domingo, 14 de fevereiro de 2010

Aborto em questão


A Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR), entidade sem fins lucrativos cujo objetivo é a promoção dos direitos sexuais e reprodutivos segundo os princípios das Declarações da ONU, mais especificamente os da Convenção pela Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher, lamenta os indícios de retrocesso do governo brasileiro em relação ao tema aborto no terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3). A declaração do ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, de que o trecho que trata da descriminalização do aborto deve mudar, demonstra que o governo parece estar mais uma vez cedendo às pressões da Igreja Católica, que já havia se manifestado contrária à descriminalização do aborto no PNDH3 e chegado a chamar Lula de Herodes pela inclusão do tema no Programa. Do texto 'Apoiar a descriminalização do aborto' seria retirada sua continuação, “tendo em vista a autonomia das mulheres para decidir sobre seu próprio corpo”.
O tema do aborto aparece no Programa dentro da linha estratégica voltada para a garantia dos direitos das mulheres “para o estabelecimento das condições necessárias para a sua plena cidadania”. O Programa diz “apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidirem sobre seus corpos” (trecho ameaçado de retirada) e ainda recomenda ao Poder Legislativo a “adequação do Código Penal para a descriminalização do aborto”. Também são previstos a implementação dos mecanismos de monitoramento dos serviços de aborto previsto em lei, “garantindo seu cumprimento e facilidade de acesso”, “o alargamento dos permissivos para a prática do aborto legal, em conformidade com os compromissos assumidos pelo Estado brasileiro no marco da Plataforma de Ação de Pequim”, e, inserido no campo do direito à saúde, à Previdência e à assistência social, “considerar o aborto como tema de saúde pública, com a garantia do acesso aos serviços de saúde para os casos previstos em lei”.
A justificativa apresentada pelo ministro Paulo Vannuchi para modificar o texto, de que a defesa da autonomia da mulher sobre seu corpo é um ponto de vista do movimento feminista e não do governo, soa, no mínimo, discriminatória, já que assim como as outras demandas do PNDH3, as relativas à descriminalização do aborto vieram de conferências realizadas pela sociedade civil. Por qual motivo estas reivindicações poderiam ser “cortadas” do plano, diferentemente das outras? O que o ministro entende por um “saudável recuo” faz com que a CCR tema pelo futuro da descriminalização do aborto defendida pelo Programa. E a afirmação de que este não é o posicionamento do governo traz o questionamento: será que este governo é, então, contra a autonomia das mulheres em decidir sobre seus corpos?
Vale mencionar que não foi na Conferência Nacional de Mulheres que o ponto de vista da defesa da autonomia das mulheres sobre seus corpos foi formulado. Esta é uma luta de décadas no Brasil e no mundo inteiro. Diversos países vem avançando no processo de modificação das suas leis em relação ao aborto e na luta pela autonomia das mulheres e o Brasil é, inclusive, signatário de vários tratados internacionais de direitos humanos através dos quais se comprometeu em respeitar, garantir e promover os direitos reprodutivos das mulheres, e a modificar o cenário do aborto no país.
Quantos anos mais teremos que ficar debatendo até que um governo progressista tenha coragem para promover ações que visem garantir direitos justos e com equidade para todas as mulheres do pais? Um governo como o atual, comprometido com a diminuição da pobreza e das desigualdades, não deveria virar as costas para as mulheres brasileiras.
Sem dúvida, é um grande passo do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, resultado das discussões da 11ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos, realizada em Brasília em dezembro de 2008, apoiar projeto de lei para descriminalização do aborto no país. A CCR espera que esta vitória não seja colocada em risco, nem por pressões da Igreja Católica, desrespeitando a condição laica do Estado brasileiro, nem por jogos de campanha eleitoral nos bastidores de Brasília. A expectativa é de que o PNDH3 possa ser mantido integralmente e implementado, promovendo o avanço de questões fundamentais para a garantia do exercício dos Direitos Humanos no Brasil, entre elas a descriminalização do aborto.


Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução:


Margareth Arilha (Diretora Executiva)
Pesquisadora em Saúde Reprodutiva, Psicóloga, com especialização em Psicanálise pelo Instituto Sedes Sapientiae, Mestre em Psicologia Social pelo Programa de Gênero, Raça e Idade da Pontifícia Universidade Católica, e Doutora pelo Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Exerceu a função de Assessora Regional em Políticas de Saúde Reprodutiva, Gênero e Direitos da UNFPA – Fundo das Nações Unidas para Assuntos de População, no México.

Elza Salvatori Berquó
Professora Titular da Faculdade de Saúde Pública, da Universidade de São Paulo, Pós-Graduação em Bioestatística pela Columbia University. Membro Fundador e Coordenadora da Área de População e Sociedade do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento-Cebrap, Fundadora do Núcleo de Estudos de População-Nepo, da Universidade Estadual de Campinas, Membro Fundador da Associação Brasileira de Estudos Populacionais - ABEP, Membro da International Union for the Scientific Study Of Population-IUSSP, Membro do Population Association of America-PAA, Membro do Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução-CCR.

Jacqueline Pitanguy
Socióloga e cientista política, é diretora da CEPIA – Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação. A CEPIA é uma ONG fundada em 1990 que trabalha nas áreas de violencia, saude e acesso a justica com uma perspectiva de gênero e no marco dos direitos humanos. É tambem Presidente do Conselho Diretor do Fundo Brasil de Direitos Humanos. No cenário internacional , preside o Conselho Diretor da organização Women Learning Partnership (WLP), que trabalha fundamentalmente com mulheres de países islamicos e integra o Comite Diretor do Movimento Mundial pela Democracia (WMD).

Silvia Pimentel
Jurista, iniciou sua militância no movimento de mulheres nos anos 70, participando e promovendo inúmeras iniciativas no campo dos direitos sexuais e reprodutivos, e direitos humanos. Participou do IWRAW nas décadas de 80-90. Atualmente é vice-presidente do Comitê CEDAW, da Organização das Nações Unidas, que fiscaliza o cumprimento da Convenção sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher.

Sonia Correa
Arquiteta com especialização em antropologia. Fundadora do primeiro grupo feminista do Nordeste (Ação-Mulher) e depois da ONG SOS-Corpo Instituto Feminista para a Democracia (Recife). É pesquisadora associada da ABIA, Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS, e coordenadora de dois projetos globais: o programa de Direitos e Sexuais e Reprodutivos da Rede DAWN (uma articulação feminista dos países em desenvolvimento que existe desde 1984) e o Observatório de Sexualidade e Política (co-cordenadora com Richard Parker).

Fátima Oliveira
Médica, ex-secretária-executiva da Rede Feminista de Saúde, co-autora de Fundamentos da bioética (Paulus, 1996), orgs. Christian de Paul de Barchifontaine e Léo Pessini; "Tecnologias reprodutivas: gênero e ciência" (Unesp, 1996), org. Lucila Scavone; Ciência e tecnologia em debate (Moderna, 1998), org. Márcia K.; "Questões de Saúde Reprodutiva (Ford/Fiocruz, 1999).
Tania Di Giacomo Lago
Possui graduação em Medicina (1980) e residência em Medicina Social (1983) pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, mestrado em Pesquisa em População pela University of Exeter (1985), doutorado em Demografia pela Universidade Estadual de Campinas (2004). Atualmente é Professora Assistente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Assessora Técnica da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e Pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento.

Edna Roland
Psicóloga com mestrado em psicologia social na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Desde o início da década de 80 participou dos movimentos negros. Criou entidades de valorização das mulheres negras e de combate à discriminação racial, como a organização Coletivo de Mulheres Negras, em 1983, e o Instituto Geledés da Mulher Negra, em 1988, no qual foi coordenadora de saúde e tratou de temas como esterilização e aborto.

Fernando Pacheco Jordão
Atuou no jornalismo desde 1957, quando iniciou sua carreira na antiga Rádio Nacional, em São Paulo. Posteriormente, trabalhou como repórter, redator e editor de diversos veículos, como O Estado de S. Paulo, TV Excelsior, BBC de Londres, TV Globo, TV Cultura de São Paulo e revistas Isto É e Veja. Como consultor e assessor político, atuou nas campanhas dos governadores Mário Covas e Geraldo Alckmin. Sendo sócio-diretor da FPJ – Fato, Pesquisa e Jornalismo.

Jane Galvão
É doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social/Universidade do Estado do Rio de Janeiro e mestre em Antropologia Social pelo Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro. De 1988 a 1992, coordenou, no Instituto de Estudos da Religião (ISER), um programa pioneiro que envolvia diferentes religiões no enfrentamento da epidemia de HIV/AIDS. Foi coordenadora geral da Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA) de 1993 a 1999.

Marco Segre
Possui graduação em Medicina pela Universidade de São Paulo (1957) . Atualmente é Professor Emérito da Universidade de São Paulo, Professor Responsável por Disciplina - Creden da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Não possui vínculo da Universidade de Pernambuco e Contratado do Centro Universitário São Camilo - Campus Pompeia. Tem experiência na área de Medicina , com ênfase em Bioética.

Maria Betânia de Melo Ávila
Socióloga, com especialização na Universidade de Sorbonne, Paris, vem se dedicando nas últimas duas décadas a pesquisas nas áreas de saúde da mulher, direitos reprodutivos e direitos sexuais. É fundadora e coordenadora geral do SOS Corpo - Gênero e Cidadania. Também fundadora da Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos.

Richard Guy Parker
Antropólogo, professor e chefe do Departamento de Ciências Sociomédicas e diretor do Centro de Gênero, Sexualidade e Saúde na Escola de Saúde Pública da Universidade de Columbia em Nova York/USA, e diretor-presidente da Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA) no Rio de Janeiro/Brasil. Seu trabalho investiga a construção social e cultural de gênero e sexualidade, as dimensões sociais do HIV e Aids, e a relação entre desigualdade social, saúde e doença.

