domingo, 7 de junho de 2009

Petrópolis - Ônibus: falta dinheiro até para pagar salários

Sem dinheiro e sem crédito, as empresas não conseguem renovar a frota ou dar manutenção. O resultado são problemas cada vez mais frequentes.

As empresas de ônibus de Petrópolis estão com dificuldades até mesmo para pagar os salários de seus empregados, em meio ao que dizem ser a maior crise econômica e financeira de sua história. As informações sobre a situação vivida pelas empresas foram divulgadas pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Petrópolis (Setranspetro).
Segundo os dados divulgados, ao longo dos últimos cinco anos, os prejuízos gerados, a cada mês, desencadearam um desequilíbrio nunca antes apresentado. De 2003 a 2008, o déficit acumulado pelo Sistema de Transporte Coletivo chega ao total de 48 milhões de reais.
O sindicato afirma que, “para iniciar uma recuperação do setor é necessário a realização de políticas públicas que priorizem o transporte coletivo, desafogando o trânsito, gerando subsídios para gratuidade, diminuindo a tributação e promovendo a qualidade de vida da população e o crescimento do município”.
A crise teria sido desencadeada, segundo o sindicato, por muitos fatores. Dentre eles, o Setranspetro destaca a alta taxa de tributação que incide sobre as empresas operadoras do transporte, representando quase metade do valor da tarifa. Ao Sistema de Integração realizado no Centro, desde 2006, as empresas de ônibus atribuem uma queda de mais de 500 mil usuários pagantes no mês, sem que tivesse havido redução do custo operacional das empresas. O documento relaciona também, como razões da crise, o “altíssimo número de fraudes e de mau uso da gratuidade”. Hoje, o sistema estaria registrando que cerca de 50% dos usuários utilizam a gratuidade no transporte.
Ainda de acordo com o documento, “todos os custos de tributação, das fraudes e do mau uso da gratuidade, os prejuízos operacionais, provocados pela falta de planejamento do sistema de integração, pelos engarrafamentos, excesso de redutores de velocidade e pela falta de conservação e manutenção das vias, acarretam diretamente a oneração da tarifa”. O Setranspetro afirma também que, “a tarifa, que já apresenta um valor alto e, ainda assim, não supre as despesas das operadoras, proporciona uma crise sem precedentes, que atinge a todos, empresas e seus usuários. A cada dia, cada vez mais pessoas deixam de andar de ônibus”.
A crise econômica que atingiu o setor, na visão do sindicato, chegou a um nível de gravidade que impede que as empresas tenham recursos para arcar com suas despesas fundamentais, como o pagamento da folha de funcionários, dos custos operacionais e tributários. Nos últimos meses, as empresas precisaram recorrer a empréstimos financeiros para realizar o pagamento dos vencimentos de seus colaboradores e até mesmo para comprar óleo diesel.
O documento acrescenta que “a situação é tão grave que, hoje, as empresas já não podem mais recorrer a esses empréstimos, e portanto, lamentam profundamente, mas não possuem recursos para arcar com o reajuste dos salários, aprovado em maio, e nem com o pagamento em dia de todos os vencimentos de seus funcionários. Essa situação já está gerando protestos por parte da categoria dos rodoviários, que chegam a ameaçar atrasos no cumprimento dos horários, ação conhecida como operação tartaruga. Além dessa questão, todo o plano de investimento de renovação da frota, também não pode ser cumprido em 2008 e não existe previsão para cumpri-lo em 2009”.
Mesmo diante de toda crise, o Setranspetro ressalta que as empresas continuam se preocupando em prestar um serviço com segurança e qualidade à população. “Por esse motivo, toda a rotina das operadoras do transporte continua acontecendo diariamente. A população não precisa se preocupar, porque os ônibus continuam passando por manutenção e limpeza, os funcionários continuam recebendo determinações para cumprir horários e itinerários e todos os sistemas que estão em fase de implantação continuam funcionando, como por exemplo, a bilhetagem eletrônica”, acrescenta o documento.

Fonte:Tribuna de Petrópolis
Comentário:A Prefeitura de Petrópolis é responsável pelo serviço coletivo de transporte da cidade.Nunca tivemos realmente um prefeito que olhasse com carinho neste setor.Não acredito que o atual prefeito tomará uma atitude séria sobre o assunto.Por sinal,ainda não caiu a ficha para ele,que é um prefeito.Ele vive em total inércia!
Gabriela

Um comentário:

Anônimo disse...

Só a setranspetro vê essa preocupação q as empresas de petropolis tem com o usuario, estão cagando e andando, tbm naum existe fiscalização alguma, são trocas de favores. O POVO é q se f...!