quarta-feira, 3 de junho de 2009

A insegurança bateu na minha porta


Hoje minha casa sofreu uma tentativa de assalto às 03:00hs da manhã.Ligamos para todos os vizinhos.Nos mobilizamos e conseguimos "assustar" o indivíduo.Há poucas casas na rua, total de oito,há muito verde e não tem saída.Vimos pela janela que ele fugiu pela mata e durante todo o tempo ligávamos para 190,aliás, os vizinhos também.


Na minha terceira tentativa,o policial de plantão,muito educado por sinal, decidiu falar o porquê da demora.


"-Senhora,entendo sua preocupação com o bem estar de outras pessoas,sei que o elemento está na rua agora,provavelmente tentando outro assalto,mas vergonhosamente,tenho que dizer a senhora,que não temos viatura para atender qualquer chamado nesta noite.As poucas em condição de uso já estão nas ruas.Aconselho a senhora a ficar dentro de casa,verificar se as entradas estão fechadas e caso ele volte,ligue novamente para ver o que posso fazer para ajudar."


Agradeci e frustadamente ficamos acordados dentro de casa observando qualquer movimento.


Hoje na parte da manhã,os moradores reuniram-se.Estamos pensando em colocar um câmera na rua.Vamos conversar com o Cel Paulo Mouzinho,comandante do 26o batalhão, sobre as constantes ameaças que os moradores do bairro Bingen sofrem nos últimos meses.


Sou nascida e criada no bairro.Nunca presenciei em 34 anos,tanta insegurança nos moradores.Nunca presenciei uma PM tão frágil.Até pouco tempo,os petropolitanos orgulhavam-se de viver em uma cidade tranquila.Até pouco tempo,os petropolitanos admiravam a PM que tinham.


Esta não é a cidade que quero.Esta não é a polícia que quero.
Gabriela
Petropolitana que deseja a emersão da segurança

Um comentário:

Victor disse...

Cara, que merda isso! deve ter sido um susto tremendo pra vocês. Ainda bem que ficou só no susto. Beijão.