Beto de Jesus
Educador, consultor em educação e diversidade sexual, colaborador na implantação do programa Educando para a Diversidade na rede municipal de ensino de São Paulo. Foi um dos fundadores da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, sendo Coordenador da mesma de 1999 a 2002. Atualmente é Secretário Executivo do Instituto Edson Neris em São Paulo e Diretor Financeiro da ABGLT - Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais e Secretário para América Latina e Caribe da ILGA – International Lesbian and Gay Association.
Roberto Arriada Lorea
Juiz de direito em Porto Alegre. Mestre e doutor em Antropologia Social (Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS). Pesquisador associado ao Núcleo de Pesquisa em Antropologia do Corpo e da Saúde (NUPACS/UFRGS). Diretor do Departamento de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos da Associação dos Juízes do RS (AJURIS).

Fonte:Publicada em: 02/02/2010 às 12:30 notícias CLAM

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Artigo:Segurança Pública

O policiamento comunitário como um bom caminho para a paz social
(Archimedes Marques)


A paz no seio da sociedade é a aspiração, o desejo fundamental de toda pessoa de bom senso, entretanto, só pode ser atingida com a ordenação da potencialidade da comunidade em confiança e somação ao poder público em torno do ideal comum de uma segurança justa.
A eficiência do trabalho da polícia está intimamente ligada ao bom relacionamento entre o cidadão e o policial. Os estudiosos da sociologia criminal entendem que a necessidade desta interação nada mais é do que uma “co-produção dos serviços policiais”, querendo com isso chamar a atenção para a relação simbiótica que deve existir entre a Polícia e o povo, ou seja, o povo precisa da Polícia para compor a sua proteção e em contrapartida lhe fornece os meios para alcançar tal finalidade.
Tal assertiva comunga com a filosofia do policiamento comunitário e é por via da confiança e da amizade que são formadas parcerias entre a população e as instituições de segurança publica no sentido de identificar, priorizar e resolver os problemas que afetam as comunidades relacionados a violência e o crime.
A estratégia principal do policiamento comunitário é de caráter preventivo para a conseqüente redução da criminalidade, contudo, alcança também a questão da diminuição do dano da vítima e modifica os fatores comportamentais da população em relação a instituição policial fazendo com que boas informações sejam colhidas para o trabalho da Polícia investigativa em repressão ao delitos ocorridos.
É fato que em tempos idos a Polícia e a comunidade andavam de mãos dadas contra o crime, época em que o policiamento vivia junto com o povo saneando as suas questões inerentes, mas, com o aumento populacional, com o crescimento desordenado das cidades e com a transformação das eras foram surgindo problemas diferentes, aumentando a violência e a marginalidade substancialmente fazendo com que novos modelos de Polícia fossem implementados e fossem abandonadas aquelas velhas e boas interações, começando assim o afastamento entre a Policia e a sociedade
As más ações policiais ocorridas no tempo e principalmente as executadas na ditadura militar em que os direitos do cidadão brasileiro foram rasgados e totalmente desrespeitados com grande número de pessoas inocentes ou não criminosas sendo torturadas, mortas e desaparecidas ajudaram a distanciar de vez o povo da sua Polícia.
Com esse afastamento a população passou a ter a Polícia não mais como sua amiga ou sua parceira contra o crime e, somente como sua protetora, dela exigindo tudo sem apoio nenhum a lhe fornecer em troca.
Aproveitando os espaços deixados entre Polícia e povo, o crime organizado foi assim ocupando os lugares vazios engrossando as fileiras do tráfico de drogas, raiz central de tantos outros tipos de crimes que assola o nosso País.
As favelas, invasões, morros, foram dominados pelos traficantes que organizaram facções criminosas para maior fortalecimento, enquanto os agentes públicos viam naqueles amontoados de barracos de vidas subumanas apenas possíveis votos a serem comprados.
O tráfico passou então a funcionar como uma espécie de governo paralelo dentro das diversas comunidades, realizando em troca de favores e informações o trabalho social para o povo carente local, distribuindo alimentos, mantimentos e remédios que são tomados de assalto em cargas diversas para tais finalidades. Funcionando também o grande traficante como se fosse um Juiz opressor ou ditador na resolução das contendas do povo,
Assim, em diversas localidades, o povo por falta de opção, prefere o tráfico ao poder público. O policial fora trocado pelo traficante por pura imprevidência e inabilidade do Estado. A alternativa plausível para resgatar o espaço perdido é, sem sombras de dúvidas, o policiamento comunitário.
Há mais de uma década atrás o grande Jurisconsulto, professor e Filosofo MIGUEL REALE assim inteligentemente já entendia: ...”A polícia comunitária, aquela que diuturnamente convive com o povo, não é senão a visão da polícia à luz do valor da amizade; e é a única solução a ser dada com êxito para resolver a preocupante questão da violência, sobretudo nas grandes cidades.”
Um programa de policiamento comunitário bem aplicado resulta no aumento da qualidade de vida da comunidade, na redução do medo que sofre a população, na restauração da ordem publica danificada, na satisfação do povo em relação ao serviço policial prestado, no melhor relacionamento e confiança da sociedade nas ações policiais, além da redução da criminalidade e da real punição dos criminosos.
Fortes projetos inerentes abrangendo todos os Estados da Nação, bem monitorados e administrados com ética, legalidade e responsabilidade além de resgatar a interatividade perdida ainda farão com que os olhos do povo sejam a extensão dos olhos da Polícia para que nada de mal passe despercebido e nos aproximemos mais da tão sonhada paz social.

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Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) – archimedesmarques@infonet.com.br - archimedes-marques@bol.com.br - archimedesmelo@bol.com.br
Fonte: www.infonet.com.br

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

HIV

Cerca de 660 mil agências de correios de todo o mundo exibirão e distribuirão material informativo sobre o HIV
O Brasil vai aderir à campanha mundial da União Postal Universal (UPU) para a prevenção e combate à aids. O Ministério da Saúde calcula que existam no país cerca de 600 mil pessoas com a doença. Brasília e algumas cidades do Entorno do Distrito Federal, assim como três cidades do Amazonas e 24 da Bahia vão seralvo do lançamento da campanha piloto no Brasil.
Os ministérios das Comunicações, da Saúde e a Empresa Brasileira de Correios (ECT) vão lançar na próxima terça-feira, 9, a campanha “Correios contra a aids”, que marcará a adesão do Brasil à ação mundial contra a doença. Vão estar presentes ministros e representantes de entidades internacionais que também trabalham com o tema, como da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect).
De acordo com a ECT, 660 mil agências de correios de todo o mundo vão estar integradas à campanha mundial, quando ela for expandida. Na primeira fase, aberta em julho, cerca de 24 mil postos de correios exibiram e distribuíram material informativo sobre HIV/aids, o que também vai ocorrer no Brasil.
Vão ser confeccionados cartões postais sobre o tema que serão distribuídos por 150 agências brasileiras dos Correios. Está previsto também o envio de 800 mil mensagens sobre a doença por mala direta postal domiciliária. Além disso, serão distribuídos 15 mil panfletos e expostos mil cartazes em pontos estratégicos em diversos estados.
A União Postal Universal lançou no ano passado campanha de abrangência mundial, dentro do Concurso Internacional de Redação de Cartas, com o tema “Escreva uma carta a alguém para dizer-lhe porque é importante falar da aids e se proteger dela”. A edição do concurso no Brasil vai receber trabalhos de estudantes de 9 a 15 anos de idade matriculados em escolas de ensino públicas e privadas.
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Segurança Pública em Petrópolis - Recebi o seguinte comentário anônimo neste blog

"1- Petrópolis tem menos 6 policiais militares.O Tenente Coronel Antônio os enviou para a Capital para trabalharem na Secretaria de Estado.

2- O tenente Coronel Antônio Comandante da PM aqui em Petrópolis falava sobre respeito para toda a tropa formada mas não deu exemplo:Quando um policial passou mal sentindo tontura em forma o Antônio o constrangiu falando no micofone o comparando com uma policial feminina dizendo que o policial (que inclusive trabalha servindo almoço para o próprio Coronel) parecia com uma PM feminina.Sendo motivo de chacota por todos os presentes."Uma vergonha"

3- Instrução irresponsável com os recrutas no quartel da Pm no quitandinha com utilização de bombas e gás lacrimogênio termina em ferimentos, recrutas surdos e vizinhança assustada e passando mal do coração.

4- O COMANDANTE GERAL TROCOU O COMANDANTE DO 7ª CPA AQUI EM PETRÓPOLIS."
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sábado, 30 de janeiro de 2010

Artigo:Um projeto que beneficiará o tráfico de drogas.

