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Por: Saulo Prado

Ego em preto e branco

Hoje resolvi escrever para mim, revelar-me como sou, e gritar para minha alma todas
as verdades deste meu mundo sem pudor, quero perde-me nas palavras sem medo, e
em cada letra revelar um novo segredo, Fui criança que cresceu mimada, longe da
dor das palmadas, fiz da minha vida o meu circo, e de palhaço também fui o
bicho, e neste meu picadeiro de louco aprendiz, sempre uma nova telespectadora
foi a atriz.

Brinquei sempre com todas as emoções, sem me preocupar com as dores dos corações, de Rei virei plebeu, e foi assim que meu sonho se perdeu, a única voz que sempre
escutei foi a da minha consciência, mas ela acreditava em minha inocência. Por
isso hoje me declaro culpado, por todos os meus erros do meu passado, mas sei
também que sempre tive uma esperança, de encontrar alguém que me reconheça
criança.

Uma mulher; para me amar e ser amada, e que eu possa chamar de eterna namorada, mas por enquanto me resta a caminhar, e por meu caminho a minha culpa arrastar, mas
vou sem deixar pegadas, pois tenho medo do fica na estrada, nada que deixa
rastro é feliz, por que o que fica é cicatriz. Eu sei que já me perdi há muito
tempo, mas mesmo assim eu sigo este vento, que me sopra para este deserto, onde
o que é tolo fica esperto.

E neste meu texto de reflexão, quero tirar alguma explicação, para toda esta
minha redundância, de encarar a vida sem medos da circunstância, e se mesmo
assim eu nada entender, eu não irei para de escrever, quero ser conduzido por
estas palavras, mesmo elas me guiando por rotas apertadas, e quando eu
conseguir chegar ao final só quero ter a certeza; que meu bem venceu o meu
mal...
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Por:Saulo Prado

domingo, 3 de outubro de 2010

O meu protesto nesta eleição....




Infelizmente já faz um tempo que acredito que o Brasil tem a política que merece,ou seja,uma porcaria.
Peço desculpas aos que se sentirem ofendidos,mas não sou partidária a certos métodos de "protestos".
Um indivíduo como o Sr.Tiririca, estar com um milhão de votos, é algo inefável.Não interessa se o candidato é de São Paulo, penso na coletividade,chega de bairrismo.
Levamos a política na sacanagem e é isto que eles fazem conosco:NOS LEVAM NA SACANAGEM!!!!!

O que estes camaradas vão fazer por você?
1:Tiririca
2:Romário
3:Waguinho
4:Netinho...etc...
OBS:Sérgio Cabral?servidor estadual...você votou nele novamente.....

Por favor,não venham com o papo de democracia,o seu significado já está avacalhado demais neste país.Mas uma vez provamos ser um país imaturo e analfabeto.Estamos votando em quem não tem força para mudar nada.....
E viva a democracia e a Florentina!!!!!
Seria cômico se não fosse muito triste.
Tenham uma boa noite.
Gabriela

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Leia,compreenda e repasse...

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Link que vale clicar e colocar nos favoritos....

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Fernando Pessoa


"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não".É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Piadinha....

Jesus visita o Brasil na época das eleições:

Lula dircursava para dezenas de milhares de pessoas no Anhangabaú em São Paulo, quando, de repente, aparece Jesus Cristo, baixando lentamente do céu.
Quando chega ao lado de Lula no palanque, lhe diz algo ao ouvido.
Então, Lula dirigindo-se à multidão diz:
- Atenção companheiros !
O companheiro Jesus Cristo aqui, quer dizer algumas palavras para vocês.

Jesus pega o microfone e diz:
- Querido e amado Povo brasileiro ! Este homem que também tem barba e veio de origem humilde como eu, não lhes deu pão, da mesma forma que eu fiz ?

O povo responde:
- Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim !

- Não é verdade que, assim como eu multipliquei os pães e peixes para dar de comer a todos, este homem inventou o Fome Zero e o Bolsa Família para que todos pudessem se alimentar ?

Respondeu o povão.
- Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim !

- Não é verdade que ele assegurou tratamento médico e remédios para os pobres, assim como eu curei os enfermos ?

O povo grita:
- Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim !

- E ele não foi traido por companheiros de partido, assim como eu fui traido por Judas ?

E a multidão empolvorosa grita:
- Siiiiiiiiiiiiiiimmmmmmm !
- Assim como eu, ele também não ficou cercado de "ladrões" e corruptos ?

O povo gritou ainda mais forte:
- Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim !

E Jesus fala ALTO:
- ENTÃO, O QUÊ MAIS VOCÊS ESTÃO ESPERANDO PARA CRUIFICAR ESSE INFELIZ ???????

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Estatuto do Nascituro - Vida protegida?






Estatuto do Nascituro
cria mecanismos ainda
mais duros de combate
ao aborto, visando
proteger a vida do feto,
mas, ao mesmo tempo,
deixa desamparadas
as vidas de milhares de
mulheres que, todos os
anos, se arriscam em
clínicas clandestinas
para interromper a
gravidez.
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por:
Aline Durães
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Leia íntegra do artigo:
página 24

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Comentário importante....

Dan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Bullying":


Oi Gabriela,
Texto muito bom, dá uma dimensão do que faz essa coisa chamada de Bullying, conheço muita gente que já sofreu por isso. Infelizmente nossa sociedade caminha para um lado, que me faz pensar que isso vai aumentar, pois o diferente não é respeitado. A amizade, a tolerância, o amor ao proxímo, são coisas em extinção, estamos cada vez mais egoístas e por isso intolerantes. Sei de casos em escolas que o próprio professor ao invés de combater o Bullying, é o primeiro a praticá-lo, discriminando alguns de seus alunos, colocando os outros contra eles. Um absurdo, não? A pergunta é clara, o que fazer. Onde estão os psicologos, psiquiatras, coordenadores, pedagogos, e outros ogos mais? É preciso resolver isso...
Abraços
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Comentário:
Resposta,onde está você?
Grande abraço
Gabriela

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Bullying

O fenômeno Bullying pode gerar malefícios irreparáveis e crimes diversos.

Na trajetória da vida nos deparamos com situações inusitadas e surpreendentes. Em algumas delas podemos agir, interferir e até mesmo remediar algo de errado, porém noutras, apenas lamentar.

Dia desses, em visita a cidade de Salvador, fui ao Mercado Modelo e ali nas suas imediações um fato ocorrido me chamou atenção para o termo inglês conhecido por Bullying, cujos atos decorrentes são antigos, mas que no presente tempo com a propagação das ações inerentes trás imensa preocupação para os educadores, pais de alunos, autoridades diversas e para a sociedade em geral, vez que os seus resultados sempre se esbarram em situações criminosas ou deprimentes, por vezes com malefícios irreparáveis principalmente para as suas vítimas.