O crime organizado e o desleixe estatal fizeram com que o tráfico de drogas crescesse assustadoramente e tomasse conta dos morros, das favelas, das invasões, das periferias das grandes cidades do País. As matrizes das facções criminosas nascidas e fortalecidas nas metrópoles brasileiras já formam as suas filiais em tantas outras cidades e atuam como verdadeiras criações maléficas para a nossa sociedade.
Esta atividade criminosa lucrativa para alguns e altamente nociva para a população é, sem sombras de dúvidas, a raiz central de diversos crimes outros consequentes ou interligados, tais como: sequestros, latrocínios, homicídios, torturas, roubos...
As organizações que comandam o tráfico de drogas, não trabalham aleatoriamente, também possuem um organograma imaginário com as suas diversas divisões, chefias, cargos e operários até chegar ao objetivo comum de todos que é o público consumidor.
Assim, tais empresas criminosas enriquecem assustadoramente os seus líderes, os grandes traficantes, os empresários do tráfico que possuem toda uma rede de assistentes ao seu dispor, dentre os quais o pequeno traficante que compra e revende a droga.
Como ocorre em todas as empresas, os seus componentes visam chegar ao ápice das suas carreiras, e assim também, nesses empreendimentos criminosos, é objetivo do pequeno traficante chegar a ser um grande traficante para, além do seu real enriquecimento financeiro, ter o poder do comando e até da morte dos opositores em suas mãos.
O grande traficante, por conta da sua fama criminosa, através do seu poderio financeiro e repressivo é reconhecidamente e respeitado pelas comunidades locais como sendo o rei do morro, da favela, do bairro, do pedaço. O tráfico funciona nas diversas localidades como se fosse uma espécie de governo ditatorial paralelo ao nosso Regime Democrático do Direito.
O Estado, por sua vez, visando resgatar a ordem social ferida mostra-se ineficiente para debelar tão afligente problemática. Ações paliativas, pirotécnicas, cinematográficas, projetos e programas emergentes surgem e insurgem sem atingir os seus reais objetivos. Diversos remédios usados restaram inócuos e não curaram essa doença provinda do tráfico de drogas que tem como sustentáculo o crime organizado.
Fora divulgado na mídia recentemente que em breve período nascerá mais uma dessas ações milagrosas para conter o tráfico. Haverá propostas de mudanças na legislação penal brasileira no sentido de livrar os pequenos traficantes da cadeia como fórmula mágica para sanear a preocupante problemática.
Prognostica o projeto que o cidadão que for flagrado vendendo pequena quantidade de drogas, estiver desarmado e não tiver ligação comprovada com o crime organizado, será condenado a penas alternativas, ou seja, não será mais preso.
O Projeto de mudança de Lei será apoiado no Congresso nacional pelo Ministério da Justiça e tem como argumento principal para analise e aprovação pelos legisladores, o fato do pequeno traficante ao ser encarcerado junto com o grande traficante logo é arregimentado a participar das organizações ou facções criminosas, engrossando assim as suas fileiras.
Essa medida, se aprovada for, será um desastre de grandes proporções para a sociedade em geral, pois na prática estaríamos melhorando, facilitando e beneficiando o tráfico de drogas, vez que, todos os traficantes, grandes ou pequenos, estariam sempre escondidos atrás desse novo e potente escudo.
Fato também altamente complicado e complexo seria a formação do conjunto das investigações rápidas e imediatas a serem efetuadas pela Policia em pleno ato de flagrante delito, no sentido de comprovar a ligação do suposto pequeno traficante com o crime organizado.
Esperamos para o bem comum da ordem social e de toda a população brasileira que o Congresso nacional arquive por irracional e inconsequente que o projeto demonstra ser.
O Legislativo deve se conscientizar de vez dessa real problemática vivida pelo povo, deve se engajar efetivamente nesta luta contra o tráfico, contra o crime organizado. Projetos realmente sérios e efetivos devem ser criados tanto na área preventiva quanto na repressiva. Penas mais rígidas e sem benefícios devem ser aplicadas para os traficantes de drogas.
O traficante de drogas deve ser tratado de maneira diferenciada pela Lei brasileira sob pena de padecermos aos seus pés, sob pena do crime organizado desestabilizar de vez a ordem do País.
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Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) – archimedesmarques@infonet.com.br - archimedes-marques@bol.com.br
Fonte: http://www.infonet.com.br/

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Liberdade religiosa: cartilha esclarece seus direitos


Para conscientizar a população sobre a importância da liberdade religiosa, a Defensoria Pública de São Paulo lançou uma cartilha com informações sobre esse direito assegurado pela Constituição. O material explica o que é religião, liberdade religiosa, quais são as obrigações do Estado e o que as pessoas podem fazer para garantir o respeito a esse direito. Também traz informações sobre como se defender em caso de discriminação pelo credo ou por não ter nenhuma crença. Saiba mais

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Artigo: Por uma inabalável Corregedoria de Polícia

A sociedade brasileira sabedora dos seus direitos e das obrigações dos funcionários públicos exige cada vez mais transparência para todos os atos realizados pelos componentes das diversas classes e instituições que lhes prestam serviços essenciais.
A Polícia está dentre todas as instituições públicas como a mais exigida, a mais observada pela população. A questão de ser o policial o real protetor do povo, o guardião das Leis penais, faz com que a comunidade acompanhe todos os seus passos e lhe cobre sempre e efetivamente, além do destemor, ações condignas e leais provindas dos seus atos.
O trabalho do Policial é árduo, perigoso, estressante e ineficiente financeiramente, por isso, exige prudência, perseverança, amor a profissão e capacidade de concentração aguçada com equilíbrio e razoabilidade nos seus atos para que não ocorra os deslizes.
É fato e não há como deixar de reconhecer que realmente vários policiais em qualquer quadrante do país, tende com facilidade aderir à corrupção, ao arbítrio das suas medidas, ao desvirtuamento do seu encargo.
A questão da corrupção policial é, sem sombras de dúvidas, a mais séria e grave existente no âmbito da segurança pública, vez que o policial é acima de tudo o defensor das Leis penais e para tanto tem que ser o primeiro a dar o exemplo.
Antes de ferir o patrimônio público ou particular, a corrupção policial degrada os seus valores íntimos, desvirtualiza a sua nobre missão, relativiza o costume e a cultura da sua própria moral e torna negativo o conceito público da sua instituição.
O órgão essencial no nosso regime democrático de direito relacionado a corrigir as más ações policiais no âmbito administrativo é a Corregedoria de Polícia que trabalha a contento dentro das suas reais possibilidades, contudo, muito ainda falta para se atingir o máximo da exigência social.
A Corregedoria de Polícia visa investigar, reeducar, corrigir e punir os abusos administrativos praticados pelos seus agentes em ações profissionais excedentes ou particulares ilegais no cotidiano de cada um.
As transgressões disciplinares previstas em Leis são apuradas através sindicâncias, inquéritos ou processos administrativos, e daí, se não houver absolvição do acusado ou arquivamento do feito, pode advir penas de advertência, repreensão, suspensão, demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade dos servidores julgados.
Entretanto, esta pontual e importante missão é por demais difícil e estafante, pois além do receio da população em denunciar ou testemunhar as más ações policiais, ainda existe a questão do corporativismo em todas as classes da Polícia para dificultar ainda mais as suas investigações e decisões.
Ligados a esta problemática temos ainda a questão da Corregedoria de Policia ser adstrita e subalterna hierarquicamente à sua própria instituição policial, fato este que faz com que grande parcela da população desacredite nas investigações e punições dos infratores.
Nesse sentido, sem tirar o mérito atual dos órgãos correcionais, para uma melhor transparência dos seus atos perante a opinião pública e fortalecimento do setor é necessário que se criem Corregedorias de Polícia mais sólidas, inabaláveis, ligadas e subordinadas tão somente à Secretaria Nacional da Segurança Pública e às Secretarias Estaduais de Segurança Pública, ao mesmo tempo em que deve haver uma verdadeira faxina para livrar de vez das suas fileiras os cabulosos policiais.
Para que a autodepuração seja uma vertente forte e verdadeira em todas as Instituições policiais e se acabe com figura indesejável do falso policial também é preciso que se reformem as Leis administrativas e penais em desfavor desses infratores, transformando os seus respectivos procedimentos em atos mais ágeis, menos burocráticos e que acima de tudo, as vítimas e testemunhas verdadeiramente se sintam seguras por proteção efetiva do Estado.
O sucesso destas medidas não trará apenas ganhos morais para a Instituição policial, por certo, produzirá benefícios concretos para a Nação, resgatando a confiança do povo na sua Polícia, para caminharmos juntos em verdadeira confiança, amizade, interatividade e enfim, para melhor combatermos a criminalidade externa que geometricamente cresce no País.

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Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) – archimedesmarques@infonet.com.br - archimedes-marques@bol.com.br
Fonte: http://www.infonet.com.br/

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Tuberculose - O Brasil ainda pede socorro

O Brasil está na lista das 22 nações com maior número de habitantes contagiados pela tuberculose. Os dados estão no relatório do Ministério da Saúde, divulgado no 3º Fórum Mundial de Parceiros Contra a Tuberculose, no Rio de Janeiro.
Hoje, 65 milhões de brasileiros são infectados pela tuberculose, 80 mil adoecem e cinco mil acabam morrendo. A incidência é de 39 ocorrências por 100 mil habitantes e 70% estão concentradas em 315 dos 5.565 municípios brasileiros. Os estados que apresentam maior incidência são: Rio de Janeiro, Amazonas, Pernambuco, Pará e Ceará.
Saúde para todos nós
Gabriela