O fenômeno Bullying é usado no sentido de identificar ações provindas dos termos zoar, gozar, tiranizar, ameaçar, intimidar, isolar, ignorar, humilhar, perseguir, ofender, agredir, ferir, discriminar e apelidar pessoas com nomes maldosos, que na grande maioria das vezes tem origem nas escolas através dos jovens alunos que assim praticam tais maldades contra determinados colegas que possuem algum defeito físico, assim como, os relacionados à crença, raça, opção sexual ou aos que carregam algo fora do normal no seu jeito de ser.

De volta ao Mercado Modelo, chegava um ônibus de turismo quando diversos vendedores ambulantes assediavam os turistas para venderem os seus produtos, quando apareceu um velho mendigo, barbudo, cabeludo, maltrapilho, imundo, de pés descalços, tipo daqueles cidadãos que vivem ou sobrevivem à espera da morte na miséria absoluta, morando debaixo das marquises das lojas ou dos viadutos que o tempo e a vida lhes deram de presente e, ao se aproximar daquele grupo de pessoas, então um dos vendedores o enxotou em verdadeira humilhação:

- Sai prá lá GAMBÁ que você espanta qualquer um com o seu fedor de fossa insuportável!...

Vendo aquela cena deprimente e desumana me aproximei daquele mendigo que já saía sem reclamar com o “rabinho entre as pernas” para lhe dar um trocado qualquer e então, do seu jeito de caminhar, dos seus gestos com as mãos, de um sinal no rosto e de um tic nervoso a piscar a todo tempo um dos olhos quase já fechado pela amargura do seu viver, o reconheci...

De imediato naveguei pelo túnel do tempo de volta ao passado e aportei em uma Escola da rede pública ali próxima na própria cidade baixa da capital baiana, no início dos anos 70, onde estudei por quase dois anos antes de voltar para Aracaju e, lá encontrei o colega de classe apelidado de GAMBÁ, então perseguido implacavelmente, ofendido na sua cidadania, discriminado pelo seu jeito de ser e humilhado incondicionalmente pela grande maioria dos seus jovens colegas, meninos e meninas com idades aproximadas de 13 e 14 anos.

Aquele jovem que talvez não gostasse de tomar banho ou que talvez não tivesse oportunidade freqüente para tanto, pelo fato de possivelmente morar em alguma invasão desprovida de saneamento básico e, que sempre chegava suado e cheirando mal em sala de aula, talvez pelo provável fato de também não possuir produtos higiênicos na sua casa, logo ganhou de algum colega gaiato o apelido de gambá que nele grudou qual uma sanguessuga a sugar a sua dignidade e, então passou a ser menosprezado e ofendido por quase todos da classe e até das salas circunvizinhas. Por onde passava os alunos tapavam o nariz e na sala de aula sentava na última carteira, isolado de todos. De tanto humilhado e discriminado que era ninguém dele se aproximava, principalmente por receio de também ser hostilizado.

Senti uma fisgada no peito ao me ver também culpado pelo que se transformou o jovem colega conhecido por gambá. Confesso ter sido cúmplice por omissão, não por ação, pois eu também era uma vítima das ações nefastas advindas do Bullying, por ser um menino tímido ao extremo ao ponto de todos os dias entrar calado e sair mudo em sala de aula, então isolado pelos colegas da classe que preferiam lidar com os mais falantes e extrovertidos.

Como vítima parceira de tais ações depreciativas, o certo era eu ter me juntado ao colega gambá, mas não o fiz por covardia, por medo, por receio de ser mais rechaçado ainda pelos demais estudantes e assim sofremos individualmente em proporções diferentes a dor do isolamento e da humilhação naquele interminável ano de 1972. No ano seguinte gambá, após ter sido reprovado com as menores notas da classe em todas as matérias possíveis não mais retornou ao Colégio, enquanto que, para minha alegria logo retornei para o meu querido Estado de Sergipe para crescer e esquecer aquele deprimente, humilhante e sufocante tempo.

Essa triste lição de vida me mostrou o quanto as chamadas inocentes brincadeiras de criança podem ser maléficas para tantos outros, se é que essas ações escolares agora conhecidas por Bullying podem ser consideradas inocentes, vez que para muitos estudiosos no assunto, tais ofensores sofrem de distúrbios psíquico que precisam de tratamento sob pena de explosões mais desastrosas ainda, como de fato vem ocorrendo em muitos lugares.

A agressividade e a violência advindas do fenômeno Bullying assumem além de tudo, o caráter etiológico do violar, não só referente às normas de conduta, a moral e a disciplina, mas principalmente viola os direitos do cidadão relacionados a sua integridade física e psíquica, a sua liberdade de opinião ou sua escolha de vida, a sua liberdade de expressão e até de locomoção, enfim, fere de morte o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana em sociedade.

A psiquiatria e a psicologia mostram que além do sofrimento dos jovens vítimas do fenômeno Bullying, muitos adultos ainda experimentam aflições intensas advindas de uma vida estudantil traumática.

Nos últimos anos a população mundial freqüentemente assiste atônita as diversas situações estarrecedoras quase sempre nascidas e advindas do fenômeno Bullying, com agressões físicas e assassinatos por parte de alunos contra os seus próprios colegas, contra professores, guerras de gangues, de torcidas organizadas, de tráfico de drogas com participação de jovens estudantes até mesmo dentro das próprias instalações escolares.

As diversas Escolas espalhadas pelo país, destarte para as situadas nos ambientes periféricos das grandes cidades se tornaram espaço de intolerância, competições absurdas e conflitos de todos os tipos possíveis, em especial para os problemas relacionados às drogas, assim como, para os pertinentes à liberdade sexual, ou seja, para as meninas que não aderem a esse tipo de pratica livre, passando então as mesmas a sofrer diversos tipos de perseguições, em verdadeiras inversões de valores por conta das ações absurdas do fenômeno Bullying.

Ética, solidariedade e humanismo são realmente palavras desconhecidas e perdidas em muitas comunidades de jovens estudantes que as substituem pelo desrespeito e pela afronta ao direito individual do seu colega que pretende prosperar e vencer na vida honestamente, pelo seu próprio esforço e valor.

É preciso dar um basta nestes tipos perniciosos de vandalismo e delitos juvenis. O jovem necessita acima de tudo de limites. Precisa entender os seus direitos e os seus deveres e até onde eles chegam. Precisa de disciplina e autoridade. Precisa entender que todos são cidadãos em igualdade de condições. Entretanto, para que consigamos chegar a tal geração de jovens politizada, só com uma boa educação familiar e escolar é possível alcançar tal objetivo.