domingo, 24 de janeiro de 2010

Máquina politizada - por:Merval Pereira

Péssimo exemplo de vida pública
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"O próximo presidente da República vai herdar uma máquina pública experiente e bem formada, mas com fortes vínculos políticos com o PT e a CUT, relação histórica ampliada e aprofundada no governo Lula. A mais completa radiografia dessa máquina no âmbito do Poder Executivo nacional está registrada no livro “A elite dirigente do governo Lula”, da cientista política Maria Celina D’Araujo, atualmente professora na PUC do Rio de Janeiro, com participação da também cientista política Camila Lameirão.Realizado basicamente a partir de pesquisas quando atuava no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdoc) da Fundação Getulio Vargas, no Rio, o trabalho define as principais características da máquina pública federal: formada por pessoas altamente escolarizadas, com experiência profissional, na maioria proveniente do serviço público, com fortes vínculos com movimentos sociais, partidos políticos, especialmente o PT e sindicatos e centrais sindicais, principalmente a CUT.Na análise de Maria Celina, os integrantes das carreiras públicas estão majoritariamente filiados a sindicatos e têm preferencialmente adotado o PT, “de forma que mesmo que o governo seja de outro partido, a máquina pública irá refletir essa tendência”.Esse “sindicalismo de classe média”, onde predominam professores e bancários, tem sua base no funcionalismo público, fundamental para reativar o sindicalismo brasileiro a partir da redemocratização nos anos 1980, e está na origem do Partido dos Trabalhadores.Dados oficiais indicam que em julho de 2009 havia cerca de 80 mil cargos e funções de confiança e gratificações no Poder Executivo federal.Destes, cerca de 47.500 eram cargos e funções de confiança na administração direta, autárquica ou fundacional, que podiam ser preenchidos discricionariamente pelo Poder Executivo federal.No governo Lula, todas as nomeações passaram a ser concentradas na Casa Civil.“Um número excepcional de indicações concentrado nas mãos do presidente e dos ministros, o que revela não só a alta centralização da administração pública no país, mas também uma contradição gritante e desconfortável do ponto de vista da boa gestão pública: de um lado, um grande número de cargos e posições preenchidos por critérios de confiança política, de outro, regras praticamente ad hoc para preenchê-los” analisa o estudo da cientista política Maria Celina D’Araujo.Um dos aspectos mais preocupantes derivados dessa pesquisa, diz ela, é a ausência de regras estáveis para definir os critérios de nomeação dos dirigentes públicos no Brasil, em especial os ocupantes dos cargos de DAS.“Em geral predomina a falta de transparência nos processos de seleção. (...) A administração pública nem sempre é tratada de forma impessoal e profissional e, portanto, pode mudar a cada governo, segundo critérios e interesses de ocasião”.Como consequência, analisa o estudo, o setor público “pode facilmente ser capturado por interesses organizados”, situação na qual “o patrimonialismo e o corporativismo podem ser acentuados”.A amostragem de Maria Celina indica que 45% dos ocupantes dos cargos de Direção e Assessoramento Superiores, os famosos DAS, de níveis 5 e 6, e cargos de Natureza Especiais, os menos famosos NES, no primeiro governo Lula, e 42,8% no segundo, eram filiados a sindicatos de trabalhadores.Da mesma forma, a presença de membros de centrais sindicais é expressiva: 10,6% no primeiro governo e 12,3% no segundo. O grupo de sindicalizados que ocupa cargos de confiança nos governos Lula não só é mais vinculado a partidos políticos (ao PT) como é também mais associado a centrais: 24,3% indicaram ter esse tipo de vinculação.Quando o estudo analisa o quantitativo geral de ocupantes de cargos de DAS e NES dos dois governos que compõem a amostra de 505 pessoas, a taxa de filiação sindical é de 40,8%, e a adesão a centrais entre esses sindicalizados é de 24,3%.O trabalho verificou que é alta a presença de funcionários públicos entre os ocupantes dos cargos de DAS, um grupo de fortes vínculos com movimentos sociais, partidos, terceiro setor, academia e, em especial, com sindicatos.Não se trata, portanto, salienta Maria Celina D’Araujo, de funcionários desinteressados, mas de um conjunto de cidadãos “com níveis de participação e de inserção política e social muito acima dos que são praticados pela média da sociedade brasileira”.Segundo dados do Ministério do Trabalho relativos a 2001, entre os 498 sindicatos de servidores públicos filiados a centrais, 392 eram filiados à CUT. Segundo o trabalho, a conexão entre servidores públicos sindicalizados e CUT está bem evidenciada como forte tendência do sindicalismo do setor público brasileiro desde a Constituição de 1988.“Mesmo que, com a eleição de Lula, fosse de esperar que os sindicatos ficassem mais perto do governo e do Estado, esses dados chamam a atenção. Num país conservador como o Brasil, a presença tão significativa de profissionais sindicalizados nas altas esferas do governo parece destoante”, observa a cientista política.Ela salienta que os percentuais de sindicalização na máquina pública estão muito acima do que se observa na sociedade brasileira, que, em 2006, segundo o IBGE, registrava uma taxa de sindicalização em torno de 18% num total de 17 milhões de trabalhadores.Do total da amostra, 24,7% são filiados a partidos, mas, quando a análise enfoca apenas os sindicalizados, a taxa de filiação partidária sobe para 39,3%, demonstrando que o grupo de dirigentes públicos sindicalizado é também mais envolvido com a vida partidária.A hegemonia do PT é avassaladora: dos sindicalizados, 82,5% são filiados ao PT, e no resto da amostra esse percentual chega a 78%. (Amanhã, os fundos de pensão)."

Agência O Globo - 23/01/2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O vale coxinha de todos os dias.....

Reajuste na alimentação de servidores federais é adiado

Faltando dez dias para o fim do mês, o Ministério do Planejamento ainda não definiu o reajuste do auxílio-alimentação de servidores públicos federais. A decisão foi adiada para fevereiro, porque o governo demorou a sancionar o Orçamento de 2010.
Se depender do pleito defendido pelo relator do orçamento, deputado Geraldo Magela (PT-DF), esse reajuste será de 103%. No entanto, segundo a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), o percentual, ainda assim, é baixo e não atende às expectativas de igualar os valores dos tíquetes pagos a funcionários do Executivo, Legislativo e Judiciário.
Magela diz que o Congresso Nacional reservou R$ 950 milhões para atender aos sindicatos e espera que o reajuste comece a valer a partir de fevereiro, com retroatividade a janeiro.
Entretanto, o parlamentar reconhece que, mesmo que os valores dos tíquetes aumentem, continuarão aquém do esperado pelos servidores."Esse montante foi o que eu consegui separar no orçamento exclusivamente para isso. Não me parece que seja intenção do governo aumentar mais do que 103%. Se for, melhor", afirmou o petista.
Segundo a Condsef, as especulações sobre o reajuste datam do ano passado, mas até hoje a confederação não foi convocada para negociar os valores e termos do aumento. A organização informa que, dependendo do estado, o servidor recebe R$ 126, R$ 133,19, R$ 143,99 ou R$ 161,99 por mês. Com o reajuste, o vale poderá chegar a R$ 330 - cerca de R$ 15 por dia.
"Conseguimos esse pequeno reajuste, mas não é o suficiente. Comparado com o Legislativo e Executivo, que ganham cerca de R$ 660 por mês, esse valor ainda é baixo. Lutamos desde 2004 para equiparar o auxílio com esses dois poderes", destacou Vicente Oliveira, diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado do Rio de Janeiro (Sintrasef).
A Condsef afirma que continuará a reivindicar o pagamento dos valores retroativos de janeiro e fevereiro, caso o reajuste não seja honrado até o fechamento dos contracheques. O Ministério do Planejamento informou que o aumento está em negociação, e que o governo ainda estuda os valores do orçamento.
fonte:Agência

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Artigo:A Record poooooooooooooooode,PHA?


De modo geral, eu, o Paulo Henrique Amorim, o Azenha e o Rodrigo Vianna não toleramos os mesmos canalhas. É fácil detestar Daniel Dantas, Serra, Gilmar Mendes e outros tantos cagalhões da República de Pindorama. Também não gosto da hegemonia da Rede Globo e da atuação tendenciosa e imbecilizante da emissora.

Mas calma lá. Em que a Record é melhor? Como podem enxergá-la como alternativa à supremacia dos Marinho?

A emissora que mais cresce no país foi comprada por um estelionatário que, às custas da ignorância de milhões, enche sacos de dinheiro - livre de impostos - que engordam seu patrimônio pessoal e alavancam o crescimento estratosférico de seu império de comunicação.

E o "bispo" da Record não é o único. Há dezenas deles, que ao contrário de seus antecessores, que durante séculos venderam lotes no céu, cativam os fiéis com a promessa de prosperidade real e imediata. Dinheiro e poder. Carro novo e casa bacana. Como diz a "bispa" Sônia, "Jesus é quentinho" e quer ver você se dar bem aqui e agora. Já que não dá para garantir a vida eterna, vamos gozar agora mesmo!

Não dá para concorrer com esse tipo de 171. Se nas últimas décadas fomos reféns das velhas raposas, dos coronéis de Dias Gomes, agora estamos à mercê dos profetas do "edonismo em nome de Jesus".

A Globo é um dos cânceres do país - que saudade do velho Briza! Mas no seu período mais sombrio, PHA trabalhou lá. Azenha trabalhou lá. Rodrigo também. PHA vive dizendo que o jogo é assim mesmo: enquanto você trabalha em um lugar, tem de seguir as regras. Mas depois que sai, pode - e deve - mostrar a podridão de seus bastidores. O que é isso, companheiro?

De fato é enriquecedor conhecer os podres que imaginamos existir narrados por quem conheceu a coisa no dia a dia. O que não dá é para ouvir os podres da Globo contados por alguém que recobre com o manto da invisibilidade os podres tão ou mais aberrantes de seu novo empregador. Paulo Henrique, que como eu não gosta do Gilmar, do Dantas e do Serra, escreveu a biografia do Bispo Macedo! Paulo Henrique, Rodrigo, Azenha e tantos outros, emprestam sua credibilidade para o projeto nefasto do "bispo" da IURD.

Chega do monopólio da Globo. Mas não sejamos hipócritas e fiquemos de olhos bem abertos. Deus está morto, mas o poder dos que se beneficiam em seu nome é incalculável.
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Comentário:É isto aí,Alf!!!!!!
Beijocas
Gabi

O fato é que a sociedade já discute o PNDH-3

O terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) tem como mérito maior lançar a pauta de direitos humanos no debate público, como política de Estado, de ambiciosa vocação transversal. São 521 ações programáticas, alocadas em seis eixos orientadores: interação democrática entre Estado e sociedade civil; desenvolvimento e direitos humanos; universalizar os direitos humanos em um contexto de desigualdades; segurança pública, acesso à Justiça e combate à violência; educação e cultura em direitos humanos; e direito à memória e à verdade. O PNDH-3 é fruto da 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, de dezembro de 2008; um processo aberto e plural, contando com a participação da sociedade civil e de atores governamentais, no exercício democrático marcado por tensões, divergências e disputas, como reconhecido no prefácio ao PNDH-3.Os diversos ministérios foram convidados a participar desse trabalho, contando o PNDH-3 com suas assinaturas, tendo em vista a transversalidade e a interministerialidade de suas diretrizes. Espelha a própria história dos direitos humanos, que, como lembra Norberto Bobbio, não nascem todos de uma vez e nem de uma vez por todas. Direito ao meio ambiente, ao desenvolvimento sustentável, à verdade, à livre orientação sexual, aos avanços tecnológicos, direitos dos idosos, entre outros, são temas da agenda contemporânea de direitos humanos. O programa reflete as complexidades da realidade brasileira, a conjugar uma pauta pré-republicana (por exemplo, o combate e prevenção ao trabalho escravo) com desafios da pós-modernidade (como o fomento às tecnologias socialmente inclusivas e ambientalmente sustentáveis). O primeiro PNDH, lançado por FHC, em 1996, contemplava metas em direitos civis e políticos. Em 2002, são incluídos os direitos econômicos, sociais e culturais. O PNDH-3 atualiza e amplia o programa anterior. O novo programa é reflexo da abrangência que os direitos humanos assumem desde a Declaração Universal. Como noticiado, a mais polêmica é a criação da Comissão Nacional da Verdade para examinar violações de direitos humanos praticadas no período da repressão política de 1964 a 1985. A jurisprudência internacional reconhece que leis de anistia violam obrigações no campo dos direitos humanos. A Corte Interamericana considerou que essas leis perpetuam a impunidade, impedem o acesso à Justiça de vítimas e familiares e o direito de conhecer a verdade e de receber a reparação correspondente, consistindo numa direta afronta à Convenção Americana. Destaca-se o caso Almonacid Arellano versus Chile, em que a mesma corte, em 2006, decidiu pela invalidade do decreto-lei 2191/78 - que previa anistia aos crimes perpetrados de 1973 a 1978 na era Pinochet - por negar justiça às vítimas, bem como contrariar os deveres do Estado de investigar, processar, punir e reparar graves violações de direitos humanos que constituem crimes de lesa-humanidade.Quanto ao aborto, o PNDH-3 endossa a aprovação de projeto de lei que descriminaliza o aborto, em respeito à autonomia das mulheres. A ordem internacional recomenda aos Estados que assumam o aborto ilegal como uma questão prioritária e sejam revisadas as legislações punitivas em relação ao aborto, considerado um grave problema de saúde pública. A respeito das uniões homoafetivas, o PNDH-3 apoia a união civil entre pessoas do mesmo sexo, assegurando os direitos dela decorrentes, como a adoção. Em 2008, a Corte Europeia de Direitos Humanos ineditamente condenou a França por afronta à cláusula da igualdade e proibição da discriminação, ao ter impedido uma professora francesa, que vive com sua companheira desde 1990, de realizar uma adoção. No dia 8 de janeiro, Portugal une-se à Bélgica, Holanda, Espanha, Noruega e Suécia, países que permitem o matrimônio entre homossexuais.Sobre a liberdade religiosa, o PNDH-3 propõe a construção de mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos. Uma decisão da Corte Europeia de 2009 condenou a Itália a retirar crucifixos de escolas públicas, em nome do direito à liberdade religiosa. No Estado laico, todas as religiões merecem igual consideração e respeito, não podendo se converter na voz exclusiva da moral de qualquer religião. Se na época dos regimes ditatoriais a agenda dos direitos humanos era contra o Estado, com a democratização os direitos humanos passam a ser também uma agenda do Estado - que combina a feição híbrida de agente promotor de direitos humanos e, por vezes, agente violador de direitos.O PNDH-3 desde já presta especial contribuição ao ampliar e intensificar o debate público sobre direitos humanos, acenando com a ideia de que não há democracia, tampouco Estado de Direito, sem que os direitos humanos sejam respeitados.
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Flávia Piovesan -Professora de Direitos Humanos; procuradora do Estado de São Paulo e membro do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana

Prevenção

Abertas inscrições para trabalhos no Congresso de prevenção das DST/aids e hepatites virais

O VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids e o I Congresso Brasileiro das Hepatites Virais abrem nesta quarta-feira (20) as inscrições para apresentação de trabalhos. Os congressos serão realizados de 16 a 19 de junho de 2010, em Brasília (DF), com o tema Viver Direitos: Acesso, Equidade e Cidadania. O tema escolhido é uma proposta de mobilização coletiva e debate sobre os caminhos a serem traçados para que haja acesso universal e equitativo à prevenção da aids no Brasil. O prazo para envio de trabalhos encerra-se dia 14 de março. Pela primeira vez, será realizado no mesmo período o Congresso Brasileiro das Hepatites Virais. O resultado da seleção será divulgado no dia 20 de abril no site do congresso.
Os autores que enviarem seus resumos pela internet até o dia 17 de fevereiro poderão optar por receberem tutoria. O objetivo da tutoria é auxiliar os participantes na redação de resumos e sistematização de seus trabalhos, de acordo com as regras do congresso. A tutoria para redação de resumos é um processo completamente independente da avaliação dos trabalhos que serão apresentados no evento. Sua finalidade é proporcionar uma oportunidade de aprimoramento do resumo. A tutoria não garante a aprovação posterior do trabalho pela equipe de pareceristas e resumos enviados com essa finalidade não estarão automaticamente inscritos no Congresso. Após o recebimento das orientações, o autor deverá inscrever seu trabalho por meio do formulário de cadastro específico.

Envio de inscrições

Internet
Via formulário disponível no site www.aids.gov.br/congressoprev2010
Correspondência
Para o seguinte endereço:Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais – Ministério da SaúdeUnidade de PrevençãoSAF Sul, Trecho 02, Bl. F, Torre 1, Ed. Premium, andar Auditório, sala 2CEP: 70070-600, Brasília/DF
Mais informações
Atendimento à imprensa
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
Tel: (61) 3306 7051/ 7033/ 7010/ 7016/ 9221-2546
E-mail: imprensa@aids.gov.br
Atendimento ao cidadão
0800 61 1997 e (61) 3315 2425

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Coronel PM Paulo Ricardo Paúl convoca:

Companheiro:

Temos que lutar pelos nossos direitos.
Um ato cívico em frente ao Palácio Guanabara para protestar contra a morte dos policiais em serviço.
No governo Cabral já foram assassinados em serviço 90 policiais, a quase totalidade de Policiais Militares.
Lutar em defesa dos inativos e das pensionistas que sofrem com salários famélicos e que não recebem gratificações.
Vamos realizar um ato no dia 24 de janeiro, o Dia do Aposentado.
Pela aprovação da PEC 300.
Juntos Somos Fortes!
Paulo Ricardo Paúl
Coronel de Polícia
Ex-Corregedor Interno

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Sebastião Salgado


domingo, 17 de janeiro de 2010

Artigo:O alto preço de virar servidor público


O almejado emprego com bom salário e estabilidade é ideal, mas pode transformar alguns concursados em insatisfeitos e doentes

Mais de 85 mil pessoas estão, neste domingo, debruçadas sobre questões de direito administrativo, constitucional, civil, em diversas unidades de ensino do estado. Contam com o que aprenderam e com um pouco de sorte para acertarem um número suficiente de alternativas que dará acesso ao tão sonhado emprego público. Melhor: aos desejados salário e estabilidade do emprego público. Mas quantos ali estão, verdadeiramente, vocacionados para lidar com atividades burocráticas, atender e orientar pessoas, enfim, ser um serventuário de um órgão público? Quantos ali têm, de fato, noção de como será seu dia-a-dia se forem aprovados? Muitos irão se encontrar no novo trabalho. Terão conquistas profissionais, melhorarão de vida, farão novos amigos. Mas nem todos. As chances de se tornar um profissional insatisfeito e desmotivado são grandes para quem se arrisca numa função com a qual não possui afinidade. A filosofia do concurseiro de "atirar para todos os lados até acertar um alvo" pode custar caro para ele mesmo, para a instituição pública e para nós, usuários desses serviços.
A constatação vem de especialistas que observam a realidade sob o olhar crítico da ciência. A obsessão de estar num emprego público a qualquer preço está formando uma geração de trabalhadores doentes, estressados, infelizes na vida profissional e pessoal. "As pessoas que vão para o serviço público imaginando determinada situação, mas não têm vocação nem preparo específico para aquele trabalho, acabam sendo vítimas do transtorno de adaptação, um quadro de ansiedade e problemas psicossomáticos, que pode evoluir para uma depressão", analisa o psiquiatra e médico do trabalho João Carlos Dias, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).
"Estar num trabalho do qual não se gosta, motivado apenas pelo salário, diminui a qualidade das relações profissionais e pessoais. A pessoa que não se completa naquilo que faz acaba contaminando sua vida pessoal e sendo infeliz", atesta o professor de Comportamento Organizacional do Programa de Pós-Doutorado em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Arimatés de Oliveira.
Quando Andréia ingressou no serviço público, há 20 anos, sentia-se privilegiada por estar num trabalho com jornada diária de seis horas e ganhando salário acima da média dos oferecidos no setor privado. Mas o sonho virou pesadelo. Com o peso da rotina, descobriu que seria mais feliz se não fizesse trabalhos tão burocráticos; que seus valores pessoais não condiziam com a maioria dos praticados na instituição; e até que poderia estar ganhando mais dinheiro, não fossem as perdas salariais acumuladas no tempo de prestação de serviço.
"Trabalhei em vários setores, mas não consegui me identificar. O que me decepcionou é que no funcionalismo público as coisas não acontecem, as pessoas não são reconhecidas e não têm chance de crescer", conta Andréia. Agora, aos 50 anos, o maior sonho de Andréia é ser dona do tempo: ou fazer com que ele volte ou com que ele passe rápido, despercebido. "Estudei tanto para entrar ali. Achava aquilo o máximo. Mas tudo isso acabou. Estou depressiva, insatisfeita. Vou para o trabalho por obrigação. Não tenho o menor estímulo. Tomo medicamentos para dormir e esquecer. A relação com minha família ficou horrível. As horas de trabalho duram uma vida inteira. Agora só me resta aguentar e esperar a aposentadoria".
Esse grau acentuado de depressão gerada especificamente pela insatisfação e pelo estresse no trabalho é denominado pelos especialistas como Síndrome de Burnout. O termo vem do inglês e quer dizer esgotamento total. Acomete, em sua maioria, profissionais que lidam com pessoas, máquinas e carga excessiva de trabalho. "É diferente do estresse, quando a pessoa não tem muita consciência do que está acontecendo com seu organismo e coloca a culpa no chefe ou no colega de trabalho. Na síndrome, os sintomas são mais fortes. Ela leva à prostração e o doente pede socorro", explica o professor José Arimatés.