Assim, não há como deixar de concluir que estamos diante de um sério problema relacionado às áreas educacional, social, da psiquiatria e de segurança pública, com real tendência para sua resolução na educação preventiva, curativa psiquiatra ou psicológica, por isso, necessário se faz, da consciência absoluta do Ministério da Educação com a elaboração de verdadeiro e efetivo Programa de combate a este grande malefício conhecido por Bullying, tomando por gerentes os bons educadores, estudiosos e pesquisadores no assunto que em alguns Estados brasileiros já se fazem presentes nas suas respectivas secretarias de educação, mas que necessitam, sem sombras de dúvidas, de melhores investimentos financeiros para as suas conseqüentes vitórias que por certo serão galgadas no trabalho junto aos pais de alunos, professores e dos próprios estudantes autores e vitimas do fenômeno.

Além dessa medida, necessário se faz uma batalha mais ampla dentro do Legislativo, até com uma reforma no próprio Estatuto de Criança e do Adolescente com reais modificações e acrescentando-se a esta Lei bons artigos inerentes ao tema para possibilitar ao Estado Nação um melhor campo de atuação, pois é desejo de todos nós vermos os nossos jovens estudantes crescendo e somando-se a construção coletiva e permanente para o pleno exercício da cidadania.

Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe) archimedes-marques@bol.com.br

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Até quando,STJ?




Seminário

Seminário - Deficiência, Direitos Humanos e Políticas Públicas

Auditório do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios

17 e 18 de agosto de 2010

Dia 17 (14:00 às 15:00) Mesa de Abertura
Eunice Pereira Amorim Carvalhido (Procuradora-Geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios)
Vandir da Silva Ferreira (MPDFT)
Janaína Penalva (Anis)
Érika Pisaneschi (Área técnica Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde)


Dia 17 (15:30 às 18:00) Seminário
Deficiência e Direitos Humanos: desafios às políticas públicas
Deborah Duprat (Vice-Procuradora-Geral da República)
Roger Raupp Rios (Tribunal Regional Federal da 4ª Região)
Izabel Maior (Corde)


Dia 18 (9:00 às 11:30) Mesa Redonda
O Beneficio de Prestação Continuada e o desafio da Igualdade
Marcelo Medeiros (Universidade de Brasília)
Raimundo Nonato Souza (Chefe da Divisão da Gerência de benefícios assistenciais da Previdência Social)
Debatedora: Lívia Barbosa (Anis e UFG)


Dia 18 (14:00 às 17:00) Mesa Redonda
Políticas Públicas e acessibilidade no Distrito Federal: o direito à inclusão social
Vandir da Silva Ferreira (MPDFT)
Márcia Muniz (Secretaria de Governo do Distrito Federal)
Wederson Santos (Anis)
Debatedora: Sandra de Oliveira Julião (MPDFT)


Inscrições gratuitas: deficiencia@anis.org.br

Realização
Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero

Apoio
Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF)
Promotoria de Justiça da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência (Prodide) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios


Fonte: Anis
Autor: Equipe Anis

sábado, 31 de julho de 2010

Artigo:Cláudia Collucci - Folha de São Paulo (03/07/2010)

A mortalidade infantil, em queda nas últimas décadas, mudou de perfil no país.
Cada vez mais, as mortes de recém-nascidos (com até 28 dias de vida) são maioria nas estatísticas de óbitos entre crianças de até um ano, já que só caíram 36%, ante 54% de redução nas mortes dos bebês em geral.
Isso acontece porque, se por um lado, o Brasil teve bons avanços em áreas como saneamento básico e vacinação, beneficiando a todos os bebês, por outro a melhora não é tão grande em cuidados para recém-nascidos.
São vários os problemas, desde a má qualidade das consultas de pré-natal e da assistência ao parto, até a falta de UTI neonatal e de estrutura para a gestante e para o bebê de alto risco.
Segundo o próprio Ministério da Saúde, 70% das mortes de recém-nascidos ocorrem por causas evitáveis.
Entre 1990 e 2008, quando a mortalidade infantil total caiu 54% (de 95.476 para 43.601 bebês por ano), o percentual de recém-nascidos no número total passou de 49% para 68%.

ATENÇÃO À MÃE
Uma recente pesquisa do Ministério da Saúde e das universidades de Brasília (UnB) e de São Paulo (USP) concluiu que as falhas na atenção à gestante contribuíram para um aumento de risco de 28% na mortalidade fetal ou neonatal -em razão de fatores como a hipertensão.
Se você tem uma mãe hipertensa, diabética, ela deve ser bem controlada. Se não tiver bom pré-natal, entra em trabalho de parto prematuro e aí começam os problemas, diz a pediatra Maria Fernanda de Almeida, coordenadora do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria.
A falta de leitos de UTI neonatal e de equipes especializadas é outro importante entrave. Várias regiões do país convivem com unidades superlotadas, que oferecem mais riscos de infecções.
Em Natal (RN), por exemplo, a UTI neonatal da maternidade Januário Cicco tem capacidade para dez crianças, mas abriga 18, segundo o diretor Kleber Morais.
Em São Paulo, inquérito do Ministério Público apura pelos menos 30 mortes de crianças desde 2007 em razão da falta de leitos ou de superlotação nas UTIs.
Hospitais de cidades como Jales, Araçatuba, Catanduva, Fernandópolis e São José do Rio Preto convivem com superlotação das unidades e, para não omitir socorro, pegam equipamentos emprestados do Samu e até dos bombeiros ou transformam salas comuns em UTIs.

Mahatma Gandhi


"A verdade é dura como o diamante,e delicada como a flor do pessegueiro."

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Momento Cecília Meireles


Se eu fosse apenas...

Se eu fosse apenas uma rosa,
com que prazer me desfolhava,
já que a vida é tão dolorosa
e não te sei dizer mais nada!

Se eu fosse apenas água ou vento,
com que prazer me desfaria,
como em teu próprio pensamento
vais desfazendo a minha vida!

Perdoa-me causar-te a mágoa
desta humana, amarga demora!

- de ser menos breve do que a água,
mais durável que o vento e a rosa...

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Murmúrio

Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.

Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.

Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
- Vê que nem te digo - esperança!
- Vê que nem sequer sonho - amor!

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Interlúdio

As palavras estão muito ditas
e o mundo muito pensado.
Fico ao teu lado.

Não me digas que há futuro
nem passado.
Deixa o presente — claro muro
sem coisas escritas.

Deixa o presente. Não fales,
Não me expliques o presente,
pois é tudo demasiado.