Aprenda a lidar com o estresse
1. Reconheça os fatores que podem desencadear sofrimento no trabalho e adote estratégias para evitá-los ou controlá-los;
2. Conheça seus próprios limites para saber até onde e quando você pode ficar exposto a uma determinada situação;
3. Aprenda a dizer não. Aceitamos muito mais tarefas do que realmente temos tempo para resolvê-las;
4. Dê uma parada de vez em quando, mesmo que por pouco tempo;
5. Se a situação estiver ficando insuportável, estude a possibilidade de pedir uma licença;
6. Cuide de você mesmo. Concilie atividades profissionais e intelectuais com exercícios físicos regulares e lazer, o que colabora para a tranquilidade mental;
7. Equilibre vida pessoal e trabalho. Se você investir toda a sua energia vital num só aspecto, se algo der errado, tudo estará mal;
8. Atualize seus conhecimentos. Leia livros, participe de congressos e faça cursos. Essas atividades, embora aparentem mais carga de trabalho, ajudam a elevar a autoconfiança na execução das tarefas diárias;
9. Busque ajuda profissional se identificar que o cansaço físico e mental está excedendo suas forças; a irritação ou a indiferença afetando seus relacionamentos; e a sua crença e confiança em você mesmo se abalando.
Fonte: Professor José Arimatés de Oliveira
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A síndrome de Burnout

Todo cuidado é pouco com a insatisfação e a falta de motivação no trabalho. Quem já apresentou sintomas de estresse precisa cuidar da saúde para não evoluir para a Síndrome de Burnout. A expressão é inglesa e significa aquilo que deixou de funcionar por exaustão física e mental, falta de energia ou falta de força.
Conheça a síndrome

Sintomas físicos
Fadiga constante e progressiva; dores musculares; distúrbios do sono; cefaléias e enxaquecas; perturbações gastrointestinais; imunodeficiência; transtornos cardiovasculares; distúrbios do sistema respiratório; disfunções sexuais; alterações menstruais nas mulheres.
Sintomas psíquicos
Falta de atenção e concentração; alteração da memória; lentificação do pensamento; sentimento de alienação e de solidão; impaciência; sentimento de impotência; baixa autoestima; desânimo e depressão; desconfiança que avança para uma paranóia.
Sintomas comportamentais
Negligência ou escrúpulos excessivos; irritabilidade; incremento da agressividade; incapacidade para relaxar; dificuldade na aceitação de mudanças; perda de iniciativa; aumento no consumo de álcool e outras substâncias entorpecentes; comportamento de alto risco; suicídio.
Sintomas defensivos
Tendência ao isolamento; sentimento de onipotência; perda do interesse pelo trabalho; absenteísmo; ímpeto de abandonar o trabalho; ironia e cinismo.
Fonte: Livro Qualidade de Vida e Saúde no Trabalho
no Serviço Público Estadual, José Arimatés de
Oliveira (Org.) - Natal: UFRN, 2009
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fonte:The Blogger

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Victor Hugo

DESEJO
Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Abortos seletivos podem deixar 24 milhões de chineses solteiros até 2020

O desequilíbrio demográfico na China, país onde os abortos seletivos são frequentes para evitar o nascimento de meninas, corre o risco de criar um excedente de 24 milhões de homens em 2020, alerta um estudo oficial citado nesta segunda-feira pela imprensa.
"Os abortos seletivos continuam sendo muito frequentes, sobretudo nas zonas rurais", da China, que conta atualmente com 1,3 bilhão de habitantes, indicaram uma série de pesquisas publicadas pela Academia de Ciências Sociais da China, citadas pelo jornal Global Times.
As famílias que vivem da agricultura preferem ter filhos homens por motivos tradicionais e econômicos: já que a maior parte da população não pode contar com um sistema de aposentadoria e proteção social, a maior parte da população idosa depende dos filhos para sobreviver. Assim, os casais preferem ter filhos, já que as filhas vão morar com a família do marido depois do casamento.
Assim, o desnível de gêneros na China, que era de 108 homens para 100 mulheres em 1982, saltou para 119 homens para 100 mulheres, de acordo com dados da Comissão de Planejamento Familiar.
A tendência se acentuou com a facilitação do acesso a tecnologias modernas de exames pré-natais, que permitem identificar o sexo do embrião - embora, na teoria, a equipe médica não tenha autorização para revelar esta informação aos futuros pais, justamente para evitar um eventual aborto.
Em algumas áreas do país, o desequilíbrio chega a 130 homens para cada 100 mulheres, segundo um recente relatório publicado pelo jornal Mirror.
As autoridades estimam que uma proporção saudável entre gêneros normal seja de 103 a 107 homens para cada 100 mulheres.
Desde o fim dos anos 70, as autoridades chineses mantêm uma rígida política de controle de natalidade, para evitar o crescimento exponencial da população. Esta política, no entanto, limita a autorização de nascimentos a um filho por casal; há, no entanto, algumas exceções no campo e em regiões habitadas por minorias étnicas.
Segundo um pesquisador da Academia de Ciências Sociais, os principais prejudicados por esse desequilíbrio demográfico são homens de renda mais baixa.
A enorme dificuldade para encontrar uma esposa em algumas regiões já provoca fenômenos preocupantes, como sequestros em países limítrofes, assim como o aumento do número de mulheres obrigadas a se casar ou a se prostituir.
Segundo um dos pesquisadores citados, Wang Yuesheng, muitos homens das regiões mais pobres do país correm o risco de permanecer solteiros por toda a vida, o que pode causar "uma ruptura das linhagens familiares".
"As chances de encontrar esposa é rara no campo para homens de mais de 40 anos, que serão mais dependentes dos seguros sociais, pois terão menos recursos para sobreviver", alertou.
Fonte:(AFP)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Artigo:O CRACK que não é um vivo CRAQUE.

Estamos em aguda e profunda crise urbana e social relacionada ao crack, essa droga avassaladora, aniquiladora e mortal que vem fazendo vítimas e mais vítimas diariamente em todo canto do nosso País.
O crack trás a morte em vida do seu usuário, arruína a vida dos seus familiares, aumenta a criminalidade onde se instala, degrada e mata mais do que todas as outras drogas juntas.
De poder sobrenatural o crack pode viciar o usuário já na sua primeira ou segunda experiência e o que vem depois é a tragédia certa. Crack e desgraça são indissociáveis e quase palavras sinônimas. Relatos dos seus usuários e familiares, fatos policias diários e opiniões de especialistas sobre os efeitos e as conseqüências nefastas da droga podem ser resumidos em três palavras tão básicas quanto contundentes: sofrimento, degradação e morte.
A composição química do crack é simplesmente horripilante e estarrecedora. A partir da pasta base das folhas da coca acrescentam-se outros produtos altamente nocivos a qualquer ser vivo, tais como: ácido sulfúrico, querosene ou solvente e a cal virgem, que ao serem processados e misturados se transformam numa pasta endurecida homogênea de cor branco caramelizada onde se concentra mais ou menos 50% de cocaína, ou seja, meio à meio cocaína com os outros produtos altamente nocivos citados. A droga é fumada pura, misturada num cigarro comum ou num cigarro de maconha que recebe a denominação de “bazuca”.
A fumaça altamente tóxica do crack é rapidamente absorvida pela mucosa pulmonar excitando o sistema nervoso, causando inicialmente euforia e aumento de energia ao usuário, com isso advém, a diminuição do sono e do apetite com a conseqüente perda de peso bastante rápida e expressiva.
Logo os efeitos nefastos biológicos aparecem para os seus usuários, tais como: aceleração ou diminuição do ritmo cardíaco, dilação da pupila, elevação ou diminuição da pressão sanguínea, calafrios, náuseas, vômitos, convulsão, parada respiratória, coma ou parada cardíaca, infarto, doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC).
Além disso, para os fracos e debilitados usuários sobreviventes, ao longo do uso da droga, há perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico que faz parte da composição química do produto assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição. O crack também causa a destruição dos neurônios e provoca a degeneração dos músculos do corpo do seu usuário, fenômeno esse conhecido na medicina como rabdomiólise, o que dá aquela aparência esquelética ao indivíduo com ossos da face salientes, pernas e braços finos e costelas aparentes.
O crack é tão perigoso que até o próprio traficante que tem consciência desse perigo, de tal droga não faz uso. Dificilmente e raramente um traficante usa o crack o que não ocorre com os outros tipos de drogas em que muitos deles também as utilizam em consumo próprio.
A disseminação do crack é constante e diariamente prende os menos avisados assim como uma teia de aranha para as suas presas, transformando as suas vítimas em verdadeiros mortos-vivos a perambular pelo submundo da sociedade.
Pesquisando junto às opiniões dos médicos e especialistas em tratamento dos drogados conclui-se que realmente estamos perante uma epidemia, porque há um número explosivo de casos nos últimos três anos. Antes era uma raridade, havia nas unidades hospitalares especializadas 90% de outras dependências e 10% de crack. Hoje há o contrário. É unânime o conceito dos especialistas em afirmarem categoricamente que o crack é uma droga diferente das outras, muito mais severa e contundente. Não há outra droga que produza um declínio físico e mental maior para o viciado quanto o crack.
Segundo estudos realizados por especialistas na área, as dificuldades para o tratamento dos viciados em crack também são imensas, por isso, a grande preocupação das autoridades ligadas ao tema da intensa problemática. É preciso de extrema força de vontade do próprio viciado para poder se livrar desse malefício infernal.
A conscientização e o investimento em massa na área da educação, na prevenção, com aulas, palestras, seminários e um convívio mais profundo e dialogado no seio da sociedade especialmente entre pais e filhos, poderá livrar-nos dessa epidemia. Não podemos achar que a polícia ou a medicina resolverão os problemas, que, muitas vezes, se iniciam nos lares, escolas e outros lugares de convivência, principalmente dos jovens, mais expostos, por vários motivos, à atração do mundo das drogas.
No País do futebol precisamos sempre formar mais e mais competentes e excelentes atletas craques da bola, do esporte e não incompetentes e debilitados cracks desta droga satânica.
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Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) – archimedesmarques@infonet.com.br - archimedes-marques@bol.com.br

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Frase que li, em um adesivo traseiro de carro, no centro do Rio....