Em águas de eternamente,
o cometa dos meus males
afunda, desarvorado.
Fico ao teu lado.

sábado, 17 de julho de 2010

Palavras....

Ruído, palavra, silêncio!

Estas três palavras marcam nitidamente os três estágios evolutivos do homem e da humanidade. O homem intelectual de hoje é uma fronteira entre o homem bárbaro de ontem e o homem espiritual de amanhã. O homem chamado civilizado é amigo da palavra, veículo externo de processos mentais internos. O homem selvagem de outrora e de hoje manifestava e manifesta a sua vitalidade e emoções por meio de ruídos de toda a espécie. O homem que superou esses dois estágios preliminares encontra o seu reino predileto no silêncio, que para ele não é vacuidade, mas plenitude. Para além da palavra está o silêncio; para aquém da palavra, o barulho. O ruído, inarticulado ou articulado, foi sempre o inseparável companheiro do homem incompleto, desde os gritos estridentes das hordas antigas até os gritos orquestrados das hordas modernas. O homem só começa a sentir o desprezo do ruído quando se distancia da análise mental e se aproxima da intuição espiritual - e no zênite da experiência íntima impera o silêncio absoluto, fecundo, criador, o silêncio - plenitude. A mensagem dos grandes silenciosos perdura através dos séculos e milênios, porque não é afetada pelas categorias de tempo e espaço. A palavra constrói para o tempo, e, não raro, destrói o que construiu - o silêncio constrói para a eternidade. O amante da palavra pensa que o amigo do silêncio seja um homem triste e misantropo - mas o amigo do silêncio vive num paraíso de felicidade, ainda que a sua beatitude se encontre numa outra dimensão, ignorada pelo idólatra do ruído e da palavra. Deus é infinitamente silencioso, e quanto mais o homem se aproxima de Deus mais silencioso se torna. O ruído é dos homens - o silêncio é de Deus. O ruído esteriliza - o silêncio fertiliza.

(Em "A Voz do Silêncio", de Huberto Rohden - Editora Martin Claret, São Paulo, 1992)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O encanto nosso de cada dia

" O ENCANTO DOS MARES "(*)
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O encanto nosso de cada dia

Havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos. A beleza era tão intensa que o canto a alimentava pelo resto do dia. Certa vez, ela resolveu armar uma armadilha para o pássaro encantado. Quando ele chegou, ela o capturou e o deixou preso na gaiola para que pudesse ouvir por mais tempo o seu canto. O grande problema é que a gaiola o entristeceu, e triste, deixou de cantar. Foi então que a menina descobriu que, o canto do pássaro só existia, porque ele era livre.
O encanto estava justamente no fato de não o possuir. Livre, ele conseguia derramar na janela do quarto, a parcela de encanto que seria necessário, para que a menina pudesse suportar a vida.
O encanto alivia a existência...Aprisionado, ela o possuia, mas não recebia dele o que ela considerava ser a sua maior riqueza: o canto!
Fico pensando que nem sempre sabemos recolher só encanto... Por vezes, insistimos em capturar o encantador, e então o matamos de tristeza.Amar talvez seja isso: Ficar ao lado, mas sem possuir. Viver também. Precisamos descobrir, que há um encanto nosso de cada dia que só poderá ser descoberto, à medida em que nos empenharmos em não reter a vida.

Viver é exercício de desprendimento.

É aventura de deixar que o tempo leve o que é dele, e que fique só o necessário para continuarmos as novas descobertas.Há uma beleza escondida nas passagens... Vida antiga que se desdobra em novidades. Coisas velhas que se revestem de frescor. Basta que retiremos os obstáculos da passagem. Deixar a vida seguir. Não há tristeza que mereça ser eterna. Nem felicidade. Talvez seja por isso que o verbo dividir nos ajude tanto no momento em que precisamos entender o sentimento da tristeza e da alegria. Eles só são suportáveis à medida em que os dividimos...E enquanto dividimos, eles passam, assim como tudo precisa passar.Não se prenda ao acontecimento que agora parece ser definitivo.
O tempo está passando... Uma redenção está sendo nutrida nessa hora...Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Presta atenção. São miúdos, mas constantes. Olhe para a janela de sua vida e perceba o pássaro encantado na sua história. Escute o que ele canta, mas não caia na tentação de querê-lo o tempo todo só pra você. Ele só é encantado porque você não o possui. E nisto consiste a beleza desse instante: o tempo está passando, mas o encanto que você pode recolher será o suficiente para esperar até amanhã, quando o pássaro encantado, quando você menos imaginar, voltar a pousar na sua janela.

Autor:Ricardo Júnior

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(*) - Os Pré-Rafaelita foram um grupo artístico fundado na Inglaterra em 1848, como reação aos renascentistas italianos. O nome realça o fato de se inspirarem na arte anterior a Rafael, que mais influenciou os ingleses. Um dos fundadores foi Dante Gabriel Rosetti (1828/1882), pintor e poeta de ascendência italiana. Sua esposa, Elizabeth Siddal (Lizzie), foi sua grande musa. Alta, magra e com o rosto emoldurado por um abundando cabelo ruivo cor de cobre, Lizzie já fora modelo, mas Dante impediu-a de posar para outros e passou a retratá-la de forma incessante.A morte de Lizzie após uma gravidez mal-sucedida, deixou Dante em tal desespero que enterrou seus próprios poemas em seu caixão. Só anos mais tarde pediu uma exumação para recuperá-los. Não esteve presente à exumação, feita de madrugada, para evitar curiosos. Um amigo penalizado disse-lhe que o corpo de Lizzie conservava-se em perfeito estado, sua beleza intacta, e que seu cabelo havia crescido após a morte, enchendo o caixão. O túmulo de Dante é visitado até hoje por admiradores, que lhe colocam flores sempre frescas.

sábado, 19 de junho de 2010

Retratos do Amor

3° Concurso Nacional de Fotografia da Abrale e Abrasta tem inscrições abertas até 30/06


A ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia) e a ABRASTA (Associação Brasileira de Talassemia) estão realizando em conjunto o terceiro Concurso Nacional de Fotografia.

A edição deste ano tem o tema "Retratos do Amor" e receberá fotos em quatro categorias: público geral, profissionais de fotografia, profissionais da saúde, e familiares e pacientes com doenças onco-hematológicas. As imagens devem retratar ou simbolizar o amor envolvido no tratamento dessas doenças e no percurso realizado pelas pessoas que delas sofrem.

Para participar, basta se inscrever no site e enviar sua foto até o dia 30 de junho. As fotos serão passarão pelo crivo de uma comissão julgadora formada por diversos formadores de opinião de comunicação e artes, e as três de maior sensibilidade e relevância de cada categoria receberão diversos prêmios, além de serem expostas em estações de metrô e no Conjunto Nacional, em São Paulo.

Não perca tempo e abrace a causa dessas doenças que ainda sofrem com a falta de atenção e recursos no sistema público de saúde. Participar do concurso ou recomendá-lo a a outras pessoas ajuda a trazer atenção para o assunto e pode colaborar, pouco a pouco, a melhorar a situação – atualização das listas de remédios, maior número de leitos, equipamentos etc.

Para conferir o regulamento e obter mais informações, visite os sites da ABRALE: http://www.abrale.org.br/e do concurso: http://www.abrale.org.br/docs/retratos_do_amor.html
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Fonte: josué lineu - http://twitter.com/inconformado

sexta-feira, 18 de junho de 2010

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mulher X Aborto X Saúde Pública

# Estudo mostra que 15% das mulheres brasileiras entre 18 e 39 anos já fizeram aborto(Vídeo).Assista aqui...
#Pesquisa Nacional de Aborto.Leia mais aqui...
#Uma em cada sete já abortou.Leia mais aqui...
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Fonte:Anis

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Mulheres x HIV

~ Soneto 15 ~ William Shakespeare


Quando penso que tudo o quanto cresce
Só prende a perfeição por um momento,
Que neste palco é sombra o que aparece
Velado pelo olhar do firmamento;
*
Que os homens, como as plantas que germinam,
Do céu têm o que os freie e o que os ajude;
Crescem pujantes e, depois, declinam,
Lembrando apenas sua plenitude.
*
Então a idéia dessa instável sina
Mais rica ainda te faz ao meu olhar;
Vendo o tempo, em debate com a ruína,
*
Teu jovem dia em noite transmutar.
Por teu amor com o tempo, então, guerreio,
E o que ele toma, a ti eu presenteio.

Sebastião Salgado

domingo, 9 de maio de 2010

O pulso ainda pulsa!!!!!


A saúde precária de uma Velha Senhora
*
Aos 456 anos a cidade de São Paulo enfrenta problemas que, comparados aos de um organismo vivo, mostram condição próxima à falência múltipla de órgãos.Leia mais...
*
Texto de Paulo Saldiva e Evangelina Vormittag

Lya Luft e seu Múltipla escolha


Ensaios de Lya Luft retratam a síndrome do "ter de" que ronda o ser humano

Com 30 anos de currículo literário, Lya Luft agora retorna com um ensaio que reflete sobre os caminhos do nosso tempo. Em "Múltipla Escolha" (Record, 2010), Lya indaga, debate e transgride a mediocridade que ronda o ser humano.
A autora debate questões fundamentais, como a velhice e a juventude, os novos dilemas e tabus da sexualidade, a comunicação virtual, as fronteiras entre o privado e o público, entre outras.
Lya também rebate a suposta liberdade que alcançamos ou que pensamos ter atingido. Ela nos mostra o quanto uma cultura impositiva faz com que as pessoas vivam a síndrome do "ter de".
Os ensaios tratam dos "mitos modernos" e mostram o quanto o ser humano está atrelado às práticas opressoras.
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Texto:UOL
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Comentário:Será muito bem recebido, comentários sobre este livro.
Boa leitura!
Gabriela

II CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE MENTAL

Introdução:O campo da saúde mental vem enfrentando uma variedade de desafios; entre eles, a necessidade de integração e operacionalização dos novos serviços substituindo ao modelo assistencial tradicional e de uma interação entre a prática e as áreas de conhecimento que compõem o sistema de saúde como um todo. No âmbito científico o campo da saúde mental é tradicionalmente fragmentado e socialmente representado, por especialidades clássicas como Psiquiatria, Psicologia, Enfermagem Psiquiátrica, Terapia Ocupacional e Serviço Social. Novos atores sócio-profissionais estão presentes neste campo, entre eles a Educação Física, a Pedagogia, as Artes Plásticas e a Fisioterapia, além de outros setores, como sistemas de Educação, de Cultura e de Justiça. São ainda atores sociais importantes na área da saúde mental os movimentos sociais como o Movimento da Reforma Psiquiátrica e o Movimento da Luta Antimanicomial e os movimentos artísticos. Estes desafios têm sido amplamente reconhecidos no contexto dos vários dispositivos de desenvolvimento do campo da Saúde Mental.Portanto, a realização do II Congresso Brasileiro de Saúde Mental é uma iniciativa amadurecida e plenamente legitimada. O evento tem o potencial de promover, historicamente, as aproximações necessárias dos diversos atores sociais, usuários, familiares, profissionais, acadêmicos e artísticos que fazem deste campo de práticas e saberes um dos mais vibrantes no âmbito do Sistema Único de Saúde. Desta forma a realização do II CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE MENTAL atende a uma necessidade na perspectiva da consolidação de um sistema de saúde, que tem como princípios a integralidade, a universalidade de acesso e a descentralização.Leia mais..

O livro que está na minha cabeceira....

No livro A Distância entre Nós, Thrity Umrigar, em uma narrativa delicada e contundente, mostra como a violência aproxima as mulheres. A violência doméstica praticada pelo bem-sucedido marido da rica dona de casa e a gravidez não desejada da única neta da pobre empregada doméstica traça para sempre os destinos dessas mulheres.Sem conseguir romper a relação violenta, a rica dona de casa usa roupas de manga longa, no forte calor indiano, para esconder as marcas dos socos e pontapés constantemente desferidos pelo marido. A pobre empregada, que vive em uma favela, luta com dificuldade para manter a neta na universidade. A gravidez inesperada da neta, oriunda de uma sutil violência, muda os planos e a vida de ambas. O aborto apresenta-se como a única solução para que a neta possa continuar estudando, já que ser uma jovem grávida e solteira na sociedade indiana significa viver estigmatizada e hostilizada, pondo fim ao sonho de uma vida um pouco melhor.Mas a violência as une. A empregada silenciosamente acolhe, solidariza-se e trata dos ferimentos físicos e emocionais da dona de casa. Esta, por sua vez, apoia e acompanha a neta da empregada na realização do aborto, que para a jovem transforma-se em um pesadelo. No entanto, se a violência aproxima as duas mulheres, as condições sociais, econômicas e culturais criam um abismo entre elas. A empregada tem consciência de que o analfabetismo e a falta de cultura são responsáveis pela miséria (não apenas física) de sua vida. Se tivesse estudo e soubesse falar, não teria sido enganada e desrespeitada em sua vida.A autora revela como as condições culturais são determinantes para a aceitação social da violência doméstica e as condições sociais e econômicas fundamentais para o acesso a serviços públicos de qualidade e à informação no campo da saúde.A situação vivida pelas duas personagens centrais, embora se passe na Índia, é exatamente a mesma vivenciada pelas mulheres no Brasil. A violência doméstica e a gravidez não desejada são o cotidiano das mulheres brasileiras. Acolher, não julgar ou condenar as mulheres que não conseguem romper a violência ou que realizam abortos por necessidade ou por não terem tido acesso a serviços de saúde, informação ou atendimento adequado é uma forma de suavizar essa violência. Reduzir as desigualdades sociais é diminuir essa outra distância entre nós.
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Fonte: Carmen Hein de Campos- Coordenadora do Cladem/Brasil – Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Artigo:O povo, a Polícia e o marginal.