"Se você não tem competência para um bom golpe,seja honesto."

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Não haverá clima para aprovar projeto que descriminaliza o aborto?


OS PARLAMENTARES BRASILEIROS MANDAM UM RECADINHO PARA TODAS AS MULHERES DESTE PAÍS, EM ESPECIAL, PARA AS QUE SOFREM NO DIA-A-DIA,POR FALTA DE SERIEDADE POLÍTICA VOLTADA À SAÚDE PÚBLICA DA MULHER:
ENTRE O SIM E O NÃO,OPTE PELO FODA-SE!!!!!!!!

Bando safado de covardes!
Não reeleja ninguém!!!!!!!!
Gabriela
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Aborto ficará fora da pauta do Congresso em 2010

Calendário eleitoral define que o tema, considerado espinhoso e polêmico, seja adiado para outro momento

Discussão recorrente na Câmara e Senado, a proposta de descriminalização do aborto ficará fora de debate no Congresso neste ano. A aproximação do calendário eleitoral fez os parlamentares sinalizarem o recuo do tema, considerado espinhoso e delicado aos futuros candidatos. Dos 19 projetos em tramitação nas duas Casas sobre aborto, não há qualquer previsão de votações em plenário ou comissões. A maior parte dos autores e relatores já antecipou que, se depender deles, as matérias ficarão engavetadas.
É o caso do deputado José Genoíno (PT-SP). No início do ano passado, o petista protocolou na secretaria-geral da Mesa Diretora um recurso para que o projeto de lei 1135/91, que foi derrotado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e prevê a descriminalização do aborto, seja apreciado pelo plenário. Na justificativa, o petista usou o regimento interno, e alegou que a matéria não poderia ser sumariamente arquivada, uma vez que contava com outros projetos apensados.
Procurado pela reportagem, Genoíno apresentou uma argumentação mais cautelosa e amena sobre o assunto. Segundo ele, não haverá “clima” para discussão neste ano e a falta de interesse dos colegas deverá dificultar ainda mais a apreciação em plenário. “Ainda há muito conservadorismo quando se discute o aborto. Em ano eleitoral, o cenário fica ainda mais complicado. Certamente será mais conveniente e fácil construir um acordo em outro momento”, disse o parlamentar.
Genoíno recolheu 67 assinaturas para protocolar o recurso na Mesa Diretora. Segundo interlocutores, vários parlamentares manifestaram a intenção em retirar as assinaturas após tomar conhecimento de que a votação para a apreciação é nominal. O risco de chocar com o eleitorado em plano eleitoral fez os deputados confirmarem a posição de recuo sobre a discussão da descriminalização do aborto.

“Bolsa estupro”
Representante da ala contrária à descriminalização do aborto, o deputado Henrique Afonso (PV-AC) também deixa claro a preferência em adiar as discussões sobre o tema durante 2010. O parlamentar é co-autor do projeto 1763/2007, que está parado na Comissão de Seguridade Social e prevê a criação de uma ajuda financeira de um salário mínimo para a criança gerada a partir de um estupro, até os 18 anos, caso a mãe decida ir adiante da gravidez.
A proposta sofreu duras críticas, entre elas do deputado Genoíno. Mesmo com o clima de debate e enfrentamento, Henrique Afonso é taxativo e também defende que o projeto volte à discussão num momento mais oportuno. O deputado também faz menção direta ao calendário eleitoral “Acho que antes de entrar na pauta de votação seja preciso realizar pelo menos duas audiências públicas. Mas o ano eleitoral deverá dificultar o calendário da câmara. Não tenho expectativas que a proposta volta a tramitar antes disso”, argumenta.
O relator do projeto também vê atrasos para a discussão do projeto ainda neste ano. José Linhares (PP-CE), que não chegou a apresentar o parecer sobre a matéria, alegou que com a alteração da presidência da Comissão, prevista para a retomada dos trabalhos legislativos, o projeto poderá continuar engavetado. Entretanto, ele não manifestou a intenção em permanecer na relatoria. “Tudo vai depender da decisão da nova presidência. E obviamente, das prioridades da comissão. Ainda não há consenso para colocar o projeto em pauta”, disse o relator da matéria.
Consulta parlamentar
Embora relatores e autores de projetos relativos ao aborto manifestem abertamente a preferência em adiar a discussão sobre o tema em 2010, o confronto de opiniões no Congresso demonstra que a maior parte dos deputados e senadores é contrária à descriminalização do aborto no país.
De acordo com a pesquisa encomendada pelo Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), mais da metade dos parlamentares entrevistados são contrários a qualquer mudança na legislação do aborto. O levantamento, publicado no fim do ano passado, mostra ainda que 57% dos congressistas é contrário a qualquer tentativa de mudança na lei para permitir a interrupção da gravidez.
Segundo a pesquisa, 15% dos parlamentares rejeitam a prática do aborto em qualquer situação, inclusive estupro ou risco de morte para a mãe ou o feto. Apenas 1% acha que a legislação deve ser ampliada, de maneira que a interrupção voluntária de gravidez seja permitida em determinados casos. Já aqueles que apoiam a ampliação irrestrita da lei são 18%, enquanto 8% não souberam opinar
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Por:congressoemfoco.com.br

Gandhi e Goethe


Opinião interessante:A ditadura dos Direitos Humanos

"O Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), decretado a 21 de dezembro pelo presidente Lula é um acinte “jamais antes produzido neste país”. Quando propõe a controlar os meios de comunicação, a produção agrícola, os planos de saúde, os sindicatos, a igreja e revolver os atos da ditadura, a peça, de 75 páginas, levanta uma verdadeira legião de adversários na sociedade e dentro do próprio governo. Ministros militares e civis ameaçam se demitir e setores ameaçados já se preparam para recorrer à justiça. Se o tal plano tiver força para vingar, sem qualquer dúvida, provocará uma hecatombe nacional.O presidente Lula só conseguiu eleger-se para o Planalto na quarta tentativa. Um dos motivos dessa demora foi o medo da sociedade ao seu possível radicalismo. A sua prática de governo demonstrou não haver razão para o temor, habilmente explorado pelos adversários. Os dois mandatos foram tão mornos e sem sal nem açúcar, que muitos afirmam serem continuidade da política de FHC. E o governo já parte para o final, com essa característica de conciliador e desenvolvimentista, jamais o radical que setores conservadores temiam devido à sua origem operária e popular.Lula fez coisas inimagináveis como pagar a divida externa, zerar o debito com o FMI e ainda emprestar dinheiro àquele organismo ao qual sempre o Brasil deveu, e engolir verdadeiros sapos quando correligionários cometeram grandes besteiras dentro do governo. Foi hábil para enfrentar as tormentas e hoje desfrutar de invejáveis índices de popularidade.Os próximos dias serão de agitação nos bastidores palacianos. O PNDH aparece com um dique que já sangra e ameaça romper, liberando todo aquele radicalismo que se temia de Lula, até agora não ocorrido. Suas propostas batem de encontro a pilares já estabelecidos pela democracia brasileira, que são inegociáveis e só poderiam ser removidos através da ruptura institucional, hoje completamente fora de cogitação tanto no plano da política interna quanto da externa. Não há mais lugar para ditaduras, governos ditos “fortes” ou coisas do gênero.Da mesma forma que encontrou boas desculpas para uma série de patacoadas cometidas no seio do governo, o melhor que Lula tem a fazer agora é, novamente, dizer que “não sabia de nada” e deixar o dito pelo não dito. Ou terá muita dificuldade para convencer a sociedade da necessidade de controlar os meios de comunicação, de que há benefícios na complacência com o MST e outros invasores de terra, há interesse nacional em legalizar a profissão de prostituta, entre outras coisas igualmente explosivas. Também terá a árdua tarefa de convencer os militares – inclusive seus ministros – de que é do interesse nacional reabrir a caça às bruxas da ditadura, dando atestado de torturador e levando aos tribunais aqueles que agiram na repressão em nome do governo de então, e deixando passar impunes os do outro lado que, em nome de uma resistência louca e ilegal para a época, sequestraram, roubaram e mataram. Isso seria jogar a anistia na lata do lixo, quando o que precisamos e manter a paz. Felizmente, hoje não temos o mesmo quadro político de 1964. Mas o PNDH tem a mesma feição das teses que o presidente João Goulart defendeu durante o fatídico Comício da Central do Brasil... E deu onde deu... "
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Por:Dirceu Cardoso Gonçalves é tenente e dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).