*(Archimedes Marques)

Infelizmente grande percentagem da população brasileira não tem a Polícia como sua amiga ou sua parceira no combate ao crime. As pessoas apenas usam os policiais quando precisam e logo os descartam. Para muitos Policia e bandido se confundem e são até palavras sinônimas do submundo da nossa sociedade.
A frase popular de autor desconhecido sempre é vivenciada tristemente por todas as Policias do Brasil: “Quando alguém está em perigo, pensa em Deus e clama pela polícia. Passado o perigo, se esquece de Deus e execra a polícia”.
Aliados a tais pensamentos insensatos os governos pouco investem nas suas Polícias. A segurança pública sempre foi esquecida e sucateada através dos anos. As Polícias sempre foram relegadas ao segundo plano, principalmente no que tange a valorização profissional dos seus membros. Com raras exceções, poucas conquistas foram alcançadas pelas classes policiais em alguns Estados da Nação.
Entretanto, na área penal, destarte para diversos tipos de crimes, vários benefícios surgiram e alcançaram os seus praticantes. O avanço nesse sentido foi significativo para os transgressores da Lei e dentre tantas conquistas destacam-se: A regressão das penas com os consequentes cumprimentos em regimes fechado, semi-aberto e aberto, a prisão domiciliar, a liberdade condicional, o indulto de Natal (aquele benefício em que boa parte dos detentos vai passar em casa e nunca retornam), as penas alternativas e até o auxilio-reclusão que já existe para dar proteção aos dependentes dos presos, dado as suas impossibilidades de prover a subsistência dos mesmos. Tais benefícios chegaram para o bem dos delinqüentes mesmo contra a vontade popular e para sobrecarregar o trabalho policial em vários sentidos.
Enquanto para os delinqüentes seus direitos evoluíram, para os Policiais estagnaram e até regrediram, vez que até os próprios direitos humanos que na teoria são para todos, na prática pouco lhes alcançam, ao passo que, quanto ao povo, continua a sua triste sina do desamparo quase que absoluto.
Sem se aprofundar muito nesta questão social e só para citar um índice, o do desemprego, é triste constatação que recentemente houvera inscrição em concurso para Gari no Rio de Janeiro (não desfazendo dessa classe, mas por se tratar de uma profissão que requer a mínima cultura para exercê-la) e então, por falta de opção, 1.026 dos mais de 100 mil inscritos possuíam nível Superior completo, dentre os quais 45 com Títulos de Doutorado e 22 com Mestrado, ressaltando que tudo isso por uma busca de um salário mínimo, enquanto que o auxilio-reclusão atinge bem mais do que isso para os familiares dos presos e que em contra-senso, por ironia do destino para os familiares das suas próprias vítimas, destarte para as vítimas de homicídio e latrocínio, só lhes restam as lembranças dos seus entes queridos quando em vida.
Buscando algo ilustrativo para o fiel dessa balança incompreensível encontrei publicado em diversos sites, o artigo exemplo intitulado CARTA A UM BANDIDO escrito pelo colega Delegado de Polícia Civil do Estado do Pará, WILSON RONALDO MONTEIRO, que agora o transcrevo na íntegra:

“Senhor Bandido,
Esse termo de senhor que estou usando é para evitar que macule a sua imagem ao lhe chamar de bandido, marginal, delinqüente ou outro atributo que possa ferir sua dignidade, conforme orientações de entidades de defesa dos Direitos Humanos.
Durante vinte e quatro anos de atividade policial, tenho acompanhado suas “conquistas” quanto a preservação dos seus direitos, pois os cidadãos e especialmente nós policiais estamos atrelados às suas vitórias, ou seja, quanto mais direito você adquire, maior é nossa obrigação de lhe dar segurança e de lhe encaminhar para um julgamento justo, apesar de muitas vezes você não dar esse direito as suas vítimas. Todavia, não cabe a mim contrariar a lei, pois ensinaram-me que o Direito Penal é a ciência que protege o criminoso, assim com o Direito do trabalho protege o trabalhador, e assim por diante.
Questiono que hoje em dia você tem mais atenção do que muitos cidadãos e policiais. Antigamente você se escondia quando avistava um carro de polícia; hoje, você atira, porque sabe que numa troca de tiros o policial sempre será irresponsável em revidar. Não existe bala perdida, pois a mesma sempre é encontrada na arma de um policial ou pelo menos sua arma é a primeira a ser suspeita.
Sei que você é um pobre coitado. Quando encarcerado, reclama que não possuímos dependência digna para você se ressocializar. Porém, quero que saiba que construímos mais penitenciárias do que escolas ou espaço social, ou seja, gastamos mais dinheiro para você voltar ao seio da sociedade de forma digna do que com segurança pública para que a sociedade possa viver com dignidade.
Quando você mantém um refém, são tantas suas exigências que deixam qualquer grevista envergonhado. Presença de advogados, imprensa, colete à prova de balas, parentes, até juízes e promotores você consegue que saiam de seus gabinetes para protegê-los. Mas se isso é seu direito, vamos respeitá-lo.
Enfim, espero que seus direitos de marginal não se ampliem, pois nossa obrigação também aumentará. Precisamos nos proteger. Ter nossos direitos, não lhe matar, mas sim de viver sem medo de ser um policial.
Dois colegas seus morreram, assim como dois de nossos policiais sucumbiram devido ao excesso de proteção aos seus direitos. Rogo para que o inquérito policial instaurado, o qual certamente será acompanhado por um membro do Ministério Público e outro da Ordem dos Advogados do Brasil, não seja encerrado com a conclusão de que houve execução, ou melhor, violação aos Direitos Humanos, afinal, vocês morreram em pleno exercício de seus direitos.”

Em verdade os nossos policiais são verdadeiros heróis que vivem tudo isso e que dão as suas próprias vidas em defesa da sociedade que em contra-senso, ao invés de aplaudir as suas ações e ajudar a resgatar as suas dignidades que os governantes fizeram perder ao longo dos tempos ainda cometem a tamanha insensatez de críticas descabidas e atitudes insanas que só fortalecem a marginalidade e as ações em prol dessa mesma classe.
A sociedade brasileira que também é uma sobrevivente a tais aberrações, precisa sentir a Polícia à luz do valor da amizade, funcionando como sua parceira contra o crime e contra certos desmandos, enquanto que, por sua vez, o poder público deve valorizar mais a sua Policia, e por outro lado, tentar de uma melhor maneira recuperar os delinqüentes quando dos seus crimes nas suas segregações, não com tantos benefícios, com direitos exacerbados, e sim com efetivos e verdadeiros projetos de ressocialização dando-lhes ocupações, cursos profissionalizantes e trabalho ao invés da ociosidade recompensada e breve liberdade para retorno ao crime.

*(Delegado de Policia. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Publica pela Universidade Federal de Sergipe) archimedes-marques@bol.com.br

terça-feira, 27 de abril de 2010

Antidepressivos

Médicos desprezam os efeitos colaterais de antidepressivos

Ganho de peso, tremor, diminuição da libido, insônia. Uma parcela das pessoas que tomam antidepressivos enfrenta esses e outros efeitos colaterais.
São sintomas que têm grande impacto na qualidade de vida e que explicam, muitas vezes, o abandono do tratamento. Apesar disso, psiquiatras e outros médicos que prescrevem essas drogas negligenciam a questão.
É o que indica uma pesquisa a ser publicada no "Journal of Clinical Psychiatry". As queixas dos 300 voluntários sobre os efeitos colaterais dos remédios foram 20 vezes mais frequentes do que as observadas por seus psiquiatras.
Os pacientes anotaram, em uma lista de 31 efeitos colaterais, a frequência com que os sentiam e o grau de incômodo que representavam. Depois, os pesquisadores checaram, nas fichas médicas deles, os dados de efeitos colaterais anotados pelo médico de cada paciente.
Mesmo quando os pacientes descreveram os efeitos como frequentes ou muito incômodos, os médicos os registraram com uma frequência duas a três vezes menor nas fichas.
Zimmerman diz que estudos sobre essas drogas, patrocinados pela própria indústria farmacêutica, devem estar subestimando seus efeitos negativos.
Para Ana Luíza Camargo, coordenadora do núcleo de medicina psicossomática e psiquiatria do hospital Albert Einstein, as queixas do paciente nem sempre são ouvidas. "No afã de tratar, é possível que passem despercebidas."
Renério Fráguas, coordenador da residência do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, considera o alerta importante para psiquiatras, mas, principalmente, para não especialistas. "Eles tratam um porcentual significativo de pacientes com depressão, mas, como cuidam de outros aspectos, falta tempo para olharem mais para isso."
Fráguas diz que muitos sintomas não são causados pelo remédio, mas pela depressão. A opinião é semelhante à de Miguel Roberto Jorge, professor-associado de psiquiatria da Unifesp. "Muitos pacientes têm queixas múltiplas", diz.
Segundo Jorge, os diferentes antidepressivos têm eficácia muito parecida, daí a importância dos efeitos colaterais na escolha do remédio. "Estamos tão preocupados em saber se houve redução dos sintomas como em saber se apareceram efeitos colaterais", acredita.
Efeitos colaterais estão entre os principais motivos que levam a pessoa a interromper a medicação. "Acontece com frequência, o que é uma pena, porque poderíamos esclarecer se o problema vai continuar, se representa perigo ou, se for o caso, trocar o remédio", diz Jorge. Para ele, a maioria desses efeitos não ameaça a saúde, mas os pacientes não sabem disso.
Segundo Fráguas, se a depressão está sendo tratada pela primeira vez, a tendência é trocar o remédio que dá muitos efeitos. Mas, se a pessoa já se tratou antes ou apresenta um quadro grave, o indicado é tentar subir a dose aos poucos, para minimizar efeitos colaterais.
Para Camargo, do Einstein, se a queixa é comprovada e causa muito desconforto, pode ser hora de partir para outra droga. Mas ela crê que há casos em que é preciso tolerar algum efeito colateral. "Com uma conversa, pode ser administrável."
Fonte: Folha Online

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Gestação de anencéfalos

Além dos graves danos à saúde mental, pela dor e sofrimento envolvidos, a gestação e o parto de um feto anencefálico representam um risco maior para a mulher do que uma gravidez normal, com maior incidência de hipertensão, hemorragias e infecções.Segundo a petição da ADPF nº. 54/2004, disponível em http://www.stf.gov.br:

A) A manutenção da gestação de feto anencefálico tende a se prolongar além de 40 semanas.
B) Sua associação com polihidrâminio (aumento do volume no líquido amniótico) é muito freqüente.
C) Associação com doença hipertensiva especifica da gestação (DHEG).
D) Associação com vasculopatia periférica de estase.
E) Alterações do comportamento e psicológicas de grande monta para a gestante.
F) Dificuldades obstétricas e complicações no desfecho do parto de anencéfalos de termo.
G) Necessidade de apoio psicoterápico no pós-parto e no puerpério.
H) Necessidade de registro de nascimento e sepultamento desses recém-nascidos, tendo o cônjuge que se dirigir a uma delegacia de polícia para registrar o óbito.
I) Necessidade de bloqueio de lactação (suspender a amamentação).
J) Puerpério com maior incidência de hemorragias maternas por falta de contratilidade uterina.
K) Maior incidência de infecções pós-cirúrgicas devido às manobras obstetrícias do parto de termo.
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Indicação de fontes:
Aníbal Faúndes – médico
Cemicamp - Centro de Pesquisas Materno-Infantis de Campinas
afaundes@unicamp.br

Cristião Fernando Rosas - médico
Comissão de Violência Sexual e Interrupção da Gravidez Prevista em Lei da Febrasgo
cristiao@terra.com.br

Débora Diniz - antropóloga
Anis - Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero
anis@anis.org.br

Thomaz Gollop – médico
Instituto de Medicina Fetal (IMF Brasil) e professor de genética médica da USP
www.thomazgollop.com.br

Agência Patrícia Galvão

E-MAIL RECEBIDO:


Prezado(a) Gabriela De Sá Gonçalves,
É com muita satisfação que comunicamos que a partir desta data estamos colocando no ar um site totalmente novo e modernizado Gabriela Sou da Paz, trazendo muito mais praticidade e conteúdo para sua navegação.
Nossos sinceros agradecimentos a empresa Enter Web que criou e desenvolveu todo este projeto voluntariamente.
Santiago - Pai de Gabriela.
Visite o site: http://www.gabrielasoudapaz.org
Participe da comunidade oficial do Orkut da Gabriela: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=52838048
Participe da primeira comunidade criada para Cleyde Prado Maia: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1064828

Dia 25 de abril,o dia para lembrar,especialmente,da Malária.