Pesquisa:cimento ósseo aprimora tratamentos da coluna para pacientes com osteoporose

A vertebroplastia, procedimento para reforçar ossos fraturados por vezes considerado desnecessário, pode ser revolucionada por um novo material.Repouso ou cimento ósseo? A polêmica continua


Quando a dor é demasiada para quem sofre de fraturas na coluna por causa da osteoporose, geralmente há duas opções: repouso na cama (frequentemente combinado com uma cinta de proteção e analgésicos) ou um procedimento controverso conhecido como vertebroplastia, que envolve injeções de cimento ósseo. Na vertebroplastia o cirurgião utiliza uma agulha oca para injetar uma substância semelhante a um cimento, em geral polimetil-metacrilato (metacrilato de metila) ou PMMA, em todas as rachaduras ou fraturas encontradas na coluna vertebral. Embora a osteoporose enfraqueça os ossos do corpo todo, a vertebroplastia é utilizada exclusivamente para o tratamento de problemas na coluna. O cirurgião usará também um fluoroscópio, que é composto por um aparelho de raios X e uma tela fluorescente, para monitorar a localização da agulha no interior do corpo e garantir que o selante seja injetado no local adequado. Ambas as abordagens para reduzir a dor decorrente de fraturas vertebrais por compressão, uma condição que afeta cerca de 1,4 milhão de pessoas no mundo – sendo mais da metade dos casos nos Estados Unidos – têm seus críticos e simpatizantes. Os defensores do repouso observam que as fraturas na maioria dos pacientes curam sem necessidade de qualquer tipo de procedimento médico, embora isso possa levar várias semanas. Consideram a vertebroplastia um tratamento no mínimo desnecessário e que pode na verdade enfraquecer o osso em torno da região tratada com o cimento. Dois estudos publicados no New England Journal of Medicine (NEJM) apoiam esse ponto de vista, destacando que participantes de um estudo tratados com vertebroplastia não sentiam menos dor que participantes que receberam um tratamento placebo, em que nenhum cimento ósseo foi injetado na coluna.Em um dos estudos, 131 pacientes que sofriam de fraturas vertebrais osteoporóticas por compressão passaram por uma vertebroplastia ou a simulação desse procedimento, onde o cimento ósseo não foi efetivamente utilizado. Para surpresa dos pesquisadores, os dois grupos de pacientes apresentaram melhora imediata após o procedimento. “Minha impressão é que a vertebroplastia está sendo usada em demasia agora”, observa David Kallmes, professor do departamento de radiologia da Clínica Mayo, que participou do estudo, embora ele acrescente que também realiza o procedimento. Uma das suas preocupações, baseada num estudo realizado pela Clínica Mayo em 2006, é que as vértebras adjacentes às fraturas tratadas com cimento ósseo tendem a fraturar significativamente mais cedo do que as vértebras mais afastadas.Outros se preocupam com o uso do PMMA, plástico transparente que também é um ingrediente do Plexiglas e Lucite em acrílico (vidros acrílicos comumente usados como substitutos inquebráveis para o vidro), utilizado para fazer as superfícies de banheiras, pias e peças conjugadas de banheira e chuveiro, entre outras coisas. Embora complicações em vertebroplastias sejam extremamente raras, há o perigo de vazamento do cimento para fora da área vertebral causando infecção, hemorragia, dormência e outros problemas.Apesar dessas preocupações, outros médicos veem vários benefícios na vertebroplastia. Os estudos publicados no NEJM fornecem “um bom material para a reflexão que ajudará na elaboração de uma análise mais estratégica de quando realizar uma vertebroplastia”, observa Bernard Clark, neurocirurgião do Centro Médico King\\'s Daughters, em Ashland, Kentucky. Entretanto sua experiência na realização do procedimento nas últimas décadas tem se mostrado eficaz em fornecer alívio mais rápido para a dor que repouso e analgésicos, especialmente para pacientes que sofrem de câncer metastático de outras partes do corpo que invadem a coluna. A vertebroplastia é eficaz em “acelerar o alívio da dor”, acrescenta.Em junho uma nova substância a ser usada na vertebroplastia recebeu aprovação da Agência de Controle de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos e pode alterar significativamente a discussão: o Cortoss, composto para aumento ósseo desenvolvido nos últimos 14 anos pela Malvern Inc., Orthovita, sediada na Pensilvânia, é uma pasta branca perolada que a empresa afirma ter a capacidade de fortalecer os ossos ajudando-os a produzir fosfato de cálcio.Embora a publicação dos artigos no NEJM tenha coincidido com uma queda no preço das ações da Orthovita, Theodore Clineff, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento de produtos da empresa, destaca que os estudos testaram PMMA, não Cortoss.Bernard usou Cortoss para realizar vertebroplastias em seis pacientes e acredita ser mais seguro que o PMMA, que pode ser tóxico se utilizado em demasia. O Cortoss também é geralmente mais caro que o PMMA. Considerando que uma vertebroplastia típica pode custar entre US$ 2.000 e US$ 5.000, as realizadas utilizando-se Cortoss tendem a estar no ponto mais alto dessa escala. Clark observa que o custo do Cortoss é várias vezes superior ao do PMMA.A Orthovita reconhece que o Cortoss geralmente custa mais que o PMMA por unidade, mas acrescenta que o Cortoss reduz o risco de refratura subsequente comparado com o PMMA, o que significa que pacientes com osteoporose precisariam de menos tratamentos ao longo do tempo.
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Texto:Scientific American Brasil

sábado, 9 de janeiro de 2010

Aborto e direitos humanos


"A descriminalização do aborto é questão na agenda política da
Secretaria de Direitos Humanos no Brasil. A recomendação do recémlançado
3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) é de que o
Legislativo descriminalize o aborto modificando o Código Penal. Há
muito tempo o Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas
para as Mulheres defendem a tese de que a descriminalização do
aborto é uma necessidade de saúde e de proteção aos direitos das
mulheres. Sendo assim, o que há de novo nesse reconhecimento de
que a descriminalização do aborto deve ser uma ação prioritária de
direitos humanos pelo Estado brasileiro? Certamente a recomendação
do PNDH não é um simples ato retórico, em particular pelos riscos
políticos que o tema provoca em um ano de eleições.
Os direitos humanos fazem parte de um acordo entre as nações. Como resultado de um ato
racional de escolha, optamos por viver em sociedades que os respeitam em detrimento dos
regimes totalitários ou ditatoriais. Ações básicas de nossa vida social, como o direito de ir e vir e a liberdade de expressão ou de pensamento, traduzidos em atos coloquiais, como ter o direito de
frequentar uma comunidade religiosa, estão sob a proteção da cultura dos direitos humanos. Uma nação que assume o marco dos direitos humanos como ponto de partida para o funcionamento de suas instituições básicas é aquela que reconhece nas liberdades fundamentais, em particular no direito à vida, na liberdade e na dignidade, os princípios éticos para o gerenciamento de seus atos e políticas.
Descriminalizar o aborto é uma ação de direitos humanos exatamente por proteger as liberdades
fundamentais das mulheres: direito à vida, em razão dos riscos envolvidos no aborto realizado em condições inseguras; direito à liberdade por reconhecer o caráter soberano das escolhas individuais em matéria de ética privada; direito à dignidade, pois somente uma vida com liberdade e segurança pode ser qualificada como digna. No entanto, se afirmar positivamente a
descriminalização do aborto como uma medida de direitos humanos pode ainda soar estranho para aqueles que o entendem como uma ameaça religiosa ou como uma violação de direitos potenciais do feto, talvez seja mais simples demonstrar o quanto a criminalização do aborto é um ato de tratamento cruel e inumano do Estado contra as mulheres.
Um Estado que se sustenta na cultura dos direitos humanos não age cruelmente contra metade de sua população, caso se considere que o aborto é um tema exclusivamente das mulheres, o que
seria tão absurdo quanto sustentar que o racismo diz respeito apenas às minorias raciais. A
crueldade está em punir as mulheres pelos corpos que habitam, em proibi-las de ter acesso às
medidas sanitárias que protegem suas necessidades de saúde, em ignorar suas preferências
individuais sobre como conduzir suas vidas. Um ato é cruel quando impõe sofrimentos físicos ou
mentais, com o objetivo de castigar por algum ato cometido. No caso da criminalização do aborto,
o castigo é ao sexo, expresso no corpo da mulher pela gravidez não planejada, mas que deve ser
alvo permanente do controle por valores patriarcais.
Mas é possível analisar ainda mais delicadamente o tema da criminalização do aborto como uma
violação de um dos direitos mais básicos da vida digna – o direito a estar livre de tortura. O
Supremo Tribunal Federal irá decidir em breve se as mulheres grávidas de fetos com anencefalia podem ou não antecipar o parto. A anencefalia é uma má-formação fetal incompatível com a
sobrevida do feto fora do útero. A ação de anencefalia foi proposta em 2004 e é um pedido de
proteção das mulheres ao Estado: elas querem o direito de abreviar o luto pelo feto que não
sobreviverá ao parto. No entanto, as mulheres ainda são obrigadas a se manter grávidas, mesmo
sabendo que em breve enterrarão o filho. Não tenho dúvidas de que o dever da gestação nestes
casos deve ser classificado como um ato de tortura do Estado contra as mulheres.
É nesse marco político que deve ser entendida a recomendação do PNDH. A descriminalização do aborto não é um ato de afronta religiosa, mas de proteção às liberdades individuais. É um
reconhecimento público de que o Estado brasileiro não age cruelmente face às necessidades de
saúde das mulheres. É uma afirmação de que vida digna para as mulheres em idade reprodutiva
significa conceder-lhes a soberania do direito de escolha. Não deve haver punição nem castigo
para as mulheres que abortam. Assim como milhões de outras mulheres, as mulheres brasileiras
querem viver em um país que reconhece a descriminalização do aborto como uma medida de
proteção aos direitos fundamentais."

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POR:Debora Diniz - Professora da UnB e pesquisadora do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis)

Para pensar.....

Em alguma fase de sua vida,nos momentos de discussões entre o casal,você já sentiu vontade de agredir fisicamente a pessoa que estava na discussão?


SIM,sempre acontece e uso de violência
1 (5%)

SIM,sempre acontece,mas nunca usei de violência
3 (16%)
SIM,aconteceu poucas vezes,mas nunca agredi
7 (38%)

NÃO,nunca senti vontade de agredir
7 (38%)
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PAZ E AMOR
GABRIELA