A iniciativa lembra que esta é uma oportunidade para cada um – governo, empresas, instituições de solidariedade social, indivíduos - fazer a diferença.
Falta menos de um ano para atingir o prazo estipulado para o cumprimento dos objetivos traçados para 2010: cobertura integral da população em risco com redes mosquiteiras e uma redução de 50% no número de casos e mortes associadas à malária.
A redução de casos da malária iria contribuir significativamente para os objetivos do milénio, estipulados pelas Nações Unidas, uma vez que estes incluem não apenas o combate à doença, mas também metas associadas aos direitos e à saúde de mulheres e crianças, acesso à educação e diminuição da pobreza.
Centenas de parceiros ,governos, organizações internacionais, empresas, instituições acadêmicas e de investigação, fundações, organizações não governamentais e indivíduos, lutam contra a malária, seguindo a estratégia definida no Plano de Ação Global contra a Malária.
A malária é uma doença evitável e tratável, que metade da população mundial corre o risco de contrair. Mata cerca de um milhão de pessoas, todos os anos, a maior parte em África.

Saúde para todos nós
Gabriela
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Complemento:

Artigo:O SUS e o sentimento de pertencimento



O direito à saúde, consagrado na Constituição e garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), vem sendo implementado pelos municípios, estados e União, muito mais em razão de um movimento sanitário composto por especialistas, secretários de saúde, conselheiros de saúde, membros do Ministério Público do que por vontade da população, em especial a mais rica.

Por que a sociedade nem sempre reconhece os direitos sociais como a saúde, a educação, a segurança pública, como um direito de cidadania?

Isso tem a ver com diversos fatores, mas também com o sentimento de pertencimento. Não há um sentimento de pertencimento da população em relação ao SUS. Todos os segmentos sociais buscam garantir, de algum modo, um plano de saúde: trabalhadores pelos seus dissídios coletivos; servidores com serviços próprios; ministério público, judiciário, parlamentares, autoridades públicas sanitárias, todos pretendem (ou já tem garantido) um plano de saúde institucional; e os secretários de saúde muitas vezes dirigem um sistema que não usam.

A classe média quando reivindica, mediante o Poder Judiciário, determinados procedimentos de saúde, principalmente os medicamentos, o faz com certo desprezo pelo sistema, sem nem querer saber quais são os seus deveres para com o SUS, uma vez que não existe direito sem um correspondente dever.

Não lhe importa saber se para obter um serviço do SUS deve-se acessá-lo pelas suas portas de entrada e respeitar o princípio da integralidade da assistência terapêutica que pressupõe um conjunto de ações articuladas e contínuas e não um fracionamento de atos, descolados de diagnósticos e terapêuticas indicados pelos profissionais da saúde pública. Seria impensável em países como a Inglaterra e Espanha, alguém escolher ou pretender para si apenas este ou aquele procedimento sanitário público prescrito por profissional da saúde privada.

E o Judiciário – sem se debruçar sobre os princípios e diretrizes do SUS, dentre eles o da integralidade que garante medicamentos como uma decorrência da assistência terapêutica que, por sua vez, pressupõe haver um paciente em tratamento no sistema de saúde público – acolhe todos os pedidos, sem se dar conta de que está rompendo com a organização do SUS e com o princípio da igualdade daquele que, cumprindo seus deveres, entra no SUS pela sua porta de entrada, como em qualquer país que garante o acesso universal à saúde.

Essa ausência fundamental do sentimento de pertencimento ao SUS e daqueles que acham que o SUS é para a sua empregada doméstica, produzirá um SUS pobre para pobres. E enquanto o Judiciário não perguntar como esse Sistema está organizado, apenas referindo-se ao amplo conceito do art. 196 que também caracteriza a saúde como decorrência de políticas sociais e econômicas que evitem o risco de agravo à saúde; e garantir o direito à saúde às pessoas porque elas são “hipossuficientes”, e não porque são cidadãs que devem ter seus direitos garantidos e deveres a cumprir, estará contribuindo para a sua desorganização.

Lembramos que dentre os princípios do SUS temos políticas de saúde discutidas nos conselhos de saúde; integralidade da atenção a ser garantida numa rede interfederativa de serviços, e não apenas por um determinado município; integralidade que deve ser respeitada tanto pelo sistema público quanto pelo cidadão que não pode pretender procedimentos fracionados.

O ideal não pode ser ter renda para garantir um plano de saúde, mas sim ter consciência social; isso faz com que a sociedade se isole do SUS e se desinteresse de seu financiamento o qual deve garantir um padrão integralidade de atenção à saúde discutido por todos.

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Por:Lenir Santos - Coordenadora do Instituto de Direito Sanitário Aplicado – IDISA; Coordenadora do Curso de Especialização em Direito Sanitário da UNICAMP-IDISA; ex-procuradora da UNICAMP.

Dê uma atenção para esta matéria....

"Reproduzo, abaixo, a íntegra da Representação que o Movimento dos Sem Mídia fez à Procuradoria-Geral Eleitoral pedindo investigação das pesquisas de intenção de voto para presidente da República feitas neste ano pelos quatro mais importantes institutos de pesquisa do país – Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi."


Delegacia da Mulher em Petrópolis/RJ



O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Condim) apresentou em uma reunião ocorrida nesta semana o relatório que resume o trabalho da entidade em prol da instalação de uma unidade da Delegacia da Mulher. O assunto também foi pauta da última reunião do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGI-M) e do Conselho Municipal de Segurança. “O governo municipal e diversos setores da sociedade civil estão integrados para que a instalação da Delegacia da Mulher se torne uma realidade. O direcionamento do prefeito Paulo Mustrangi é trabalhar políticas públicas em prol da defesa e da qualidade de vida das mulheres petropolitanas”, afirmou a coordenadora do Centro de Referência da Mulher, Eliete de Souza. Os números ressaltam a importância da instalação da Delegacia da Mulher em Petrópolis. Durante o período de março de 2007 a março de 2010, foram atendidas 2.477 mulheres vítimas de violência. “Grande parte não tem coragem de denunciar por receio de chegar as delegacias. Isso deve mudar e a Delegacia da Mulher seria uma solução para esses casos”, salientou Eliete.O encontro contou com a presença de Inês Boynard, que representou o Rotary Itaipava e que “já se colocou à disposição para participar desta luta em prol das mulheres”. As reuniões ordinárias do Condim acontecem todas as terceiras segundas-feiras do mês, às 9h, no auditório do Centro de Referência da Mulher, que fica na Rua Santos Dumont, 100 – fundos.

Fonte:Tribuna de Petrópolis